quarta-feira, 23 de junho de 2010

Êxodo 29:1-18

Êxodo 29:1-18

1 ISTO é o que lhes hás de fazer, para os santificar, para que me administrem o sacerdócio: Toma um novilho e dois carneiros sem mácula,
2 E pão ázimo, e bolos ázimos, amassados com azeite, e coscorões ázimos, untados com azeite; com flor de farinha de trigo os farás,
3 E os porás num cesto, e os trarás no cesto, com o novilho e os dois carneiros.
4 Então farás chegar a Arão e a seus filhos à porta da tenda da congregação, e os lavarás com água;
5 Depois tomarás as vestes, e vestirás a Arão da túnica e do manto do éfode, e do éfode, e do peitoral; e o cingirás com o cinto de obra de artífice do éfode.
6 E a mitra porás sobre a sua cabeça; a coroa da santidade porás sobre a mitra.
7 E tomarás o azeite da unção, e o derramarás sobre a sua cabeça; assim o ungirás.
8 Depois farás chegar seus filhos, e lhes farás vestir túnicas.
9 E os cingirás com o cinto, a Arão e a seus filhos, e lhes atarás as tiaras, para que tenham o sacerdócio por estatuto perpétuo, e consagrarás a Arão e a seus filhos;
10 E farás chegar o novilho diante da tenda da congregação, e Arão e seus filhos porão as suas mãos sobre a cabeça do novilho;
11 E imolarás o novilho perante o Senhor, à porta da tenda da congregação.
12 Depois tomarás do sangue do novilho, e o porás com o teu dedo sobre as pontas do altar, e todo o sangue restante derramarás à base do altar.
13 Também tomarás toda a gordura que cobre as entranhas, e o redenho de sobre o fígado, e ambos os rins, e a gordura que houver neles, e queimá-los-ás sobre o altar;
14 Mas a carne do novilho, e a sua pele, e o seu esterco queimarás com fogo fora do arraial; é sacrifício pelo pecado.
15 Depois tomarás um carneiro, e Arão e seus filhos porão as suas mãos sobre a cabeça do carneiro,
16 E imolarás o carneiro, e tomarás o seu sangue, e o espalharás sobre o altar ao redor;
17 E partirás o carneiro por suas partes, e lavarás as suas entranhas e as suas pernas, e as porás sobre as suas partes e sobre a sua cabeça.
18 Assim queimarás todo o carneiro sobre o altar; é um holocausto para o Senhor, cheiro suave; uma oferta queimada ao Senhor.


Êxodo 29:1-18
Visto isoladamente, Arão representa Jesus; como tal, ele é ungido à parte, e não era necessário sangue (v. 7). Em companhia de seus filhos, vemos Cristo ali com os Seus. Em virtude de seu relacionamento com Jesus, o grande Sumo Sacerdote no céu, os crentes estão unidos a Cristo na oferta de sacrifícios de louvores a Deus. Porém, antes de estarem em posição de exercer seu ofício, Arão e seus filhos tinham de preencher alguns requisitos. Foram preparados sacrifícios para eles. Eles tinham de se aproximar da porta do tabernáculo e ser lavados com água (observe que eles mesmos não podiam fazer essas coisas). Então recebiam novas vestes, descritas no capítulo 28. Moralmente, as mesmas coisas são essenciais antes de qualquer serviço cristão. Primeiro é necessário achegar a Deus com o "mais excelente sacrifício" que expia nossos pecados. Então é necessária a "lavagem de água", uma atribuição da Palavra de Deus (Hebreus 10:22; Tito 3:5). Por último, é preciso que as nossas vestes limpas se unam com o nosso corpo purificado. Zacarias 3:3-5 nos mostra um sacerdote, Josué, a quem o Senhor veste, trocando suas "vestes sujas" por trajes adequados. A nossa conduta exterior deve ser pura, correspondendo assim à purificação interior de nossa consciência. É mediante o ato de nos revestirmos do Senhor Jesus Cristo que poderemos fazer isso (Romanos 13:14).

Que DEUS abençoe a todos.

