quinta-feira, 28 de maio de 2009

Justiça e Misericórdia

Justiça e Misericórdia

A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram. Salmo 85:10, ARC

Justiça e misericórdia são atributos de Deus que só Ele sabe usar corretamente. Não são contraditórios, apenas representam componentes opostos que a mente humana não consegue abarcar.

Temos dificuldade para entender Cristo exercendo justiça e perdoando ao mesmo tempo. Isso não quer dizer que Ele contemporiza com o pecado para perdoar. O pecador arrependido é perdoado por Cristo. Continua sendo pecador por natureza, mas perdoado. Nossa natureza pecaminosa será extinta somente “quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade” (1Co 15:54), por ocasião da volta de Jesus.

O hábito comum de apreciar em Cristo apenas o que mais nos agrada, o amor e o perdão, e não o Seu cetro de justiça, como “o Senhor, reto Juiz”, “que há de julgar vivos e mortos” (2Tm 4:8, 1), explica porque há cristãos tão imperfeitos e tão acomodados; como se esses atributos divinos nos isentassem de nossos deveres e responsabilidades perante Deus.

Certo rei tinha verdadeira aversão à prática do adultério. Assim sendo, decretou uma lei que qualquer pessoa que fosse apanhada em adultério, teria os dois olhos vazados. Tempos depois, o rei recebeu a denúncia de que seu filho havia cometido adultério. O rei entrou em desespero. A lei cobrava punição, o transgressor devia receber o castigo.

A lei exigia que os dois olhos do filho do rei fossem vazados. Então, o rei encontrou uma solução. Para que seu filho não vivesse em completa escuridão pelo resto da vida, determinou que vazassem um olho do filho e um olho dele próprio, e assim a lei foi cumprida; a justiça fora executada misturada com amor e misericórdia.

Nossos primeiros pais caíram em pecado ao transgredir a Lei de Deus. A lei exigia justiça. Deixaria Deus o homem em completa “escuridão” pelos séculos eternos? Deus já tinha uma solução. Ele receberia o castigo juntamente com o homem, oferecendo Seu Filho para morrer em nosso lugar. No Calvário, então, podemos entender melhor a solução preparada por Deus para salvar o homem. Ali, o amor e a justiça de Deus se encontraram para perdão da raça caída, que pode continuar olhando, com os olhos da fé, para o horizonte das suas esperanças, aguardando o dia da volta de Jesus. – EGS

REFLEXÃO: “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo” (2Co 5:19).

Que DEUS abençoe a todos.

MP

Vaidade

Vaidade

Considerei todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também o trabalho que eu, com fadigas, havia feito; e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento, e nenhum proveito havia debaixo do Sol. Eclesiastes 2:11

Vaidade é a marca registrada de tudo o que é inútil, descartável e de pouca duração. É o desejo exagerado de chamar a atenção dos outros para si. Os quadros da vida real estão cheios de tais exemplos.

Em geral, pessoas vaidosas preferem chegar depois da hora em reuniões e acontecimentos sociais importantes, para que todos vejam que elas chegaram. Algumas até dão um sorriso e um acenozinho!

Podemos notar pela TV, o esforço que algumas pessoas fazem para aparecer, até em velório de gente célebre. Enquanto a câmara focaliza os familiares do extinto, há aqueles que sempre dão um jeitinho de ficar o mais próximo possível deles, para no outro dia perguntar aos amigos: “Vocês me viram lá?”

A vaidade é ridícula. Ela vai muito além de tudo isso: alcança os limites da presunção e chega às raias da futilidade. Manifesta-se em nosso comportamento quando perdemos o controle das emoções. Ela atinge o coração e assume o lugar de Deus. Quando chega a esse ponto, tudo o que se faz visa somente à fama e ao aplauso dos homens.

