O DILEMA DO ABORTO
"Joana procurou-me um dia angustiada pelo complexo de culpa. "Pastor...", disse ela, "...Provoquei um aborto quando tinha dezesseis anos, mas ninguém soube. Foi uma experiência dolorosa e traumatizante em minha vida, mas era a única saída que eu via naquele momento. O fato é que tudo isso aconteceu há mais de trinta anos e até hoje carrego em meu coração a incerteza do perdão. Minhas mãos estão manchadas de sangue, pois tirei a vida de um nenenzinho que eu carregava no ventre. Sinto que não existe perdão para um pecado tão horrível como este. Responda-me por favor, existe perdão para mim?"
O drama desta mulher, cujo o nome é fictício, me levou a tratar o assunto do aborto nesta palestra.
Este tema é sem dúvida nenhuma, controvertido e delicado. O mundo todo está dividido em dois grandes grupos com relação a este assunto. Esta controvérsia intensificou-se a partir de 1973 quando a corte suprema dos Estados Unidos legalizou o aborto. Os dois grandes grupos são: de um lado os que defendem a vida, e do outro, os que defendem o direito que a mulher tem de decidir se deve ou não ter a criança que gerou.
Pessoalmente acho que as implicações são muito mais profundas, porque o aborto é muito mais do que o fim de uma gravidez. Ele converteu-se, hoje, numa atitude e até quase num estilo de vida. Na realidade, é uma maneira de encarar qualquer problema que aparece pela frente. Você tem problemas no emprego? Não se preocupe muito, aborte seu emprego, demita-se. Seu casamento não anda bem? Aborte seu casamento, divorcie-se. Encontra dificuldade na vida cristã? Não insista, aborte seu relacionamento com Deus e com a igreja, abandone tudo. Você vê? O aborto na realidade, é uma tentativa de evitar a conseqüência de nossas ações. A Bíblia é clara quando afirma: "Não vos enganeis; de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia para a sua própria carne, da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito, do Espírito colherá vida eterna. (Gálatas 6:7,8)
A advertência aqui é clara. Não resta dúvida. A Bíblia afirma que colheremos o que semeamos. Mas o aborto tenta ignorar este fato fundamental da vida, parando as batidas de um coração humano.
Analisemos, por exemplo, o caso de Jenifer, uma garota imaginária, que amava as diversões e brincava de sexo. A ansiosa busca por prazer levou-a a uma gravidez. Os pais e ela não duvidaram um minuto em tomar a decisão que parecia ser a mais simples: o aborto. Afinal de contas, por que a família teria que sofrer todas as conseqüências que aquela gravidez acarretava?
O aborto, embora tão traumático quanto possa ser, parece à primeira vista, ser a solução mais simples e o caminho mais fácil para resolver o problema.
Infelizmente, depois de abortar seu "problema", Jenifer nunca aprendeu a lição. No verão seguinte, ficou grávida de novo. E dois anos mais tarde outra vez. Foram quatro abortos antes de completar 21 anos, acredite, se quiser.
A pergunta é: Que teria acontecido se Jenifer não tivesse escapado da realidade com aquele primeiro aborto? Nove meses de gravidez, sem dúvida nenhuma, teriam sido difíceis, mas aquela experiência poderia, talvez, ter lhe ensinado uma das mais importantes lições da vida: que é preciso encarar as conseqüências de nossas ações e não fugir delas.
Mas existem tantos defensores do aborto hoje, que dá a impressão de que os defensores da vida é que estão errados. O problema é que a escala de valores de nossa sociedade está ficando de cabeça para baixo. Suponhamos que fosse um pequeno golfinho nadando dentro da barriga de uma mãe grávida, você pode estar certo que apareceriam imediatamente os manifestantes do movimento "Salvem o golfinho" defendendo furiosamente o direito de viver do bichinho. Mas acontece que esses mesmos ativistas que fazem campanhas e passeatas para preservar a vida de todos os golfinhos do oceano, são os que defendem o direito que a mulher tem de interromper a vida de uma criança que carrega no ventre.
Parece estranho, não parece? Essa é a religião do humanismo secular. Mas o cristianismo avalia a vida como um dom de Deus. Um dom tão sagrado que Jesus deu Sua própria vida para preservar a vida do homem. Portanto, quando pensamos no aborto, a pergunta que devemos fazer é: o que fez aquela criança para merecer a morte?
Você talvez ache que uma criança que ainda não nasceu, não está viva, porque não respira sozinha. Mas a realidade é que o feto já é um consumidor de oxigênio, como qualquer ser humano vivo. É verdade que precisa da ajuda da mãe para processar a respiração, mas muitos adultos, no momento de uma cirurgia, também precisam de ajuda para respirar. Sem os aparelhos, morreriam. Seria alguém capaz de deixar morrer um adulto, durante a cirurgia, somente porque não pode respirar por si só?
A criança, mesmo depois de ter nascido, e de começar a respirar sozinha, ainda é dependente. Não pode alimentar-se só, não pode sustentar-se financeiramente, se quer pode virar-se sozinha no berço. É óbvio, então, que o fato de ser dependente não tem nada a ver com sua condição de pessoa humana.
A verdade é que uma criança, mesmo antes de nascer, já tem todas as características definidas de um ser humano no primeiro trimestre de vida fetal. Por volta dos 25 dias, praticamente antes que a mãe perceba que está grávida, essa criança já está bombeando sangue.
Hoje, a ciência chega à conclusão de que o nenê pode reconhecer a voz da mãe que está praticamente atada a essa vida que leva dentro do ventre. E quando essa mãe quebra as leis não escritas do instinto, abortando o nenê, imprime em sua própria vida marcas que a perturbarão por muitos anos.
Os que apoiam a idéia de que a mãe tem o direito de escolher se vai ter ou não a criança, vão longe negando o fato de que a realidade é que não se está tirando a vida de um ser humano. Eles preferem pensar no aborto como a interrupção da gravidez. Como seria se disséssemos que o motoqueiro do parque interrompeu a vida de nove garotas ingênuas? Foi interrupção ou foi assassinato?
A grande discusão das pessoas que defendem o aborto é sobre o momento no qual exatamente começa a vida. É obvio que a curta viagem através do canal do nascimento, não torna um feto despersonalizado, num ser humano. A posição mais natural e lógica, é que a vida começa na concepção. Deste momento em diante, até o estado adulto, há um processo de crescimento constante.
Perguntemo-nos agora como cristãos, se antes de nascer, os nenês não são seres humanos viventes, onde estava Jesus durante a gravidez de Maria? Deixou de existir durante nove meses? A Bíblia diz que a virgem Maria "tinha concebido do Espírito Santo". Vê? O Deus eterno tinha se tornado um nenê vivo e real dentro do ventre de Maria.
Em vários lugares da Bíblia se menciona os nenês que ainda não nasceram, como pessoas. Vemos isto quando Isabel, a tia de Jesus saudou Maria: "Ouvindo esta a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre; então Isabel ficou possuída do Espírito Santo". (Lucas 1:41)
De acordo com a Bíblia, o que Isabel tinha no seu ventre era um nenê. Não era uma massa de tecido fetal em desenvolvimento, mas um nenê brincalhão.
Pois bem, à luz das evidências bíblicas e biológicas, pode alguém negar a idéia de que o aborto acaba com uma vida humana? E que direito tem o ser humano para deter as batidas desses pequenos coraçãozinhos?
Para muitos ateus e agnósticos, um nenê que ainda não nasceu não passa de tecido fetal que se mexe no ventre, como símbolo do processo evolutivo. Na realidade, eles dão aos nenês que ainda não nasceram o valor moral de um tumor. "Desfaça-se dele na forma que achar conveniente". Que tristeza!
Outro dia, vi um grupo de feministas americanas com um cartaz que dizia: "Tire as mãos de meu corpo. Dêem-me o direito de decidir". Bom se aqueles nenenzinhos são seres vivos, não devíamos nós também tirar as mãos dos corpinhos deles?
