quinta-feira, 8 de abril de 2010

2 Pedro 1:12-21

2 Pedro 1.12-21

12 Por esta razão, sempre estarei pronto para trazer-vos lembrados acerca destas coisas, embora estejais certos da verdade já presente convosco e nela confirmados.
13 Também considero justo, enquanto estou neste tabernáculo, despertar-vos com essas lembranças,
14 certo de que estou prestes a deixar o meu tabernáculo, como efetivamente nosso Senhor Jesus Cristo me revelou.
15 Mas, de minha parte, esforçar-me-ei, diligentemente, por fazer que, a todo tempo, mesmo depois da minha partida, conserveis lembrança de tudo.
16 Porque não vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo seguindo fábulas engenhosamente inventadas, mas nós mesmos fomos testemunhas oculares da sua majestade,
17 pois ele recebeu, da parte de Deus Pai, honra e glória, quando pela Glória Excelsa lhe foi enviada a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.
18 Ora, esta voz, vinda do céu, nós a ouvimos quando estávamos com ele no monte santo.
19 Temos, assim, tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vosso coração,
20 sabendo, primeiramente, isto: que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação;
21 porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo.

2 Pedro 1:12-21

A verdades apresentadas na primeira epístola referenciam as revelações de Mateus 16: as aflições de Cristo; a edificação da Igreja, a casa espiritual construída sobre a Rocha. A segunda epístola é baseada no capítulo 17 do mesmo evangelho. Durante a transfiguração, Pedro, Tiago e João viram o Senhor Jesus em "glória excelsa". Mas foi-lhes ordenado não contar a ninguém sobre o ocorrido até a Sua ressurreição. Não havendo mais impedimentos, Pedro, que na hora estava muito sonolento (Lucas 9:32), estimula os santos a recordar a cena (v. 13; 3:1). Aquele que, sem pensar, tinha proposto erguer três tabernáculos agora se prepara para deixar seu próprio "tabernáculo" terreno para gozar da presença de Cristo, desta vez para sempre, em corpo glorioso (v. 14). O Senhor lhe revelou quando e por qual tipo de morte ela haveria de glorificar a Deus (v. 14; João 21:18, 19). Em breve, nós também seremos "testemunhas de sua majestade".

Ao longo de todas as Escrituras, a palavra profética lança luz sobre a glória vindoura. Entretanto, o filho de Deus possui uma luz ainda mais brilhante. O objeto de sua esperança vive nele. Cristo é a Estrela da manhã que já nasceu em seu coração (v. 19; final do versículo 27 de Colossenses 1).

Que DEUS abençoe a todos.

2 Pedro 1:1-11

2 Pedro 1.1-11

1 Simão Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo, aos que conosco obtiveram fé igualmente preciosa na justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo,
2 graça e paz vos sejam multiplicadas, no pleno conhecimento de Deus e de Jesus, nosso Senhor.
3 Visto como, pelo seu divino poder, nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude,
4 pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vos torneis co-participantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo,
5 por isso mesmo, vós, reunindo toda a vossa diligência, associai com a vossa fé a virtude; com a virtude, o conhecimento;
6 com o conhecimento, o domínio próprio; com o domínio próprio, a perseverança; com a perseverança, a piedade;
7 com a piedade, a fraternidade; com a fraternidade, o amor.
8 Porque estas coisas, existindo em vós e em vós aumentando, fazem com que não sejais nem inativos, nem infrutuosos no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo.
9 Pois aquele a quem estas coisas não estão presentes é cego, vendo só o que está perto, esquecido da purificação dos seus pecados de outrora.
10 Por isso, irmãos, procurai, com diligência cada vez maior, confirmar a vossa vocação e eleição; porquanto, procedendo assim, não tropeçareis em tempo algum.
11 Pois desta maneira é que vos será amplamente suprida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