O rei Salomão, com a autoridade de sua sabedoria, depois de analisar todas as facetas da vida, assim se expressou: “Foi então que comecei a comparar a sabedoria e a tolice (vaidade). Quem fizer essa comparação chegará às mesmas conclusões que eu, que a sabedoria vale muito mais que a tolice (vaidade), como a luz é melhor que o escuro” (Ec 2:12, 13, BV).

A vida de um cristão autêntico não é medida pelo sucesso que ele alcançou nos negócios nem pela riqueza que consegue acumular; tão pouco pela posição de destaque que conquista na sociedade. Todas essas coisas e outras mais podem ter o aplauso dos homens, porém, sem a aprovação de Deus, nada mais são do que tolices, coisas descartáveis e transitórias, um “correr atrás do vento”, de nenhum proveito.

Quando, em nossa vida, o Espírito de Deus nos fizer humildes diante de Deus e do semelhante, dispostos a seguir o exemplo de Cristo no sacrifício e no amor por todas as pessoas, então sim, alcançaremos a verdadeira grandeza.

REFLEXÃO: “Deus dá sabedoria, conhecimento e prazer ao homem que Lhe agrada” (Ec 2:26).

Que DEUS abençoe a todos.

MP

Os que Pertencem a Deus Voltarão a Viver

Os que Pertencem a Deus Voltarão a Viver

Os vossos mortos [...] viverão e ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o Teu orvalho, ó Deus, será como o orvalho de vida, e a terra dará à luz os seus mortos. Isaías 26:19

Vou abordar um tema que traz conforto para mim e para todos que têm familiares que já dormem em paz, aguardando o retorno do Senhor.

A ressurreição dos filhos de Deus é coisa tão certa como a luz do sol que nos ilumina, como a chuva que molha a terra e como as nuvens que fazem sombra sobre nós.

Os que foram remidos por Cristo receberão a ressurreição em seu mais alto significado. Eles ressuscitarão, não como eram ao descerem ao túmulo, mas perfeitos em todo o sentido: não mais doentes, não mais com dores, não mais cegos, não mais surdos nem mudos, não mais coxos; mas ressuscitarão perfeitos. “Todos os defeitos e deformidades serão deixados no túmulo.” Os nossos corpos, antes mortais, poluídos pelo pecado, maltratados pelo sofrimento e pela dor, recebem novas formas, cheias de beleza e juventude.

Tão certo como Cristo ressuscitou dos mortos, aqueles que são Seus Ele os ressuscitará. “Os últimos traços da maldição do pecado serão removidos, e os fiéis de Cristo aparecerão na ‘beleza do Senhor nosso Deus’, refletindo no espírito, alma e corpo, a imagem perfeita do seu Senhor” (O Grande Conflito, p. 645).

Um capelão de exército contou que, durante a Segunda Guerra Mundial, estava acampado com seus soldados, estando cada um deles envolto apenas com um cobertor, sem ter sobre si nada mais do que um firmamento frio e estrelado. Durante a noite, caiu neve. De manhã bem cedo, aquele capelão viu diante de si um espetáculo comovedor que transportou seus pensamentos para o dia da volta de Jesus e da ressurreição dos santos. Ele viu longas filas de pequenos montes, como sepulturas recentes, todos cobertos de neve. De repente, ouviu-se o toque da corneta para o despertar. Houve uma agitação e um sacudir da neve, enquanto centenas de soldados se punham de pé num instante. Um espetáculo para nunca mais se esquecer!

Assim será quando a trombeta de Deus tocar: num só momento, os que dormem em Cristo ressuscitarão para a vida eterna! Louvado seja o Senhor da vida! Amém!

REFLEXÃO: “Num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” (1Co 15:52).

Qe DEUS abençoe a todos.

MP

Escolhas

Escolhas

Se vocês não estão querendo obedecer ao Senhor, escolham hoje a quem querem dar obediência [...] Quanto a mim, escutem! Eu e a minha casa serviremos ao Senhor. Josué 24:15, BV

Deus criou o homem como um ser dotado de livre arbítrio, com direito de decidir, escolher e exercer sua vontade. É claro, porém, que cada escolha tem seus resultados e o seu preço. Deus respeita esse direito, até mesmo quando Seus filhos escolhem mal.