Acho que depois de tudo isso, você e eu, meu amigo, devemos pensar com mais carinho quando se trata de defender a vida. Mas, e quanto aos que defendem a idéia de que a mulher tem o direito de decidir se vai ou não ter a criança? Tem a mulher direito de escolher? Com toda certeza, desde o momento em que a mulher tome essa decisão ou faça essa escolha no momento da relação sexual. Se a mãe teve participação voluntária numa relação sexual que resultou em gravidez, não exerceu sua liberdade de escolher e decidir?
Não existe algo assim como liberdade de decisão sem limites. A liberdade pessoal não pode violar os direitos de outra pessoa. Em outras palavras, você tem a liberdade de mexer o braço, mas essa liberdade termina onde começa o meu nariz. E o direito da mulher sobre seu corpo acaba onde começa o corpo do nenê. O fato de que esse nenê que ainda não nasceu, não possa defender-se, não quer dizer que não tenha direitos.
Mas e quanto a gravidez que é fruto de um estupro? Tais casos merecem consideração especial, desde o momento que a mãe nunca teve a oportunidade de exercer sua liberdade de escolha. Por que deveria ela ver-se na obrigação de afrontar as conseqüências do crime de outra pessoa? Este é o motivo pelo qual muitos que se opõem ao aborto, aceitam a possibilidade dele em casos de gravidez por estupro. Sendo que a mulher engravidou sem que fosse sua decisão, não deveria ela ter o direito de defender-se contra tal invasão? Por que deveria colher o que não plantou? Mas por outro lado, não é a vida um patrimônio divino? E logo que o estupro é um ato de violência e justo da natureza pecaminosa do ser humano. Claro que semelhante ato foi inspirado pelo diabo que se utilizou das depravações e deformações do caráter do homem. Mas se a vida já está formada, e toda a vida pertence a Deus, que direito tem o ser humano de por um ponto final a essa vida? Não se deveria levar adiante essa gravidez e se depois a mãe não tiver estrutura psicológica para conviver com essa criança, não poderia ela ser entregue em adoção para uma família que pudesse lhes oferecer todo o amor do mundo?
Mas, o aspecto polêmico deste tema não termina por aqui. O que fazer, por exemplo, quando a vida da mãe corre perigo? Estes casos são relativamente raros, mas às vezes os médicos têm que encarar o terrível dilema de decidir se deve viver a mãe ou a criança. Na maioria das vezes decide-se por salvar a vida da mãe.
Você percebe que este é um assunto muito delicado e controvertido. Pode, por exemplo, apresentar-se a declaração contundente de que a vida é tão sagrada, que nenhum ser humano tem o direito de escolher o aborto sob nenhuma circunstância. Tomar uma posição não é fácil, eu sei. Mas enquanto deliberarmos o que fazer em casos de estupro, deformações genéticas ou risco de vida da mãe, podemos sim tomar uma posição com relação à grande maioria de abortos nos quais uma mãe saudável, se desfaz de um nenê saudável que está vivo, por decisão dela própria.
Se estes tipos de aborto parassem, acabariam 95 porcento dos abortos. Tendo conseguido isso, poderíamos seguir vendo as implicações éticas do aborto em outras circunstâncias.
Não é fácil tratar um assunto deste. Como pastor, sei das angústias de uma mulher que está considerando a possibilidade de um aborto. Elas precisam de compaixão e não de condenação, não importando o que decidirem fazer. E se tomam a valente decisão de preservar a vida que está dentro delas, o sofrimento não acabou, está apenas começando. Elas precisam de ajuda para trazer esses filhos ao mundo e tentar juntar os cacos de sua própria história.
A igreja tem a solene responsabilidade de apoiar estas mulheres que sofrem.
Se neste momento está me ouvindo uma mulher que está lutando no vale da decisão, por favor, compreenda que Deus a ama apesar de seus erros. Ele tem um plano especial para a sua vida e para a vida desse nenê que está dentro de você. Levante a cabeça, acredite e Deus não a desapontará.
Talvez você se sinta culpada pelos abortos que já teve. Então, confesse seus pecados a Jesus e peça perdão. Na realidade, todos somos culpados de muitos erros e merecemos a morte. A Bíblia diz que todos nós nos desviamos como ovelhas, cada um foi por seu próprio caminho. Mas graças a Deus, Ele colocou sobre Jesus crucificado o pecado de todos nós. Sim, minha amiga, Jesus pagou o preço completo de nossa salvação. Neste momento você pode estar limpa diante de Deus, como se nunca tivesse pecado. É só abrir o coração a Deus, aí onde você está. Quer fazê-lo?
ORAÇÃO
Oh Pai querido! O tema desta palestra é um tema que nos faz pensar. Por que na vida de muitas mulheres e muitos homens que conseqüentemente participaram da decisão dessas mulheres, há histórias manchadas de sangue? Foram vidas acabadas e o peso da culpa, às vezes, perturba por muitos anos. Pai, neste momento existem pessoas que precisam de perdão, que Tua mão poderosa toque estas vidas.
Se alguém precisa de uma nova oportunidade, dá-lhe esta oportunidade. Não permita que ninguém, que esteja lendo esta palestra, fique com o coração triste, desesperado, sem esperança.
Suplicamos tudo isto em nome e pelos méritos de Jesus. Amém.
Que DEUS abençoe a todos.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Romanos 5:10
Terça-feira 13 Outubro
Sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho (Romanos 5:10).
A NOVA VIDA: RECONCILIAÇÃO (1)
Deus não é nosso inimigo; é amor, pois Deus Seu Filho por nós. Mas o pecador é inimigo de Deus, está longe dEle, cheio de queixas contra Ele, a menos que O ignore ou O considere “morto”, que é blasfêmia. Quando dois homens se reconciliam, restabelecem o relacionamento anterior. Mas, quando Deus Se reconcilia com um pecador, Ele o introduz em um novo relacionamento baseado na morte de Cristo (Colossenses 1:20).
Não é nossa apreciação da obra de Cristo que efetua a reconciliação; Deus é quem aprecia o valor perfeito e completo da obra de Cristo na cruz. A fé se firma no que Ele diz acerca desse valor para nos reconciliar e nos fazer voltar à unidade e à paz com Ele.
Não se trata de uma mudança, uma melhora de atitude, mas de uma nova posição produzida pela reconciliação. Ela permite que nos aproximemos de Deus, que desfrutemos de Seu amor, que O conheçamos como Pai, que a graça dEle nos encha e que estejamos de acordo com Ele. “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. E tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo” (2 Coríntios 5:17-18).
De tal relacionamento com Deus se deriva um privilégio: Ele nos dá “o ministério da reconciliação… De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamos-vos, pois, da parte de Cristo que vos reconcilieis com Deus” (2 Coríntios 5:18-20).
Que DEUS abençoe a todos.
Sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho (Romanos 5:10).
A NOVA VIDA: RECONCILIAÇÃO (1)
Deus não é nosso inimigo; é amor, pois Deus Seu Filho por nós. Mas o pecador é inimigo de Deus, está longe dEle, cheio de queixas contra Ele, a menos que O ignore ou O considere “morto”, que é blasfêmia. Quando dois homens se reconciliam, restabelecem o relacionamento anterior. Mas, quando Deus Se reconcilia com um pecador, Ele o introduz em um novo relacionamento baseado na morte de Cristo (Colossenses 1:20).
Não é nossa apreciação da obra de Cristo que efetua a reconciliação; Deus é quem aprecia o valor perfeito e completo da obra de Cristo na cruz. A fé se firma no que Ele diz acerca desse valor para nos reconciliar e nos fazer voltar à unidade e à paz com Ele.
Não se trata de uma mudança, uma melhora de atitude, mas de uma nova posição produzida pela reconciliação. Ela permite que nos aproximemos de Deus, que desfrutemos de Seu amor, que O conheçamos como Pai, que a graça dEle nos encha e que estejamos de acordo com Ele. “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. E tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo” (2 Coríntios 5:17-18).