2 Pedro 1:1-11

Pedro inicia sua segunda epístola relembrando os cristãos sobre as riquezas das quais o Senhor os fez participantes, a saber, a preciosa fé (v. 1), "todas as coisas" que conduzem à vida e à piedade (v. 3) e as "preciosas e mui grandes promessas" (v. 4). A nossa fé, que se apropria das bênçãos de Deus, não deve ser infrutífera. É necessário que a ela se adicione energia, chamada de virtude, a fim de alcançar o conhecimento (tema central da epístola). Ao mesmo tempo, é essencial que tenhamos domínio próprio e paciência a fim de aprendermos a permanecer firmes, sem, contudo, desfalecer. É dentro dessa atmosfera espiritual que desenvolvemos os nossos relacionamentos: (1) com o Senhor: a piedade; (2)com os irmãos: a fraternidade; (3) com todos: o amor. Estes sete complementos da fé formam um todo, assim como os elos de uma corrente. A ausência de apenas um destes complementos traz conseqüências dramáticas para um cristão, deixando sua vida espiritual míope, ineficiente e infrutífera. Ele não consegue enxergar longe; sua fé não consegue distinguir no horizonte a cidade celestial, o fim da peregrinação cristã (veja Hebreus 11:13...). Os portões eternos já foram abertos para Cristo, o Rei da glória (Salmo 24:7, 9). Que Ele nos conceda uma entrada abundante em Seu reino eterno quando chegar a nossa vez.

Que DEUS abençoe a todos.

Gênesis 39:1-16

Gênesis 39:1-16

1 E JOSÉ foi levado ao Egito, e Potifar, oficial de Faraó, capitão da guarda, homem egípcio, comprou-o da mão dos ismaelitas que o tinham levado lá.
2 E o Senhor estava com José, e foi homem próspero; e estava na casa de seu senhor egípcio.
3 Vendo, pois, o seu senhor que o Senhor estava com ele, e tudo o que fazia o Senhor prosperava em sua mão,
4 José achou graça em seus olhos, e servia-o; e ele o pôs sobre a sua casa, e entregou na sua mão tudo o que tinha.
5 E aconteceu que, desde que o pusera sobre a sua casa e sobre tudo o que tinha, o Senhor abençoou a casa do egípcio por amor de José; e a bênção do Senhor foi sobre tudo o que tinha, na casa e no campo.
6 E deixou tudo o que tinha na mão de José, de maneira que nada sabia do que estava com ele, a não ser do pão que comia. E José era formoso de porte, e de semblante.
7 E aconteceu depois destas coisas que a mulher do seu senhor pôs os seus olhos em José, e disse: Deita-te comigo.
8 Porém ele recusou, e disse à mulher do seu senhor: Eis que o meu senhor não sabe do que há em casa comigo, e entregou em minha mão tudo o que tem;
9 Ninguém há maior do que eu nesta casa, e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porquanto tu és sua mulher; como pois faria eu tamanha maldade, e pecaria contra Deus?
10 E aconteceu que falando ela cada dia a José, e não lhe dando ele ouvidos, para deitar-se com ela, e estar com ela,
11 Sucedeu num certo dia que ele veio à casa para fazer seu serviço; e nenhum dos da casa estava ali;
12 E ela lhe pegou pela sua roupa, dizendo: Deita-te comigo. E ele deixou a sua roupa na mão dela, e fugiu, e saiu para fora.
13 E aconteceu que, vendo ela que deixara a sua roupa em sua mão, e fugira para fora,
14 Chamou aos homens de sua casa, e falou-lhes, dizendo: Vede, meu marido trouxe-nos um homem hebreu para escarnecer de nós; veio a mim para deitar-se comigo, e eu gritei com grande voz;
15 E aconteceu que, ouvindo ele que eu levantava a minha voz e gritava, deixou a sua roupa comigo, e fugiu, e saiu para fora.
16 E ela pôs a sua roupa perto de si, até que o seu senhor voltou à sua casa.


Gênesis 39:1-16
O capítulo 38 é inserido na história de José como para nos mostrar, pelo exemplo de seu irmão, Judá, quão graves pecados podem acontecer e que desordem familiar pode haver, quando Cristo, o verdadeiro José, é colocado de lado. Já no capítulo 39, encontramos José no Egito, um jovem temente a Deus, que se conserva puro e separado do mundo. É por esta razão que Deus tem prazer em demonstrar que tal fidelidade Lhe é agradável, abençoando, de modo visível, todas as atividades de Sua fiel testemunha. Quando vem a tentação, José a recusa (v. 8), não lhe dá ouvidos (v. 10), foge (v. 12; compare com Juízes 16:16-17).