Um casal teve dois filhos gêmeos. Eram muito parecidos. Cresceram juntos participando dos cultos domésticos, das mesmas classes de estudo da Bíblia, na igreja, e nos mesmos colégios cristãos. Recebiam os mesmos conselhos e repreensões dos pais. Passaram pela adolescência e alcançaram a juventude, mas, à semelhança de Abel e Caim, fizeram escolhas diferentes.

Um se preocupava com as coisas espirituais, com o relacionamento com Deus e com o bem-estar de seus pais. O outro, porém, abandonou a igreja, só pensava nos prazeres do mundo, e não se incomodava com a dor que o seu procedimento causava aos pais. Passou a fazer parte de um grupo de rapazes violentos e viciados.

Certa noite, durante uma festa em que havia bebidas e drogas, ele esfaqueou e matou um dos seus companheiros de farra. Tentou fugir, mas os companheiros o perseguiram.

No desespero da fuga, viu que o escritório do irmão estava com as luzes acesas. Entrou porta adentro e contou o que havia acontecido e a ameaça dos companheiros.

– Tire essa roupa suja de sangue – disse o irmão, enquanto também tirava a dele, e ordenou-lhe que vestisse a sua roupa limpa, o que ele obedeceu. Então, o irmão inocente vestiu a roupa suja de sangue e lhe disse:

– Você está vestindo a minha roupa limpa. É possível que eles me matem, pensando que sou você. Se eu morrer, morrerei em seu lugar! – E a seguir, abriu a porta. Aqueles rapazes embriagados e drogados, aos chutes, murros e pauladas, mataram o irmão gêmeo inocente.

Os dias se passaram e aquele moço, lembrando-se do que havia acontecido, sempre dizia: “Ele morreu em meu lugar!” Então, abandonou a vida de pecado, abraçou a Cristo, e se entregou à justiça, a fim de pagar a pena de sua escolha desastrosa.

A lição que ele aprendeu foi: “Assim, como meu irmão, Jesus morreu em meu lugar para que eu pudesse viver.” – EGS

REFLEXÃO: “Meu filho, quando os pecadores [...] fizerem este convite: venha fazer parte de nosso bando! [...] diga: Não!” (Pv 1:10, 11, BV).

Que DEUS abençoe a todos.

MP

Eu Vi a Rainha

Eu Vi a Rainha

Então, disse eu [Isaías]: ai de mim! Estou perdido! [...] Os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos! Isaías 6:5

Foi num domingo do mês de agosto de 1962 que vi, pessoalmente e bem de perto, a rainha Elizabeth II da Inglaterra. Eu estava em Londres, em frente ao palácio da Buckingham, residência oficial da família imperial, para apreciar a cerimônia da troca da guarda, quando os portões do lado direito do palácio se abriram e o carro oficial da rainha saiu, passando bem devagar pelo meio da multidão que a ovacionava delirantemente. Como eu estava ao lado da rua, na calçada, bem junto ao meio fio, tive a oportunidade de ver a rainha bem perto de mim, a uma distância de aproximadamente três metros. Estava vestida, ao rigor da realeza, com rico vestido azul celeste com bordados marchetados de brilhantes. De maneira muito gentil, ela ia acenando para todas as pessoas por onde passava. Isso já faz mais de quarenta anos. Mas eu quero ver mesmo é o Rei, o nosso Rei!

O profeta Isaías viu o Rei do Universo assentado em Seu trono. Ele disse: “Ai de mim! Estou perdido! Os meus olhos viram o Rei.” Ele viu toda a glória que circundava o trono do Rei do Universo. Que privilégio!