De tal relacionamento com Deus se deriva um privilégio: Ele nos dá “o ministério da reconciliação… De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamos-vos, pois, da parte de Cristo que vos reconcilieis com Deus” (2 Coríntios 5:18-20).
Que DEUS abençoe a todos.
Hebreus 7.25
13 de Outubro
"Por isso também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles." Hebreus 7.25
Um filho de Deus ainda pode perder a salvação? Aquele que se torna crente no Senhor Jesus Cristo está selado com o Espírito Santo da promessa, o que é um penhor para o dia da salvação. O Espírito Santo nos conduz a toda a verdade. Uma pessoa que recebeu o Espírito Santo está salva para toda a eternidade. O Senhor Jesus diz em João 10.28 que ninguém tirará Suas ovelhas da Sua mão, e Ele o reafirma no versículo 29: "...e da mão do Pai ninguém pode arrebatar." Mas agora surge a pergunta: e se eu cair em pecado, mesmo na condição maravilhosa de filho de Deus? João responde: "Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o justo." O renascido está salvo da culpa e do poder do pecado, mas a presença do pecado ainda permanece. A Bíblia adverte insistentemente que podemos perder a ‘segunda bênção’ por desobediência consciente. A ‘primeira bênção’ é a vida eterna, a ‘segunda bênção’ é o galardão que receberemos. Mas essa segunda bênção, a ‘coroa’ ou a ‘herança’, nós só receberemos por meio de um discipulado fiel a Jesus!
Que DEUS abençoe a todos.
"Por isso também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles." Hebreus 7.25
Um filho de Deus ainda pode perder a salvação? Aquele que se torna crente no Senhor Jesus Cristo está selado com o Espírito Santo da promessa, o que é um penhor para o dia da salvação. O Espírito Santo nos conduz a toda a verdade. Uma pessoa que recebeu o Espírito Santo está salva para toda a eternidade. O Senhor Jesus diz em João 10.28 que ninguém tirará Suas ovelhas da Sua mão, e Ele o reafirma no versículo 29: "...e da mão do Pai ninguém pode arrebatar." Mas agora surge a pergunta: e se eu cair em pecado, mesmo na condição maravilhosa de filho de Deus? João responde: "Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o justo." O renascido está salvo da culpa e do poder do pecado, mas a presença do pecado ainda permanece. A Bíblia adverte insistentemente que podemos perder a ‘segunda bênção’ por desobediência consciente. A ‘primeira bênção’ é a vida eterna, a ‘segunda bênção’ é o galardão que receberemos. Mas essa segunda bênção, a ‘coroa’ ou a ‘herança’, nós só receberemos por meio de um discipulado fiel a Jesus!
Que DEUS abençoe a todos.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
S.João 1:43-51
O CHAMADO DE UM CÉTICO
"O texto para a mensagem de hoje está registrado no evangelho de São João capítulo 1, verso 43 a 51:
"No dia imediato, resolveu Jesus partir para a Galiléia, e encontrou a Filipe, a quem disse: Segue-me. Ora, Filipe era de Betsaida, cidade de André e de Pedro. Filipe encontrou a Natanael e disse-lhe: Achamos aquele quem Moisés escreveu na lei, e a quem se referiram os profetas, Jesus, o Nazareno, filho de José. Perguntou-lhe Natanael: De Nazaré pode sair alguma coisa boa? Respondeu-lhe Filipe: Vem, e vê." - Filipe não ficou discutindo com Natanael. Diante da dúvida, chamou para a comprovação: "Vem e vê". - "Jesus viu Natanael aproximar-se e disse a seu respeito: Eis um verdadeiro israelita em quem não há dolo! Perguntou-lhe Natanael: Donde me conheces? Respondeu-lhe Jesus: Antes de Filipe te chamar, eu te vi, quando estavas debaixo da figueira. Então exclamou Natanael: Mestre, tu és o Filho de Deus, Tu és Rei de Israel! Ao que Jesus respondeu: Porque te disse que te vi debaixo da figueira, crês? Pois maiores cousas do que estas verás. E acrescentou: Em verdade, em verdade vos digo que vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem". (S.João 1:43-51)
Uma das coisas fascinantes do evangelho de João, é que ele nos apresenta muitas histórias de vidas transformadas por Jesus. São vidas de pessoas simples com as quais podemos facilmente nos identificar. Uma dessas pessoas é Natanael.
Se você ler cuidadosamente os 4 evangelhos perceberá que Natanael não é mencionado por Mateus, Marcos ou Lucas. João foi o único que se deu o trabalho de registrar algo sobre Natanael. Talvez porque a vida daquele homem aparentemente não significasse muita coisa, mas João é assim. Ele nos dá detalhes que os outros evangelistas não apresentam. Por exemplo, tudo que sabemos a cerca de Filipe, André, Nicodemos e Tomé, o sabemos através do evangelho de João.
Bom, analisemos hoje o chamado de Jesus a Natanael. Este incidente é um drama em três atos: o convite, a benção e a promessa.
No primeiro ato, Filipe encontra a Natanael e diz:
"... Achamos aquele de quem Moisés escreveu na lei e a quem se referiram os profetas, Jesus, o Nazareno, filho de José". (João 1:45)
Sabe, Israel tinha estado esperando durante séculos a vinda do Messias. A chegada do Messias significava a liberdade, a ressurreição dos sonhos destruídos e a concretização da esperança tanto para Israel, quanto para Natanael. Anos e anos de opressão política estavam levando o povo de Israel quase a perder as esperanças e, de repente, tudo parece tomar vida novamente. "...Achamos aquele de quem Moisés escreveu..." (S.João 1:45)
Foi esta a exclamação de Filipe. Em outras palavras: Você não precisa mais passar pela vida sem esperança. Ninguém precisa mais lhe humilhar. O sofrimento, a dor, o vazio do coração, tudo, chegou ao fim, porque achamos o Messias.
Este é o convite a uma nova experiência. Sair da morte para a vida, das trevas para a luz, da tristeza para a alegria. E note bem, o convite não vem diretamente de Jesus a Natanael. Filipe foi o instrumento que Deus usou para alcançar um homem perdido na confusão de suas limitações humanas.
Meu amigo, esta é uma verdade contundente ao longo da Bíblia. Deus sempre usa instrumentos humanos para alcançar outros seres humanos. Primeiro você tem um encontro pessoal com Cristo, sua vida muda e então você parte em busca de outras pessoas para contar as maravilhas que Jesus operou em sua vida. Quem diria que aquele dia, o testemunho fiel de Filipe levaria a notícia da vinda do Messias a todo Israel? E o que teria sido de Natanael se Filipe tivesse sentido medo de falar ou estivesse tão ocupado com outras coisas, que não tivesse tido tempo para procurar um amigo e falar de Jesus?
Você sente que as mensagens que você assiste neste programa edificam sua vida? Você sente que elas levam esperança e conforto ao seu coração? Então vem a pergunta: O que você está fazendo para que as outras pessoas sejam também beneficiadas com esta mensagem?
A história bíblica diz que a princípio Natanael não recebeu a notícia com alegria. Ele reagiu com ceticismo e preconceito. "Como você sabe que este é o Messias?...", "...Pode sair algo bom de Nazaré?" (S. João 1:46)
Sabe, Nazaré era uma vila insignificante na Galiléia. Nem sequer é mencionada no Velho Testamento ou nos escritos do historiador Flávio Josefo ou de qualquer outro rabino judeu. Como poderia vir o Messias de uma cidade tão insignificante? Ah, meu amigo, esta não é a primeira vez que alguém compreende erradamente a origem de Jesus e, por causa disso, O condena. A verdade é que nenhum profeta nunca tinha dito que Jesus viria de Nazaré. Filipe errou ao dizer que Jesus viria de Nazaré e Natanael errou ao achar que o Messias não poderia nunca vir de uma miserável vila. O preconceito é sempre assim. Ele amarra você ao lugar onde nasceu. Ele vive preocupado em saber se você nasceu no Piaui, em Minas ou São Paulo. O preconceito não está preocupado com você, mas somente com a cor da sua pele e com seu estatus social. O preconceito amarra você ao seu passado e não lhe permite nunca ser o que, pela graça de Deus, poderia chegar a ser.