Amigos crentes, vocês que ainda são jovens, um dia terão de deixar a casa de seus pais para viver em um ambiente perigoso e hostil. Que o exemplo de José (que também estava longe de sua família) lhes seja de alguma forma um encorajamento em meio aos conflitos que inevitavelmente farão parte de seu sua vida. "Como purificará o jovem o seu caminho?", pergunta o salmista. "Observando-o conforme a tua palavra", ele responde imediatamente. É por isso que ele se preparou para o dia da tentação: "Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti" (Salmo 119:9,11).

Que DEUS abençoe a todos.

Gênesis 37:18-36

Gênesis 37:18-36

18 E viram-no de longe e, antes que chegasse a eles, conspiraram contra ele para o matarem.
19 E disseram um ao outro: Eis lá vem o sonhador-mor!
20 Vinde, pois, agora, e matemo-lo, e lancemo-lo numa destas covas, e diremos: Uma fera o comeu; e veremos que será dos seus sonhos.
21 E ouvindo-o Rúben, livrou-o das suas mãos, e disse: Não lhe tiremos a vida.
22 Também lhes disse Rúben: Não derrameis sangue; lançai-o nesta cova, que está no deserto, e não lanceis mãos nele; isto disse para livrá-lo das mãos deles e para torná-lo a seu pai.
23 E aconteceu que, chegando José a seus irmãos, tiraram de José a sua túnica, a túnica de várias cores, que trazia.
24 E tomaram-no, e lançaram-no na cova; porém a cova estava vazia, não havia água nela.
25 Depois assentaram-se a comer pão; e levantaram os seus olhos, e olharam, e eis que uma companhia de ismaelitas vinha de Gileade; e seus camelos traziam especiarias e bálsamo e mirra, e iam levá-los ao Egito.
26 Então Judá disse aos seus irmãos: Que proveito haverá que matemos a nosso irmão e escondamos o seu sangue?
27 Vinde e vendamo-lo a estes ismaelitas, e não seja nossa mão sobre ele; porque ele é nosso irmão, nossa carne. E seus irmãos obedeceram.
28 Passando, pois, os mercadores midianitas, tiraram e alçaram a José da cova, e venderam José por vinte moedas de prata, aos ismaelitas, os quais levaram José ao Egito.
29 Voltando, pois, Rúben à cova, eis que José não estava na cova; então rasgou as suas vestes.
30 E voltou a seus irmãos e disse: O menino não está; e eu aonde irei?
31 Então tomaram a túnica de José, e mataram um cabrito, e tingiram a túnica no sangue.
32 E enviaram a túnica de várias cores, mandando levá-la a seu pai, e disseram: Temos achado esta túnica; conhece agora se esta será ou não a túnica de teu filho.
33 E conheceu-a, e disse: É a túnica de meu filho; uma fera o comeu; certamente José foi despedaçado.
34 Então Jacó rasgou as suas vestes, pôs saco sobre os seus lombos e lamentou a seu filho muitos dias.
35 E levantaram-se todos os seus filhos e todas as suas filhas, para o consolarem; recusou porém ser consolado, e disse: Porquanto com choro hei de descer ao meu filho até à sepultura. Assim o chorou seu pai.
36 E os midianitas venderam-no no Egito a Potifar, oficial de Faraó, capitão da guarda.


Gênesis 37:18-36
O longo caminho percorrido por José em busca de seus irmãos é uma figura do caminho tomado pelo Filho de Deus para buscar e salvar aqueles que estavam perdidos. Este foi, primeiramente, o caminho em que Ele aniquilou a Si mesmo: Ele, sendo Deus, se fez homem. Depois foi também o caminho em que Ele humilhou a Si mesmo até a morte, sim, "e morte de cruz" (Filipenses 2:7-8).

Depois aconteceu o crime cujos detalhes todos nos falam da cruz de Cristo; eles conspiraram para matar aquele que tinha vindo servi-los (Salmo 109:5; Jeremias 11:19 e João 11:53). "Acorrem em tropel contra a vida do justo e condenam o sangue inocente" (Salmo 94:21). Eles tiraram dele a túnica (Salmo 22:18) e o lançaram em uma cova, figura da morte. Todos estes sofrimentos acometeram em sua plena realidade o nosso Salvador.