Nós também, um dia, poderemos ver o Rei. Mas, para isso, devemos estar preparados. Como será, então, conhecer nosso Rei face a face, ver Seu rosto e Seu sorriso de felicidade? Ele vai estar muito feliz nesse dia e nós também. Ele, por ver os resultados da redenção efetuada; nós pela salvação que haveremos de receber pelos Seus méritos.

Certa vez, a rainha Vitória, também da Inglaterra, depois de ouvir um poderoso sermão do capelão do palácio de Windsor, acerca da segunda vinda de Cristo, abriu o coração ao Deão Farrar, um dos líderes espirituais da família, dizendo:

– Como eu desejo ardentemente que o Senhor venha em meus dias!

– Por que Vossa Majestade sente esse ardente desejo? – perguntou o grande e erudito pregador.

Com o rosto iluminado como que por uma grande emoção, a rainha respondeu:

– Porque eu gostaria muito de lançar-Lhe aos pés a minha coroa!

Nós também teremos essa oportunidade: “A família de Adão associa-se ao cântico e lança as suas coroas aos pés do Salvador, inclinando-se perante Ele em adoração” (O Grande Conflito, p. 648). Amém!

REFLEXÃO: “Deus é o Rei de toda a Terra [...] Deus reina sobre as nações” (Sl 47:7, 8).

Que DEUS abençoe a todos.

MP

Não se Contaminar

Não se Contaminar

Resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei. Daniel 1:8

Daniel tinha por prática nunca ingerir alimentos impróprios e não seria agora, como estudante do colégio real de Babilônia, no início de sua vida palaciana e acadêmica que iria desistir desses princípios. Então, resolveu, “firmemente”, não se contaminar com comidas impuras que eram servidas na mesa do rei.

Essa decisão de Daniel, entretanto, foi muito além do trivial da alimentação. Ao freqüentar os bancos escolares, iria fatalmente entrar em contato com sábios e eruditos da época, cuja formação era pagã e materialista; muitos deles envolvidos com a magia e ocultismo. Ele permitiria que seu intelecto fosse influenciado por ensinamentos incompatíveis com sua fé?

Daniel sabia que a cultura multifária de Babilônia, eivada de conceitos elaborados pelos seus eruditos, escondia, sutilmente, veneno perigoso capaz de amortecer as sensibilidades espirituais e morais. Assim, ele resolveu “firmemente” não permitir que nenhuma parte de sua vida – física, mental, psicológica, intelectual, emocional, além da espiritual e moral já mencionadas – fosse contaminada por filosofias que pudessem incitar paixões que colocassem em risco seu relacionamento com o Deus a quem servia.

A vida de Daniel, de fidelidade e firmeza, deve servir de exemplo para os jovens de hoje que enfrentam problemas e desafios semelhantes. Nos grandes centros do conhecimento, a incredulidade e o materialismo sempre foram e continuam sendo um instrumento para afastar estudantes cristãos do caminho da fé. Nesses lugares, infelizmente, Deus é tratado com desdém, irreverência, cinismo e blasfêmia. Para muitos professores modernos que assumem diariamente a cátedra de muitas universidades, A Bíblia, a Lei de Deus e os princípios da moral cristã são considerados coisas ultrapassadas a serem preservadas nas paredes dos museus.

À semelhança de Daniel, moças e rapazes podem assumir um compromisso com Deus de “firmemente” não se contaminar com o secularismo de nossos dias. O Deus de Daniel estará ao seu lado para fortalecer esse nobre propósito e futuramente recompensar sua fidelidade.

REFLEXÃO: “A estes quatro jovens Deus deu o conhecimento e a inteligência em toda a cultura e sabedoria; mas a Daniel deu inteligência de todas as visões e sonhos” (Dn 1:17).

Que DEUS abençoe a todos.