Êxodo 28:31-43

Êxodo 28:31-43

31 Também farás o manto do éfode, todo de azul.
32 E a abertura da cabeça estará no meio dele; esta abertura terá uma borda de obra tecida ao redor; como abertura de cota de malha será, para que não se rompa.
33 E nas suas bordas farás romãs de azul, e de púrpura, e de carmesim, ao redor das suas bordas; e campainhas de ouro no meio delas ao redor.
34 Uma campainha de ouro, e uma romã, outra campainha de ouro, e outra romã, haverá nas bordas do manto ao redor,
35 E estará sobre Arão quando ministrar, para que se ouça o seu sonido, quando entrar no santuário diante do Senhor, e quando sair, para que não morra.
36 Também farás uma lâmina de ouro puro, e nela gravarás como as gravuras de selos: santidade ao Senhor.
37 E atá-la-ás com um cordão de azul, de modo que esteja na mitra, na frente da mitra estará;
38 E estará sobre a testa de Arão, para que Arão leve a iniqüidade das coisas santas, que os filhos de Israel santificarem em todas as ofertas de suas coisas santas; e estará continuamente na sua testa, para que tenham aceitação perante o Senhor.
39 Também farás túnica de linho fino; também farás uma mitra de linho fino; mas o cinto farás de obra de bordador.
40 Também farás túnicas aos filhos de Arão, e far-lhes-ás cintos; também lhes farás tiaras, para glória e ornamento.
41 E vestirás com eles a Arão, teu irmão, e também seus filhos; e os ungirás e consagrarás, e os santificarás, para que me administrem o sacerdócio.
42 Faze-lhes também calções de linho, para cobrirem a carne nua; irão dos lombos até as coxas.
43 E estarão sobre Arão e sobre seus filhos, quando entrarem na tenda da congregação, ou quando chegarem ao altar para ministrar no santuário, para que não levem iniqüidade e morram; isto será estatuto perpétuo para ele e para a sua descendência depois dele.


Êxodo 28:31-43
A sobrepeliz, toda azul, a qual Arão tinha de usar debaixo da estola, nos fala do caráter celestial de nosso Sumo Sacerdote. Enquanto Ele tinha sido feito mais alto do que os céus (Hebreus 7:26), é dado um testemunho dEle na terra por esses irmãos vivendo em união, sustentados pelo Seu sacerdócio no céu, os quais ao mesmo tempo compreendiam, por assim dizer, a "orla das suas vestes" (Salmo 133:1-2 – RC). As campainhas nos fazem pensar naquilo que devia ser ouvido na vida dos filhos de Deus. Seu tilintar evidenciava que o sacerdote estava vivo. Demonstramos a todos à nossa volta que Cristo está vivo? As romãs representam fruto: aquilo que deve ser visto na vida dos santos quando permanecem presos à "sobrepeliz" do Homem celestial (veja João 15:5). E é bom enfatizarmos aqui: desde que as campainhas e as romãs são iguais em número, palavras e atos devem andar de mãos dadas na vida de todo filho de Deus. Porém, se nos sentirmos fracos e deficientes no testemunho e serviço, temos um recurso infalível: Jesus Cristo diante de Deus em Sua absoluta santidade, tendo em Sua testa a lâmina de ouro "Santidade ao Senhor". Enquanto pensamos nEle, não devemos mais nos ocupar com nossas fraquezas, mas com Suas perfeições (Salmo 84:9).

A última parte do capítulo descreve as vestes dos filhos de Arão e nos faz pensar na promessa do Salmo 132:16.

Que DEUS abençoe a todos.

Salmos 119: 97 a 99 e Zacarias 2: 8

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UMA BASE SEGURA


"Durante a Segunda Cruzada, um certo conde europeu sobressaiu-se na batalha. De acordo com a tradição, o Patriarca de Jerusalém deu-lhe uma relíquia sagrada como reconhecimento por sua bravura. Era um frasco de cristal contendo o que se dizia ser um pouco da água manchada de sangue com a qual José de Arimatéia lavou o corpo de Cristo.

O conde voltou da Terra Santa e apresentou a relíquia como um presente para a cidade de Bruges, na atual Bélgica. Os agradecidos cidadãos de Bruges construíram uma igreja para guardar a importante relíquia. Chama-se Basílica do Sangue Santo. A capela inferior data do século XII, a época das Cruzadas. A capela superior foi destruída duas vezes, e reconstruída.

Durante séculos, peregrinos foram ali para tocar a relíquia e estar perto daquilo que acreditam ser um traço do sangue do próprio Jesus Cristo.

Mas há uma grande ironia envolvendo a basílica. Porque no século XVII, essa cidade e a maioria dos Flandres haviam se tornado o que alguns chamam de um "aterrador covil de assassinos." A perseguição religiosa fez muitas vítimas.

Não muito longe da Basílica do Sangue Santo, o sangue de devotos seguidores de Jesus foi derramado em nome da religião. Os mesmos peregrinos que reverentemente entravam na igreja para estarem perto do sangue do Salvador, eram capazes de ir à praça do mercado e assistir, com prazer, hereges serem queimados vivos.

Hoje vamos contar a extraordinária história de um homem que morreu ali. Um homem simples e corajoso, Jacob, o fabricante de velas.

Quando Jacob de Roore foi feito prisioneiro, em 1569, Bruges tinha praticamente a mesma aparência de hoje. É uma das cidades mais bem preservadas da Europa. Por causa de seus muitos canais, era chamada a Veneza do Norte. Durante muitos anos, Bruges prosperou como centro de comércio.

Quando Jacob passou pelos edifícios e caminhou pelas ruas da cidade, tudo deve ter lhe parecido bastante sinistro. Todos os olhos que se viraram para olhá-lo viam apenas um herege. Todas as autoridades civis e religiosas da cidade estavam unidas contra ele.