O preconceito é tão vil e insidioso que não prejudica somente o preconceituado, envenena também a vida do preconceituoso. Imagine só, o que Natanael, o preconceituoso, teria perdido se Filipe não tivesse insistido com ele. Sua vida teria continuado a ser uma vida de trevas, angústia e desespero.
Se você estudar bem o evangelho de João, verá que ele enfatiza o fato de que ninguém poderá nunca entender quem é Deus, a menos que se confronte com a realidade de que Jesus é o Verbo.
Veja o primeiro versículo do Evangelho de João: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus". (S. João 1:1)
Na realidade, Jesus não vinha de Nazaré, nem de Belém, Ele vinha do céu, tinha existido pela eternidade toda com o Deus Pai e o Deus Espírito Santo. Se você não consegue entender isso seu conceito de salvação estará sempre limitado. Jesus não foi um ser criado, não foi um revolucionário social que morreu por causa de sua ousadia. Ele foi um Deus vivo, encarnado na pessoa de Jesus Cristo, e crucificado para salvar ao homem.
Vejamos agora como Filipe lidou com o preconceito de Natanael. Filipe não discutiu, não argumentou, nem racionalizou, ele apenas fez o que aprendeu com o seu Mestre. Ele disse: "Vem e vê". Este sempre foi o maior argumento em favor do cristianismo. Discussões teológicas bem elaboradas podem não passar de retórica oca. "Vem e vê", é o Evangelho que, saindo do papel, se torna vida. É a teoria feita prática, é o argumento feito fato e, contra fatos, não há argumentos.
O chamado de Natanael nos ensina também a grande lição de que Jesus nunca buscou pessoas sem dúvidas, interrogações e questionamentos, portanto se você, neste momento, está lendo esta palestra com dúvidas, você é uma das pessoas que Jesus está buscando. Por que não abrir o coração para Ele?
O segundo ato do drama do chamado de Natanael é a benção a ele prometida, pois quando Jesus chama, Ele abençoa, Ele sempre tira da vida o que está sobrando e acrescenta o que está faltando. Ele nunca chama um filho para deixá-lo abandonado por aí.
Um dia chamou Abraão para sair de sua terra rumo à terra que o Senhor lhe mostraria, mas, ao mesmo tempo que o chamou, o abençoou em todas as áreas de sua vida. Agora veja o que diz o texto de hoje, referindo-se a benção outorgada a Natanael: "Jesus viu Natanael aproximar-se e disse a seu respeito: Eis um verdadeiro israelita em quem não há dolo!" (S. João 1:47)
Jesus viu Natanael aproximar-se. Aqui está a figura do Pai que viu o filho pródigo aproximar-se sujo, imundo e cheirando a porco. Jesus disse: "Eis um verdadeiro israelita". Para entender isto, precisamos tirar luz do Velho Testamento. O primeiro israelita foi Jacó depois que Deus lhe mudou o nome. Jacó queria dizer usurpador, enganador, mentiroso, falsário. Mas a diferença do velho Jacó, em Natanael não há dolo, seu passado está completamente apagado. Suas raízes foram esquecidas. Sua história começou de novo. Esta é uma das coisas maravilhosas que o evangelho tem. Não importa quem foi você, nem como você viveu quando não conhecia a Cristo. Sua vida começa quando você entrega o coração a Jesus. Você entende? Neste momento, você pode ter todo seu passado apagado pela graça de Jesus.
Agora, responda-me uma pergunta: Quando Jesus disse: "...Eis um verdadeiro israelita em quem não há dolo!" (S. João 1:47)
Ele estava apenas reconhecendo o que Natanael era ou estava descrevendo o que pela sua graça poderia chegar a ser?
Pensemos um pouco em Pedro. Quando Jesus disse: "Tu és Pedro "um pedaço de rocha, tinha Pedro algo de rocha? Não, claro que não, tanto assim que pouco depois negou seu Mestre. Mas Jesus estava descrevendo o que Pedro, pela graça divina, poderia chegar a ser? Este também poderia ser o caso de Natanael. Em outras palavras: "Natanael, neste momento, você pode não ser grande coisa, mas em Meu nome, você crescerá, e chegará um momento em que seu caráter será semelhante ao Meu". Não é maravilhoso? Esta é a maior benção que o ser humano pode receber.
Vejamos novamente o verso 48. Este verso apresenta uma pergunta tola de Natanael: "...Senhor donde me conheces? Respondeu-lhe Jesus; Antes de Filipe te chamar, eu te vi, quando estavas debaixo da figueira". (S. João 1:48)
Na realidade, Deus viu Natanael antes dele nascer, desde o ventre de sua mãe. Ah querido, Deus conhece tudo. Às vezes, quando as sombras desta vida nos envolvem, quando tudo dá errado e nos sentimos sozinhos, a tendência humana é pensar: "Deus me abandonou, Ele se esqueceu de mim, Ele ignora o que está acontecendo comigo". Mas isso não é verdade. Deus conhece você desde o momento de sua concepção e o melhor de tudo é que Ele tem um plano extraordinário para sua vida.
Mas você precisa cair aos pés de Jesus como Natanael e exclamar: "Rabi tu és o filho de Deus, tu és rei de Israel". Perceba estes dois conceitos que vão juntos, Filho de Deus e Rei.
Enquanto Natanael não reconhecia Jesus como Filho de Deus, por que iria adorá-Lo? No momento em que reconheceu a natureza divina do Filho, imediatamente O aceitou também como rei. É Jesus o rei de sua vida? Pense antes de responder: por que um rei, reina? Jesus reina absoluto e soberano em sua vida?
Passemos agora ao terceiro ato do drama do chamado de Natanael: a promessa. Veja como começa a promessa de Jesus. "...Porque te disse: vi-te debaixo da figueira crês? Pois maiores cousas do que estas verás". (S. João 1:50)
Aqui Jesus está falando do mundo ilimitado de Suas promessas. "Coisas maiores". Nunca o cristão alcança o suficiente. Jesus sempre tem "coisas maiores". "Coisas que o olho não viu nem ouvido ouviu". "Coisas infinitas, inenarráveis, indescritíveis". Depois Jesus acrescenta: "Em verdade, em verdade vos digo que vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem". (S. João 1:51)
Promessas! Ah, promessas! O ser humano sempre está reclamando as promessas divinas. Pena que quase sempre estamos limitando as promessas de Deus a saúde, dinheiro e amor. Mas Jesus apresenta aqui a maior de todas as promessas. "...Anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem". (S. João 1:51)
Jesus é a escada para o céu: "Ninguém vem ao Pai senão por mim..." (S. João 14:6)
...Jesus disse: "Eu sou a ponte que une o céu e a terra." Ele é a esperança de todos os séculos. Nele todas as angústias humanas desaparecem. Nele a história do pecado chega ao fim. Nele renascem as esperanças e ressuscitam os sonhos. Ele é a promessa que se fez realidade, se fez carne e habitou entre nós.
Que grande dia aquele para Natanael! De manhã não passava de um homem cético, preconceituoso, vazio, desajustado e sem perspectivas futuras. Mas Jesus o buscou através de Filipe. O achou, tocou sua vida, apresentou-lhe o convite, deu-lhe a benção e mostrou-lhe a promessa. Natanael caiu aos pés de Jesus e O reconheceu como Deus e Rei, e a partir daí, novos horizontes se abriram para o jovem israelita.
Está Você aí sentado como Natanael? Seu coração treme mesmo não querendo? Sua mente luta para aceitar? Suas dúvidas, interrogações e questionamentos parecem pedras que dificultam o caminho em direção a Jesus? Clame por ajuda, aí onde está.