MP

A Recompensa do Pastor

A Recompensa do Pastor

O que semeia justiça terá recompensa verdadeira. Provérbios 11:18

O pastor e doutor Theodore Cuyler, no seu sermão de despedida, após quarenta anos de ministério evangélico ativo, declarou: “As pessoas convertidas são jóias no porta-jóias dos pais, professores e pastores fiéis” (Roy A. Anderson, O Pastor Evangelista, p. 572, 573).

Certamente, não há nada que se iguale à alegria de ver e sentir os resultados de nossos esforços, já aqui na Terra, na busca de pessoas para Jesus e sentir que o Espírito Santo atua por nosso intermédio.

Há cinqüenta anos, realizei uma série de conferências religiosas na cidade de Fernandópolis, interior de São Paulo, ocasião em que um cidadão ilustre daquela cidade, o Sr. Jerônimo, e sua família se uniram pelo batismo à Igreja Adventista do Sétimo Dia. Naquela ocasião, suas filhas ainda eram meninas.

Os anos se passaram e nunca mais tive notícias deles até que, numa manhã de sábado, fui agraciado com uma surpresa das mais gratificantes. Nesse sábado, preguei na igreja central de São Caetano do Sul, próximo de Santo André, onde morávamos. À saída, percebi que duas senhoras distintas se postaram ali do lado, acompanhadas de suas filhas.

Terminadas as despedidas, aquelas senhoras se aproximaram para me cumprimentar, e uma delas disse: “Eu sei que o senhor não nos está reconhecendo... Somos filhas do irmão Jerônimo, lá de Fernandópolis, que assistiu às suas conferências... Lembra-se daquelas meninas? Somos nós e estas moças são nossas filhas... Soubemos que o senhor iria pregar hoje aqui, e viemos para cumprimentá-lo e dizer da nossa alegria em revê-lo depois de tantos anos.”

Que melhor recompensa poderia haver para um pastor, pregador do evangelho, ainda aqui na Terra? E o que diremos quando, lá no Céu, “os remidos hão de encontrar e reconhecer aqueles cuja atenção encaminharam ao excelso Salvador. Que alegres conversas hão eles de ter com essas pessoas!... Que regozijo haverá quando esses remidos se encontrarem com os que se preocuparam em seu favor, e os saudarem!” (Ellen G. White, Obreiros Evangélicos, p. 518, 519). “Sim”, diz o pastor Roy A. Anderson, “a glória e gozo do evangelista serão pessoas arrancadas do fogo, que com ele estarão na presença do Senhor.”

REFLEXÃO: “Quem é a nossa esperança, ou alegria, ou coroa em que exultamos, na presença de nosso Senhor Jesus em Sua vinda? Não sois vós? Sim, vós sois realmente a nossa glória e nossa alegria!” (1Ts 2:19, 20).

Que DEUS abençoe a todos.

MP

Simplicidade ao Testemunhar

Simplicidade ao Testemunhar

Você será testemunha dEle a todos os homens, daquilo que viu e ouviu. Atos 22:15, NVI

Inês aceitou a Cristo numa série de conferências que realizei na cidade de Piratininga, estado de São Paulo, quando eu dirigia a igreja adventista em Bauru.

Era uma mulher simples, que tinha dificuldades para ler. Como resultado das conferências e pela atuação do Espírito de Deus, ela foi batizada.

Algum tempo depois, Inês mudou-se para Bauru com as filhas e fixou residência ao lado de uma família que tinha vários filhos. Não tinham uma religião definida, mas eram pessoas de bons princípios.

Apesar de sua pouco leitura, Inês resolveu falar da sua fé para aquela família. E, de maneira sábia e habilidos, começou a "testemunhar daquilo que viu e ouviu" a respeito de Jesus.

Agora vamos dar um salto no tempo para ver como tudo aconteceu.

Trinta anos mais tarde, eu estava em Londrina, Paraná, e no sábado fui pregar numa igreja de um dos bairros da cidade. Um dos líderes locais me recebeu, e após o culto, fui almoçar em sua casa. Ele me contou a história da sua conversão.