Finalmente eles vendem José como escravo a estrangeiros por "vinte siclos de prata". Aquele que era maior que José foi vendido por trinta moedas de prata, um "magnífico preço" na avaliação deles (Zacarias 11:13) e depois entregue a Pilatos pelos judeus. Quão grande não deve ter sido a angústia de José! E quanto maior angústia sofreu Aquele de quem José é apenas um fraco reflexo, quando passou por todos esses sofrimentos e pela própria morte por amar a você e a mim.

Que DEUS abençoe a todos.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Marcos 6:5-6

Quarta-feira 7 Abril

E não podia fazer ali obras maravilhosas; somente curou alguns poucos enfermos, impondo-lhes as mãos. E estava admirado da incredulidade deles (Marcos 6:5-6).

Algo que faz o Criador se admirar

É espantoso lermos que Jesus Cristo, o qual deu provas de ser Senhor sobre a vida e a morte ao ressuscitar mortos, que expulsou demônios, a quem as ondas e o vento obedeceram, não pôde fazer nenhuma obra poderosa em Sua cidade natal, Nazaré. Qual foi o obstáculo?

Ao examinarmos toda essa passagem, o que recomendamos aos nossos leitores, descobrimos a razão: havia ali uma concentração de incredulidade e resistência, quase uma total rejeição à Sua Pessoa. “De onde lhe vêm estas coisas?… Não é este o carpinteiro?” (vv. 2 e 3). Essas palavras exalam desconfiança.

A causa naturalmente não era a incapacidade do Senhor. Isso fica claro no comentário do evangelista Marcos: “somente curou alguns poucos enfermos, impondo-lhes as mãos”. O relato parece contrastar tais curas e as poderosas obras, como se aquelas fossem in­significantes para Jesus. Mas elas eram tão grandes quanto as outras. O significado dessa passagem é que Jesus Cristo, embora sendo o Salvador do mundo, foi impedido de realizar mais milagres ali.

Em outras palavras: Deus não pode ajudar alguém que recusa a salvação que Ele oferece à humanidade por meio da obra de Seu Filho, Jesus Cristo, na cruz do Calvário. No entanto, é desejo do próprio Jesus Cristo ver o resultado do maior milagre de todos: os pecadores libertos do fardo de seus pecados pela fé em Seu sangue derramado. Foi por esse motivo que Ele veio ao mundo. As curas, os milagres, as grandes obras que Ele realizou – e ainda hoje realiza – são meios para demonstrar a bondade e o favor de Deus para conosco.

Que DEUS abençoe a todos.

1 Coríntios 15.55-57

7 de Abril

"Onde está, ó morte, a tua vitória? onde está, ó morte, o teu aguilhão? O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei." (1 Coríntios 15.55-57)

Como quinta conseqüência consideremos o efeito da morte de Jesus em relação à morte. A morte é uma realidade terrível. Isso milhares de pessoas já experimentaram quando se encontravam ao lado da sepultura de algum ente querido. Também o Senhor Jesus jamais ignorou a realidade da morte. Quando Ele chegou para ressuscitar seu amigo Lázaro que já se encontrava quatro dias na sepultura, Ele até chorou ao lado do sepulcro. Mas assim como a morte é uma dura realidade, existe uma outra realidade que é maravilhosa: essa mesma morte que nos inspira tanto pavor perdeu seu poder e sua força por meio da morte de Jesus. Embora o crente fique cada vez mais velho, e esteja se aproximando inexoravelmente do dia em que partirá deste mundo, a pessoa que crê em Jesus se encontra dentro do raio de ação da promessa do Salmo 92. E, conforme as palavras do apóstolo Paulo, essa pessoa constantemente rejuvenesce em seu interior: "...mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo o nosso homem interior se renova de dia em dia." Essa pessoa é possuidora da juventude eterna, pois no Salmo 103.5 está escrito que nos renovamos como a águia. Esse é o fato maravilhoso: através da Sua morte, Jesus Cristo nos reconciliou com Deus! Ele nos libertou do poder de Satanás, Ele nos salvou do caráter deste mundo e nos deu a vida eterna.

Que DEUS abençoe a todos.