ORAÇÃO
Oh, Pai querido! Há milhares e milhares de pessoas que precisam desesperadamente de Ti e, às vezes, não sabem disso. Sentem que devem abrir seu coração, mas estão rodeados de tantos preconceitos que não conseguem. E é por estas pessoas que clamo neste momento, para que a pedra do preconceito seja amassada de seu coração e estas pessoas se libertem e finalmente encontrem a fonte da verdadeira paz que é Cristo. Toca estas vidas, ouve o clamor que talvez não brotou dos lábios, mas que está gritando dentro do coração e responda esta oração. Em nome de Jesus. Amém
Que DEUS abençoe a todos.
"O texto para a mensagem de hoje está registrado no evangelho de São João capítulo 1, verso 43 a 51:
"No dia imediato, resolveu Jesus partir para a Galiléia, e encontrou a Filipe, a quem disse: Segue-me. Ora, Filipe era de Betsaida, cidade de André e de Pedro. Filipe encontrou a Natanael e disse-lhe: Achamos aquele quem Moisés escreveu na lei, e a quem se referiram os profetas, Jesus, o Nazareno, filho de José. Perguntou-lhe Natanael: De Nazaré pode sair alguma coisa boa? Respondeu-lhe Filipe: Vem, e vê." - Filipe não ficou discutindo com Natanael. Diante da dúvida, chamou para a comprovação: "Vem e vê". - "Jesus viu Natanael aproximar-se e disse a seu respeito: Eis um verdadeiro israelita em quem não há dolo! Perguntou-lhe Natanael: Donde me conheces? Respondeu-lhe Jesus: Antes de Filipe te chamar, eu te vi, quando estavas debaixo da figueira. Então exclamou Natanael: Mestre, tu és o Filho de Deus, Tu és Rei de Israel! Ao que Jesus respondeu: Porque te disse que te vi debaixo da figueira, crês? Pois maiores cousas do que estas verás. E acrescentou: Em verdade, em verdade vos digo que vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem". (S.João 1:43-51)
Uma das coisas fascinantes do evangelho de João, é que ele nos apresenta muitas histórias de vidas transformadas por Jesus. São vidas de pessoas simples com as quais podemos facilmente nos identificar. Uma dessas pessoas é Natanael.
Se você ler cuidadosamente os 4 evangelhos perceberá que Natanael não é mencionado por Mateus, Marcos ou Lucas. João foi o único que se deu o trabalho de registrar algo sobre Natanael. Talvez porque a vida daquele homem aparentemente não significasse muita coisa, mas João é assim. Ele nos dá detalhes que os outros evangelistas não apresentam. Por exemplo, tudo que sabemos a cerca de Filipe, André, Nicodemos e Tomé, o sabemos através do evangelho de João.
Bom, analisemos hoje o chamado de Jesus a Natanael. Este incidente é um drama em três atos: o convite, a benção e a promessa.
No primeiro ato, Filipe encontra a Natanael e diz:
"... Achamos aquele de quem Moisés escreveu na lei e a quem se referiram os profetas, Jesus, o Nazareno, filho de José". (João 1:45)
Sabe, Israel tinha estado esperando durante séculos a vinda do Messias. A chegada do Messias significava a liberdade, a ressurreição dos sonhos destruídos e a concretização da esperança tanto para Israel, quanto para Natanael. Anos e anos de opressão política estavam levando o povo de Israel quase a perder as esperanças e, de repente, tudo parece tomar vida novamente. "...Achamos aquele de quem Moisés escreveu..." (S.João 1:45)
Foi esta a exclamação de Filipe. Em outras palavras: Você não precisa mais passar pela vida sem esperança. Ninguém precisa mais lhe humilhar. O sofrimento, a dor, o vazio do coração, tudo, chegou ao fim, porque achamos o Messias.
Este é o convite a uma nova experiência. Sair da morte para a vida, das trevas para a luz, da tristeza para a alegria. E note bem, o convite não vem diretamente de Jesus a Natanael. Filipe foi o instrumento que Deus usou para alcançar um homem perdido na confusão de suas limitações humanas.
Meu amigo, esta é uma verdade contundente ao longo da Bíblia. Deus sempre usa instrumentos humanos para alcançar outros seres humanos. Primeiro você tem um encontro pessoal com Cristo, sua vida muda e então você parte em busca de outras pessoas para contar as maravilhas que Jesus operou em sua vida. Quem diria que aquele dia, o testemunho fiel de Filipe levaria a notícia da vinda do Messias a todo Israel? E o que teria sido de Natanael se Filipe tivesse sentido medo de falar ou estivesse tão ocupado com outras coisas, que não tivesse tido tempo para procurar um amigo e falar de Jesus?
Você sente que as mensagens que você assiste neste programa edificam sua vida? Você sente que elas levam esperança e conforto ao seu coração? Então vem a pergunta: O que você está fazendo para que as outras pessoas sejam também beneficiadas com esta mensagem?
A história bíblica diz que a princípio Natanael não recebeu a notícia com alegria. Ele reagiu com ceticismo e preconceito. "Como você sabe que este é o Messias?...", "...Pode sair algo bom de Nazaré?" (S. João 1:46)
Sabe, Nazaré era uma vila insignificante na Galiléia. Nem sequer é mencionada no Velho Testamento ou nos escritos do historiador Flávio Josefo ou de qualquer outro rabino judeu. Como poderia vir o Messias de uma cidade tão insignificante? Ah, meu amigo, esta não é a primeira vez que alguém compreende erradamente a origem de Jesus e, por causa disso, O condena. A verdade é que nenhum profeta nunca tinha dito que Jesus viria de Nazaré. Filipe errou ao dizer que Jesus viria de Nazaré e Natanael errou ao achar que o Messias não poderia nunca vir de uma miserável vila. O preconceito é sempre assim. Ele amarra você ao lugar onde nasceu. Ele vive preocupado em saber se você nasceu no Piaui, em Minas ou São Paulo. O preconceito não está preocupado com você, mas somente com a cor da sua pele e com seu estatus social. O preconceito amarra você ao seu passado e não lhe permite nunca ser o que, pela graça de Deus, poderia chegar a ser.
O preconceito é tão vil e insidioso que não prejudica somente o preconceituado, envenena também a vida do preconceituoso. Imagine só, o que Natanael, o preconceituoso, teria perdido se Filipe não tivesse insistido com ele. Sua vida teria continuado a ser uma vida de trevas, angústia e desespero.
Se você estudar bem o evangelho de João, verá que ele enfatiza o fato de que ninguém poderá nunca entender quem é Deus, a menos que se confronte com a realidade de que Jesus é o Verbo.
Veja o primeiro versículo do Evangelho de João: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus". (S. João 1:1)
Na realidade, Jesus não vinha de Nazaré, nem de Belém, Ele vinha do céu, tinha existido pela eternidade toda com o Deus Pai e o Deus Espírito Santo. Se você não consegue entender isso seu conceito de salvação estará sempre limitado. Jesus não foi um ser criado, não foi um revolucionário social que morreu por causa de sua ousadia. Ele foi um Deus vivo, encarnado na pessoa de Jesus Cristo, e crucificado para salvar ao homem.
Vejamos agora como Filipe lidou com o preconceito de Natanael. Filipe não discutiu, não argumentou, nem racionalizou, ele apenas fez o que aprendeu com o seu Mestre. Ele disse: "Vem e vê". Este sempre foi o maior argumento em favor do cristianismo. Discussões teológicas bem elaboradas podem não passar de retórica oca. "Vem e vê", é o Evangelho que, saindo do papel, se torna vida. É a teoria feita prática, é o argumento feito fato e, contra fatos, não há argumentos.
O chamado de Natanael nos ensina também a grande lição de que Jesus nunca buscou pessoas sem dúvidas, interrogações e questionamentos, portanto se você, neste momento, está lendo esta palestra com dúvidas, você é uma das pessoas que Jesus está buscando. Por que não abrir o coração para Ele?
O segundo ato do drama do chamado de Natanael é a benção a ele prometida, pois quando Jesus chama, Ele abençoa, Ele sempre tira da vida o que está sobrando e acrescenta o que está faltando. Ele nunca chama um filho para deixá-lo abandonado por aí.