Ele havia se mudado para Londrina havia vários anos. Narrou-me que seus pais e irmãos aceitaram a mensagem adventsita em Bauru, por intermédio de uma mulher humilde e muito cristã que foi morar ao lado da casa deles. Era a irmã Inês. Visto que essa irmã tinha dificuldade para ler, aos sábados à tarde, fazia uma visita a esses vizinhos levando consigo um folheto que havia trazido da igreja, e pedia sempre que um dos rapazes lesse para ela. Cada sábado lá ia Inês com seu folhetinho na mão. E, quando os rapazes a viam chegando, diziam um para o outro: "Hoje é você quem vai ler." "Não, hoje é você. No sábado passado fui eu!" Mas sempre um deles lia o folheto para ela. Acontece que Inês tinha dois objetivos: ouvir a mensagem do folheto e, ao mesmo tempo, evangelizar aquela família. E o método deu certo porque todos daquela família aceitaram a Jesus e foram batizados. Um daqueles rapazes hoje trabalha como missionário.

É óbvio que, aou ouvir essa história, fiquei bastante feliz. Ninguém sabe os caminhos de Deus.

REFLEXÃO: "Deus escolheu as coisas humildes do mundo [...] para reduzir a nada as que são" (1Co 1:28)

Que DEUS abençoe a todos.

MP

O Sentido da Vida Cristã

O Sentido da Vida Cristã

Dá-Me, filho Meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos Meus caminhos. Provérbios 23:26

No século 18, surgiu na França um movimento filosófico denominado Iluminismo, também conhecido como Filosofia das Luzes, com o objetivo de mostrar que o homem podia contar consigo mesmo, dispensando qualquer interferência de Deus, de Sua autoridade, desprezando os conceitos religiosos para distinguir entre o bem e o mal.

Esse movimento caracterizou-se pela descrença em Deus, pelo desprezo a qualquer autoridade e pelo predomínio total da Razão que chegou a ser elevada à categoria de “deusa” no início da Revolução Francesa.

Felizmente, o Iluminismo recuou; porém, deixou o homem moderno inseguro e cada vez mais perplexo. Ele luta, trabalha e se consome em meio à futilidade de seus esforços. Mesmo vendo crescer seu poder econômico e suas conquistas em muitas áreas do conhecimento, sente-se frustrado em sua vida individual e íntima e na alma experimenta o amargor de um vazio existencial que não consegue preencher. É uma vida que não lhe dá satisfação nem alegria.

O rabino Harold Kushner afirmou: “Nossa alma não está faminta de fama, conforto, riqueza ou poder. Essas recompensas criam quase tantos problemas quanto resolvem. Nossa alma está faminta de significado.”

Temos que aceitar o fato de que a necessidade de significado não é uma necessidade biológica como o comer e o beber. Trata-se de uma necessidade espiritual, uma profunda sede no interior que só será saciada pela presença de Deus que dará significado, sentido, valor e alegria à vida. De acordo com o Comentário Bíblico Adventista, v. 3, p. 1.146, “a segurança da aprovação de Deus promoverá a saúde física, fortalecerá a alma contra a dúvida e a excessiva aflição, que tão freqüentemente minam as forças vitais, gerando enfermidades nervosas que afligem e debilitam”. Enquanto não buscarmos em Deus o preenchimento desse interior, o coração humano permanecerá vazio e carente.

Estar em Cristo significa renovação de tudo: nova vida, nova disposição mental; transformação de nossa cultura de ansiedade e tristeza numa cultura de segurança e alegria. Segundo a Bíblia, felicidade e alegria aparecem como a cultura original dos filhos de Deus. É o estado de espírito de quem está satisfeito e feliz. É se agradar dos caminhos do Senhor.

REFLEXÃO: “O coração alegre é bom remédio para o corpo, mas a tristeza na alma acaba com a saúde do homem” (Pv 17:22, BV).

Que DEUS abençoe a todos.

MP