1 Pedro 5:1-14

1 Pedro 5.1-14

1 Rogo, pois, aos presbíteros que há entre vós, eu, presbítero como eles, e testemunha dos sofrimentos de Cristo, e ainda co-participante da glória que há de ser revelada:
2 pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade;
3 nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho.
4 Ora, logo que o Supremo Pastor se manifestar, recebereis a imarcescível coroa da glória.
5 Rogo igualmente aos jovens: sede submissos aos que são mais velhos; outrossim, no trato de uns com os outros, cingi-vos todos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, contudo, aos humildes concede a sua graça.
6 Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte,
7 lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.
8 Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar;
9 resisti-lhe firmes na fé, certos de que sofrimentos iguais aos vossos estão-se cumprindo na vossa irmandade espalhada pelo mundo.
10 Ora, o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de terdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar.
11 A ele seja o domínio, pelos séculos dos séculos. Amém!
12 Por meio de Silvano, que para vós outros é fiel irmão, como também o considero, vos escrevo resumidamente, exortando e testificando, de novo, que esta é a genuína graça de Deus; nela estai firmes.
13 Aquela que se encontra em Babilônia, também eleita, vos saúda, como igualmente meu filho Marcos.
14 Saudai-vos uns aos outros com ósculo de amor. Paz a todos vós que vos achais em Cristo.


1 Pedro 5:1-14

"Apascenta os meus cordeiros... apascenta as minhas ovelhas", disse o Senhor a Pedro (João 21:15-17). Longe de assumir uma postura presunçosa em função dessas afirmações, Pedro foi superior a outros cristãos (uma posição que o cristianismo lhe atribuiu). O apóstolo, no entanto, se descreve simplesmente como um presbítero (ou supervisor) entre vários outros presbíteros, e os exorta a não se comportar como dominadores sobre o rebanho do bom Pastor, mas como exemplos (v. 3). As ovelhas não pertencem a eles; eles são responsáveis por elas perante o soberano Pastor. Isto não diminui a responsabilidade dos jovens em se submeter aos presbíteros nem a de todos em se revestir de humildade, a qual pode ser traduzida como "colocar o avental de servo" (v. 5; vide 3:8). A graça é dada ao humilde pelo "Deus de toda graça".

"Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós", acrescenta o apóstolo (v. 7). Esta confiança e esta entrega a Deus, entretanto, não nos eximem de ser vigilantes. Satanás, nosso adversário implacável, está à espreita do menor deslize de nossa parte, e resistir a ele significa mais sofrimento (vv. 8-9). Finalmente, as Escrituras nos encorajam a suportar as aflições, seguindo o Exemplo divino, por mais um pouco, antes de experimentarmos a glória vindoura (v. 10; final do versículo 11 do capítulo 1).

Que DEUS abençoe a todos.

Gênesis 37:1-17

Gênesis 37:1-17

1 E JACÓ habitou na terra das peregrinações de seu pai, na terra de Canaã.
2 Estas são as gerações de Jacó. Sendo José de dezessete anos, apascentava as ovelhas com seus irmãos; sendo ainda jovem, andava com os filhos de Bila, e com os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai; e José trazia más notícias deles a seu pai.
3 E Israel amava a José mais do que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice; e fez-lhe uma túnica de várias cores.
4 Vendo, pois, seus irmãos que seu pai o amava mais do que a todos eles, odiaram-no, e não podiam falar com ele pacificamente.
5 Teve José um sonho, que contou a seus irmãos; por isso o odiaram ainda mais.
6 E disse-lhes: Ouvi, peço-vos, este sonho, que tenho sonhado:
7 Eis que estávamos atando molhos no meio do campo, e eis que o meu molho se levantava, e também ficava em pé, e eis que os vossos molhos o rodeavam, e se inclinavam ao meu molho.
8 Então lhe disseram seus irmãos: Tu, pois, deveras reinarás sobre nós? Tu deveras terás domínio sobre nós? Por isso ainda mais o odiavam por seus sonhos e por suas palavras.
9 E teve José outro sonho, e o contou a seus irmãos, e disse: Eis que tive ainda outro sonho; e eis que o sol, e a lua, e onze estrelas se inclinavam a mim.
10 E contando-o a seu pai e a seus irmãos, repreendeu-o seu pai, e disse-lhe: Que sonho é este que tiveste? Porventura viremos, eu e tua mãe, e teus irmãos, a inclinar-nos perante ti em terra?
11 Seus irmãos, pois, o invejavam; seu pai porém guardava este negócio no seu coração.
12 E seus irmãos foram apascentar o rebanho de seu pai, junto de Siquém.
13 Disse, pois, Israel a José: Não apascentam os teus irmãos junto de Siquém? Vem, e enviar-te-ei a eles. E ele respondeu: Eis-me aqui.
14 E ele lhe disse: Ora vai, vê como estão teus irmãos, e como está o rebanho, e traze-me resposta. Assim o enviou do vale de Hebrom, e foi a Siquém.
15 E achou-o um homem, porque eis que andava errante pelo campo, e perguntou-lhe o homem, dizendo: Que procuras?
16 E ele disse: Procuro meus irmãos; dize-me, peço-te, onde eles apascentam.
17 E disse aquele homem: Foram-se daqui; porque ouvi-os dizer: Vamos a Dotã. José, pois, seguiu atrás de seus irmãos, e achou-os em Dotã.