Um dia chamou Abraão para sair de sua terra rumo à terra que o Senhor lhe mostraria, mas, ao mesmo tempo que o chamou, o abençoou em todas as áreas de sua vida. Agora veja o que diz o texto de hoje, referindo-se a benção outorgada a Natanael: "Jesus viu Natanael aproximar-se e disse a seu respeito: Eis um verdadeiro israelita em quem não há dolo!" (S. João 1:47)
Jesus viu Natanael aproximar-se. Aqui está a figura do Pai que viu o filho pródigo aproximar-se sujo, imundo e cheirando a porco. Jesus disse: "Eis um verdadeiro israelita". Para entender isto, precisamos tirar luz do Velho Testamento. O primeiro israelita foi Jacó depois que Deus lhe mudou o nome. Jacó queria dizer usurpador, enganador, mentiroso, falsário. Mas a diferença do velho Jacó, em Natanael não há dolo, seu passado está completamente apagado. Suas raízes foram esquecidas. Sua história começou de novo. Esta é uma das coisas maravilhosas que o evangelho tem. Não importa quem foi você, nem como você viveu quando não conhecia a Cristo. Sua vida começa quando você entrega o coração a Jesus. Você entende? Neste momento, você pode ter todo seu passado apagado pela graça de Jesus.
Agora, responda-me uma pergunta: Quando Jesus disse: "...Eis um verdadeiro israelita em quem não há dolo!" (S. João 1:47)
Ele estava apenas reconhecendo o que Natanael era ou estava descrevendo o que pela sua graça poderia chegar a ser?
Pensemos um pouco em Pedro. Quando Jesus disse: "Tu és Pedro "um pedaço de rocha, tinha Pedro algo de rocha? Não, claro que não, tanto assim que pouco depois negou seu Mestre. Mas Jesus estava descrevendo o que Pedro, pela graça divina, poderia chegar a ser? Este também poderia ser o caso de Natanael. Em outras palavras: "Natanael, neste momento, você pode não ser grande coisa, mas em Meu nome, você crescerá, e chegará um momento em que seu caráter será semelhante ao Meu". Não é maravilhoso? Esta é a maior benção que o ser humano pode receber.
Vejamos novamente o verso 48. Este verso apresenta uma pergunta tola de Natanael: "...Senhor donde me conheces? Respondeu-lhe Jesus; Antes de Filipe te chamar, eu te vi, quando estavas debaixo da figueira". (S. João 1:48)
Na realidade, Deus viu Natanael antes dele nascer, desde o ventre de sua mãe. Ah querido, Deus conhece tudo. Às vezes, quando as sombras desta vida nos envolvem, quando tudo dá errado e nos sentimos sozinhos, a tendência humana é pensar: "Deus me abandonou, Ele se esqueceu de mim, Ele ignora o que está acontecendo comigo". Mas isso não é verdade. Deus conhece você desde o momento de sua concepção e o melhor de tudo é que Ele tem um plano extraordinário para sua vida.
Mas você precisa cair aos pés de Jesus como Natanael e exclamar: "Rabi tu és o filho de Deus, tu és rei de Israel". Perceba estes dois conceitos que vão juntos, Filho de Deus e Rei.
Enquanto Natanael não reconhecia Jesus como Filho de Deus, por que iria adorá-Lo? No momento em que reconheceu a natureza divina do Filho, imediatamente O aceitou também como rei. É Jesus o rei de sua vida? Pense antes de responder: por que um rei, reina? Jesus reina absoluto e soberano em sua vida?
Passemos agora ao terceiro ato do drama do chamado de Natanael: a promessa. Veja como começa a promessa de Jesus. "...Porque te disse: vi-te debaixo da figueira crês? Pois maiores cousas do que estas verás". (S. João 1:50)
Aqui Jesus está falando do mundo ilimitado de Suas promessas. "Coisas maiores". Nunca o cristão alcança o suficiente. Jesus sempre tem "coisas maiores". "Coisas que o olho não viu nem ouvido ouviu". "Coisas infinitas, inenarráveis, indescritíveis". Depois Jesus acrescenta: "Em verdade, em verdade vos digo que vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem". (S. João 1:51)
Promessas! Ah, promessas! O ser humano sempre está reclamando as promessas divinas. Pena que quase sempre estamos limitando as promessas de Deus a saúde, dinheiro e amor. Mas Jesus apresenta aqui a maior de todas as promessas. "...Anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem". (S. João 1:51)
Jesus é a escada para o céu: "Ninguém vem ao Pai senão por mim..." (S. João 14:6)
...Jesus disse: "Eu sou a ponte que une o céu e a terra." Ele é a esperança de todos os séculos. Nele todas as angústias humanas desaparecem. Nele a história do pecado chega ao fim. Nele renascem as esperanças e ressuscitam os sonhos. Ele é a promessa que se fez realidade, se fez carne e habitou entre nós.
Que grande dia aquele para Natanael! De manhã não passava de um homem cético, preconceituoso, vazio, desajustado e sem perspectivas futuras. Mas Jesus o buscou através de Filipe. O achou, tocou sua vida, apresentou-lhe o convite, deu-lhe a benção e mostrou-lhe a promessa. Natanael caiu aos pés de Jesus e O reconheceu como Deus e Rei, e a partir daí, novos horizontes se abriram para o jovem israelita.
Está Você aí sentado como Natanael? Seu coração treme mesmo não querendo? Sua mente luta para aceitar? Suas dúvidas, interrogações e questionamentos parecem pedras que dificultam o caminho em direção a Jesus? Clame por ajuda, aí onde está.
ORAÇÃO
Oh, Pai querido! Há milhares e milhares de pessoas que precisam desesperadamente de Ti e, às vezes, não sabem disso. Sentem que devem abrir seu coração, mas estão rodeados de tantos preconceitos que não conseguem. E é por estas pessoas que clamo neste momento, para que a pedra do preconceito seja amassada de seu coração e estas pessoas se libertem e finalmente encontrem a fonte da verdadeira paz que é Cristo. Toca estas vidas, ouve o clamor que talvez não brotou dos lábios, mas que está gritando dentro do coração e responda esta oração. Em nome de Jesus. Amém
Que DEUS abençoe a todos.
Lucas 10:5,7
Segunda-feira 12 Outubro
E, em qualquer casa onde entrardes… ficai na mesma casa, comendo e bebendo do que eles tiverem, pois digno é o obreiro de seu salário (Lucas 10:5,7).
O ANTÍDOTO MAIS EFICAZ: A ORAÇÃO
Depois de um dia de trabalho, uma pequena equipe de pregadores do Evangelho chegou a uma aldeia da Indonésia conhecida por suas práticas ocultistas. Os aldeões lhes deram comida, mas cada pregador se perguntava: Será que esses alimentos estão envenenados? Um deles falou: – Jesus mandou dar testemunho e comer tudo o que seja oferecido; confiemos, pois, nEle. A comida foi precedida e seguida de várias orações. De repente, um aldeão veio avisar: – Seus alimentos foram envenenados pelo grande bruxo. Antes que o sol nasça, vocês estarão todos mortos!
Esses piedosos pregadores se ajoelharam e oraram fervorosamente para que Deus interviesse e falasse àquele povo tão escravizado pelo medo e engano de Satanás.
Às quatro da manhã, um homem completamente desesperado surgiu das sombras. Com extrema angústia, ele se lançou aos pés dos missionários, rogando: – Salvem-me! Sou o bruxo e sei que se vocês não estiverem mortos quando o sol nascer, eu é que morrerei. A má sorte se voltará contra mim. Tenham piedade! Me digam o que devo fazer para ser salvo?
O bruxo ouviu a mesma resposta dada ao carcereiro de Filipos em Atos 13:31: “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa”. Esse versículo produziu o mesmo resultado: salvação para aquele homem e para outros. Atualmente existem muitos cristão naquela região da Indonésia.
Que DEUS abençoe a todos.
E, em qualquer casa onde entrardes… ficai na mesma casa, comendo e bebendo do que eles tiverem, pois digno é o obreiro de seu salário (Lucas 10:5,7).
O ANTÍDOTO MAIS EFICAZ: A ORAÇÃO
Depois de um dia de trabalho, uma pequena equipe de pregadores do Evangelho chegou a uma aldeia da Indonésia conhecida por suas práticas ocultistas. Os aldeões lhes deram comida, mas cada pregador se perguntava: Será que esses alimentos estão envenenados? Um deles falou: – Jesus mandou dar testemunho e comer tudo o que seja oferecido; confiemos, pois, nEle. A comida foi precedida e seguida de várias orações. De repente, um aldeão veio avisar: – Seus alimentos foram envenenados pelo grande bruxo. Antes que o sol nasça, vocês estarão todos mortos!
Esses piedosos pregadores se ajoelharam e oraram fervorosamente para que Deus interviesse e falasse àquele povo tão escravizado pelo medo e engano de Satanás.
Às quatro da manhã, um homem completamente desesperado surgiu das sombras. Com extrema angústia, ele se lançou aos pés dos missionários, rogando: – Salvem-me! Sou o bruxo e sei que se vocês não estiverem mortos quando o sol nascer, eu é que morrerei. A má sorte se voltará contra mim. Tenham piedade! Me digam o que devo fazer para ser salvo?
O bruxo ouviu a mesma resposta dada ao carcereiro de Filipos em Atos 13:31: “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa”. Esse versículo produziu o mesmo resultado: salvação para aquele homem e para outros. Atualmente existem muitos cristão naquela região da Indonésia.
Que DEUS abençoe a todos.
1 Coríntios 15.57
12 de Outubro
"Graças a Deus que nos dá a vitória por intermédio do nosso Senhor Jesus Cristo." 1 Coríntios 15.57
"O que devo fazer para ter vitória constante sobre a minha velha natureza?", perguntam muitos. Pois na prática diária muitas vezes se nota tão pouco dessa vida vitoriosa. Mas aqui é válida a pergunta: você crê que Jesus Cristo de fato morreu na cruz? Em caso afirmativo, vale Romanos 6.6: "...sabendo isto, que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos." No momento em que o inimigo procura nos provocar por meio de pessoas que ofendem, caluniam ou cometem outras injustiças, temos a oportunidade de provar que cremos no poder da morte de Jesus. Justamente numa ocasião assim é que o "estar crucificado com Cristo" se mostra como o segredo da vitória sobre tudo o que é negativo. Deus providencia para que no dia-a-dia sejamos constantemente confrontados com o Crucificado. Por toda parte nos deparamos com a cruz. Se não tivéssemos provações, não haveria oportunidade de praticar a vitória de Jesus Cristo conquistada na cruz. Por esse motivo, deveríamos amar aqueles que nos machucam em nossos pontos mais sensíveis, pois em cada tentação temos a possibilidade de exclamar o que está escrito em 2 Coríntios 2.14: "Graças, porém, a Deus que em Cristo sempre nos conduz em triunfo."
Que DEUS abençoe a todos.
"Graças a Deus que nos dá a vitória por intermédio do nosso Senhor Jesus Cristo." 1 Coríntios 15.57
"O que devo fazer para ter vitória constante sobre a minha velha natureza?", perguntam muitos. Pois na prática diária muitas vezes se nota tão pouco dessa vida vitoriosa. Mas aqui é válida a pergunta: você crê que Jesus Cristo de fato morreu na cruz? Em caso afirmativo, vale Romanos 6.6: "...sabendo isto, que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos." No momento em que o inimigo procura nos provocar por meio de pessoas que ofendem, caluniam ou cometem outras injustiças, temos a oportunidade de provar que cremos no poder da morte de Jesus. Justamente numa ocasião assim é que o "estar crucificado com Cristo" se mostra como o segredo da vitória sobre tudo o que é negativo. Deus providencia para que no dia-a-dia sejamos constantemente confrontados com o Crucificado. Por toda parte nos deparamos com a cruz. Se não tivéssemos provações, não haveria oportunidade de praticar a vitória de Jesus Cristo conquistada na cruz. Por esse motivo, deveríamos amar aqueles que nos machucam em nossos pontos mais sensíveis, pois em cada tentação temos a possibilidade de exclamar o que está escrito em 2 Coríntios 2.14: "Graças, porém, a Deus que em Cristo sempre nos conduz em triunfo."
Que DEUS abençoe a todos.
Romanos 3.1-18
Romanos 3.1-18
1 Qual é, pois, a vantagem do judeu? Ou qual a utilidade da circuncisão?
2 Muita, sob todos os aspectos. Principalmente porque aos judeus foram confiados os oráculos de Deus.
3 E daí? Se alguns não creram, a incredulidade deles virá desfazer a fidelidade de Deus?
4 De maneira nenhuma! Seja Deus verdadeiro, e mentiroso, todo homem, segundo está escrito: Para seres justificado nas tuas palavras e venhas a vencer quando fores julgado.
5 Mas, se a nossa injustiça traz a lume a justiça de Deus, que diremos? Porventura, será Deus injusto por aplicar a sua ira? (Falo como homem.)
6 Certo que não. Do contrário, como julgará Deus o mundo?
7 E, se por causa da minha mentira, fica em relevo a verdade de Deus para a sua glória, por que sou eu ainda condenado como pecador?
8 E por que não dizemos, como alguns, caluniosamente, afirmam que o fazemos: Pratiquemos males para que venham bens? A condenação destes é justa.
9 Que se conclui? Temos nós qualquer vantagem? Não, de forma nenhuma; pois já temos demonstrado que todos, tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado;
10 como está escrito: Não há justo, nem um sequer,
11 não há quem entenda, não há quem busque a Deus;
12 todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer.
13 A garganta deles é sepulcro aberto; com a língua, urdem engano, veneno de víbora está nos seus lábios,
14 a boca, eles a têm cheia de maldição e de amargura;
15 são os seus pés velozes para derramar sangue,
16 nos seus caminhos, há destruição e miséria;
17 desconheceram o caminho da paz.
18 Não há temor de Deus diante de seus olhos.
Romanos 3:1-18
Quem está certo? Deus, que condena - ou o acusado, que se defende? "Seja Deus verdadeiro, e mentiroso todo homem", diz o apóstolo (v. 4). A Palavra de Deus não é ineficaz só porque os judeus, seus depositários (v. 3; Hebreus 4:2), não creram nela. Inconseqüentemente, eles se vangloriavam de possuir a lei (cap. 2:17), sendo que a mesma lei testemunhava contra eles. É como um criminoso, gritando ser inocente, entregar à polícia a prova de seu crime, estabelecendo assim sua culpa. Por isso o Espírito de Deus, como promotor de um tribunal, faz ler diante do acusado judeu uma série de versículos irrefutáveis tirados de suas próprias Escrituras (vv. 10-18).
Mas outro argumento poderia sustentar o acusado: "Eu não nego minha injustiça, mas ela é útil, pois serve para enfatizar a justiça de Deus". Que atitude horrível! Se fosse assim, Deus teria de desistir de julgar o mundo (v. 6) e agradecer-lhe porque sua maldade ressalta a própria santidade divina. No entanto, Ele deixaria de ser justo e se negaria a Si mesmo (2 Timóteo 2:13). Diante do veredicto final, Deus acaba com os últimos argumentos, por trás dos quais Sua criatura sempre procura esconder-se.
Que DEUS abençoe a todos.
1 Qual é, pois, a vantagem do judeu? Ou qual a utilidade da circuncisão?
2 Muita, sob todos os aspectos. Principalmente porque aos judeus foram confiados os oráculos de Deus.
3 E daí? Se alguns não creram, a incredulidade deles virá desfazer a fidelidade de Deus?
4 De maneira nenhuma! Seja Deus verdadeiro, e mentiroso, todo homem, segundo está escrito: Para seres justificado nas tuas palavras e venhas a vencer quando fores julgado.
5 Mas, se a nossa injustiça traz a lume a justiça de Deus, que diremos? Porventura, será Deus injusto por aplicar a sua ira? (Falo como homem.)