Gênesis 37:1-17
Começamos hoje com a bela história de José. Provavelmente não há nenhuma outra personagem em toda a Bíblia que retrate de maneira mais completa o caráter do Senhor Jesus. José é o objeto de um grande amor de seu pai e ao mesmo tempo vítima do ódio e ciúmes de seus irmãos, os filhos de Israel (compare João 3:19; Mateus 21:38). Ele testemunhava da maldade deles junto a seu pai (v. 2) e junto a eles acerca de sua futura ascensão, na qual eles se recusavam a acreditar. Do mesmo modo que Cristo, o centro das profecias que dizem respeito à terra (v. 7) e ao céu (v. 9), era a testemunha fiel e verdadeira das obras malignas do mundo (João 7:7) e diante do mundo acerca de Sua glória futura (Mateus 26:64). Jacó fez para José "uma túnica talar de mangas compridas" (v. 3), um sinal visível de seu favor, que nos lembra que Jesus era publicamente apresentado como o objeto das delícias do Pai (Mateus 3:17; Atos 2:22). José é para todos nós um modelo de obediência. "Eis-me aqui", respondeu ele (v. 13), quando seu pai o manda visitar seus irmãos que, entretanto, o odiavam. Mas quanto maior é o exemplo do Senhor Jesus! Em perfeita obediência, Ele se colocou à disposição quando o Pai Lhe quis enviar: "Eis aqui venho… Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu" (Salmo 40:7-8).

Que DEUS abençoe a todos.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Efésios 5:8,10

Terça-feira 6 Abril

Porque noutro tempo éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor; andai como filhos da luz… Aprovando o que é agradável ao Senhor (Efésios 5:8,10).

Fazendo a própria obra ou a obra de Deus?

As crianças geralmente começam a andar por volta de um ano de idade. Mas são necessários alguns anos até que possam desenvolver plenamente a habilidade manual para desenhar ou cortar algo com a tesoura, por exemplo.

Isso é algo muito similar ao que acontece com o desenvolvimento espiritual normal dos filhos de Deus. Primeiro os crentes colocam sua fé no Senhor, depois têm de aprender a andar com Ele. Esse relacionamento deve preceder as atividades e as boas obras. No entanto, como é comum os jovens crentes desejarem fazer algo pequeno e até mesmo grande para o Senhor antes de aprenderem a viver como cristãos no mundo.

Não devemos ser inativos como filhos de Deus. Tendo em vista o número de pessoas que ainda não se reconciliaram com Deus, certamente precisamos ser “firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor” (1 Coríntios 15:58).

Temos de nos perguntar: Tenho um relacionamento sólido com Deus? A obra que faço para Ele está de acordo com a vontade e a mente do próprio Deus? Estou realmente fazendo a tarefa que Ele designou para mim? O que faço é fruto do meu relacionamento com o Senhor Jesus? Se todas as respostas forem sim, então tudo está em ordem. Se não, você está se esforçando em vão, está fazendo a sua própria obra e não a do Senhor. A conseqüência final disso? Você está edificando com “madeira, feno, palha” (1 Coríntios 3:12), materiais que não resistem ao fogo quando chegar o tempo em que todas as obras forem julgadas. Nossas obras têm de ser resultado de uma íntima comunhão com o Senhor e Mestre. Somente assim teremos Sua aprovação e a bênção dEle nos acompanhará.

Que DEUS abençoe a todos.