6 Certo que não. Do contrário, como julgará Deus o mundo?
7 E, se por causa da minha mentira, fica em relevo a verdade de Deus para a sua glória, por que sou eu ainda condenado como pecador?
8 E por que não dizemos, como alguns, caluniosamente, afirmam que o fazemos: Pratiquemos males para que venham bens? A condenação destes é justa.
9 Que se conclui? Temos nós qualquer vantagem? Não, de forma nenhuma; pois já temos demonstrado que todos, tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado;
10 como está escrito: Não há justo, nem um sequer,
11 não há quem entenda, não há quem busque a Deus;
12 todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer.
13 A garganta deles é sepulcro aberto; com a língua, urdem engano, veneno de víbora está nos seus lábios,
14 a boca, eles a têm cheia de maldição e de amargura;
15 são os seus pés velozes para derramar sangue,
16 nos seus caminhos, há destruição e miséria;
17 desconheceram o caminho da paz.
18 Não há temor de Deus diante de seus olhos.
Romanos 3:1-18
Quem está certo? Deus, que condena - ou o acusado, que se defende? "Seja Deus verdadeiro, e mentiroso todo homem", diz o apóstolo (v. 4). A Palavra de Deus não é ineficaz só porque os judeus, seus depositários (v. 3; Hebreus 4:2), não creram nela. Inconseqüentemente, eles se vangloriavam de possuir a lei (cap. 2:17), sendo que a mesma lei testemunhava contra eles. É como um criminoso, gritando ser inocente, entregar à polícia a prova de seu crime, estabelecendo assim sua culpa. Por isso o Espírito de Deus, como promotor de um tribunal, faz ler diante do acusado judeu uma série de versículos irrefutáveis tirados de suas próprias Escrituras (vv. 10-18).
Mas outro argumento poderia sustentar o acusado: "Eu não nego minha injustiça, mas ela é útil, pois serve para enfatizar a justiça de Deus". Que atitude horrível! Se fosse assim, Deus teria de desistir de julgar o mundo (v. 6) e agradecer-lhe porque sua maldade ressalta a própria santidade divina. No entanto, Ele deixaria de ser justo e se negaria a Si mesmo (2 Timóteo 2:13). Diante do veredicto final, Deus acaba com os últimos argumentos, por trás dos quais Sua criatura sempre procura esconder-se.
Que DEUS abençoe a todos.
Romanos 2.17-29
Romanos 2.17-29
17 Se, porém, tu, que tens por sobrenome judeu, e repousas na lei, e te glorias em Deus;
18 que conheces a sua vontade e aprovas as coisas excelentes, sendo instruído na lei;
19 que estás persuadido de que és guia dos cegos, luz dos que se encontram em trevas,
20 instrutor de ignorantes, mestre de crianças, tendo na lei a forma da sabedoria e da verdade;
21 tu, pois, que ensinas a outrem, não te ensinas a ti mesmo? Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas?
22 Dizes que não se deve cometer adultério e o cometes? Abominas os ídolos e lhes roubas os templos?
23 Tu, que te glorias na lei, desonras a Deus pela transgressão da lei?
24 Pois, como está escrito, o nome de Deus é blasfemado entre os gentios por vossa causa.
25 Porque a circuncisão tem valor se praticares a lei; se és, porém, transgressor da lei, a tua circuncisão já se tornou incircuncisão.
26 Se, pois, a incircuncisão observa os preceitos da lei, não será ela, porventura, considerada como circuncisão?
27 E, se aquele que é incircunciso por natureza cumpre a lei, certamente, ele te julgará a ti, que, não obstante a letra e a circuncisão, és transgressor da lei.
28 Porque não é judeu quem o é apenas exteriormente, nem é circuncisão a que é somente na carne.
29 Porém judeu é aquele que o é interiormente, e circuncisão, a que é do coração, no espírito, não segundo a letra, e cujo louvor não procede dos homens, mas de Deus.
Romanos 2:17-29
Os primeiros capítulos desta epístola nos fazem pensar em uma sessão de tribunal. Um após o outro, os elementos do mundo civilizado da época comparecem diante do supremo Juiz.
Depois da condenação do grego - ou seja, do bárbaro (cap. 1) - e do homem moral e civilizado (começo do capítulo 2), o judeu é chamado a ouvir sua sentença. Ele se apresenta de cabeça erguida. Seu nome judeu, a Lei em que se apóia, o verdadeiro Deus que ele diz conhecer e servir (v. 17), tudo parece demonstrar sua superioridade em relação aos outros acusados e absolvê-lo. Porém, o que lhe responde o supremo Magistrado? "Eu não te julgarei pelos teus títulos (v. 17), nem por teu conhecimento (v. 18), nem por tuas palavras (v. 21), mas sim por teus atos. Ao invés de desculpar-te, estes privilégios agravam tua culpabilidade."
O pecado dos pagãos é chamado de impiedade (cap. 1:18): eles avançam sem lei e sem freio segundo a sua própria vontade (1 João 3:4). O pecado dos judeus é chamado transgressão (v. 23), ou seja, é a desobediência aos divinos mandamentos conhecidos. E hoje, quão mais responsáveis são os cristãos, pois eles possuem toda a Palavra de Deus!
Que DEUS abençoe a todos.
17 Se, porém, tu, que tens por sobrenome judeu, e repousas na lei, e te glorias em Deus;
18 que conheces a sua vontade e aprovas as coisas excelentes, sendo instruído na lei;
19 que estás persuadido de que és guia dos cegos, luz dos que se encontram em trevas,
20 instrutor de ignorantes, mestre de crianças, tendo na lei a forma da sabedoria e da verdade;
21 tu, pois, que ensinas a outrem, não te ensinas a ti mesmo? Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas?
22 Dizes que não se deve cometer adultério e o cometes? Abominas os ídolos e lhes roubas os templos?
23 Tu, que te glorias na lei, desonras a Deus pela transgressão da lei?
24 Pois, como está escrito, o nome de Deus é blasfemado entre os gentios por vossa causa.
25 Porque a circuncisão tem valor se praticares a lei; se és, porém, transgressor da lei, a tua circuncisão já se tornou incircuncisão.
26 Se, pois, a incircuncisão observa os preceitos da lei, não será ela, porventura, considerada como circuncisão?
27 E, se aquele que é incircunciso por natureza cumpre a lei, certamente, ele te julgará a ti, que, não obstante a letra e a circuncisão, és transgressor da lei.
28 Porque não é judeu quem o é apenas exteriormente, nem é circuncisão a que é somente na carne.
29 Porém judeu é aquele que o é interiormente, e circuncisão, a que é do coração, no espírito, não segundo a letra, e cujo louvor não procede dos homens, mas de Deus.
Romanos 2:17-29
Os primeiros capítulos desta epístola nos fazem pensar em uma sessão de tribunal. Um após o outro, os elementos do mundo civilizado da época comparecem diante do supremo Juiz.
Depois da condenação do grego - ou seja, do bárbaro (cap. 1) - e do homem moral e civilizado (começo do capítulo 2), o judeu é chamado a ouvir sua sentença. Ele se apresenta de cabeça erguida. Seu nome judeu, a Lei em que se apóia, o verdadeiro Deus que ele diz conhecer e servir (v. 17), tudo parece demonstrar sua superioridade em relação aos outros acusados e absolvê-lo. Porém, o que lhe responde o supremo Magistrado? "Eu não te julgarei pelos teus títulos (v. 17), nem por teu conhecimento (v. 18), nem por tuas palavras (v. 21), mas sim por teus atos. Ao invés de desculpar-te, estes privilégios agravam tua culpabilidade."
O pecado dos pagãos é chamado de impiedade (cap. 1:18): eles avançam sem lei e sem freio segundo a sua própria vontade (1 João 3:4). O pecado dos judeus é chamado transgressão (v. 23), ou seja, é a desobediência aos divinos mandamentos conhecidos. E hoje, quão mais responsáveis são os cristãos, pois eles possuem toda a Palavra de Deus!
Que DEUS abençoe a todos.
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