Resumindo, Jacob entrou em Bruges, um homem condenado. Ele havia ousado falar de crenças religiosas que não se encaixavam nas tradições da igreja. Em 1569, a igreja tinha o poder de eliminar a vida daqueles que a ameaçavam.

Jacob, por exemplo, acreditava que os cristãos deveriam confessar seus pecados somente a Cristo, o Sumo Sacerdote, e não a um sacerdote humano. Ele acreditava que apenas Cristo tinha a autoridade de perdoar pecados.

Ele também acreditava que a comunhão era partir o pão em lembrança do corpo ferido de Cristo, e não algum sacramento mágico. Ele ainda afirmava que o batismo era uma coisa para adultos, e não para bebês.

Estas opiniões religiosas podem não parecer revolucionárias hoje, mas em 1500 eram um crime capital, um crime tão sério quanto trair o país.

Foi por isto que Jacob, o fabricante de velas, foi trazido preso por correntes. Aqueles que o conheciam o descreviam como um homem temente a Deus, inteligente, bondoso e eloqüente. Ele dava duro, num trabalho honesto, amava a família e nunca prejudicara ninguém.

Mas isto não significava muito para as autoridades de Bruges. Eles concluíram que suas crenças eram uma ameaça intolerável para a sociedade. Jacob tinha que ser persuadido a mudar de opinião... ou sofrer as conseqüências.

É difícil imaginar como esse solitário artesão conseguiu ficar firme. Jacob já ganhara a vida como tecelão, e mais tarde fabricando velas. Não tinha uma formação teológica.

Preparados intelectuais da igreja dispuseram-se a discutir com ele. Por trás deles, tinham o peso da autoridade da igreja. Devemos lembrar que, no século XVI, a autoridade da igreja, para a maioria das pessoas, era como a autoridade do próprio Deus.

Em suma: os oponentes de Jacob tinham todas as armas do lado deles, sem esquecer a pior delas, que era a morte na fogueira.

Mesmo assim, Jacob conseguiu resistir à enorme pressão feita sobre ele. De alguma forma, Jacob encontrou uma base para sua crença: um fundamento inabalável. Ele preservou sua fé contra todas as forças.

Temos um incrível relatório dos procedimentos contra Jacob, guardados pelo escrivão do tribunal. O escrivão também guardou o longo interrogatório que Jacob teve que suportar. Interrogatório que, em alguns momentos, deve ter ocorrido em sua cela.

A partir desses impressionantes relatos, transcritos primeiramente há cerca de 300 anos, podemos ter uma visão sobre quem era Jacob, que tipo de pessoa era.

O principal interrogador de Jacob era um monge franciscano chamado Frei Cornelis. Ele estava determinado a converter Jacob do que chamava de "crença falsa e perversa", trazendo-o de volta à fé católica, fossem quais fossem os meios necessários.

Assim, quando Jacob quis dizer que o livro de Apocalipse tinha algumas profecias muito interessantes sobre como uma igreja pode transformar-se em Babilônia, Cornelis retrucou com as seguintes palavras, copiadas pelo escrivão: "Bah! O que você entende sobre o Apocalipse de São João? Que universidade freqüentou? Suponho que no tear, pois pelo que sei você não era nada além de um pobre tecelão e um fabricante de velas, antes de sair pregando e rebatizando por aí." Com ironia, o frei acrescentou: "Estudei na universidade de Louvain, e estudei divindade durante tanto tempo, mas não entendo nada sobre o Apocalipse de São João; isto é um fato."

Jacob respondeu: "Cristo agradeceu Seu Pai Celestial, que Ele revelara e tornara conhecido a bebês, e escondera dos sábios deste mundo, como está escrito em Mateus 11, verso 25."

Cornelis rebateu com escárnio: "Deus revelou-se a tecelões do tear, a sapateiros em seus bancos e a fabricantes de foles, acendedores de lanternas, fabricantes de vassouras, a homens que fazem telhados, e todos os tipos de gentalha, e pobres e imundos vagabundos e mendigos? E a nós, eclesiásticos, que estudamos desde a juventude, noite e dia, Ele escondeu?"

O frei não podia acreditar em algo tão despropositado.

À medida que o interrogatório continuou, ficou cada vez mais aparente que Jacob verdadeiramente compreendia verdades profundas da Escritura, e o frei estava brincando de gato e rato com ele.

Quando Jacob apresentava raciocínios a partir da Bíblia, afirmando claramente suas crenças, Cornelis dava respostas do tipo: "O diabo senta-se em suas bochechas; o diabo e sua mãe brincam com sua boca horrenda."

Quando Cornelis exigiu saber como Jacob ousava pregar e ensinar a outros, Jacob respondeu francamente: "Não sou bispo, nem me considero professor; mas em certas ocasiões já orientei irmãos e irmãs... com exortações da Palavra de Deus... de acordo com minha habilidade."

Jacob permaneceu firme através de longos interrogatórios que precederam sua execução. Ele demonstrou uma fé inabalável. Embora os poderes civis e religiosos estivessem unidos contra ele, ele encontrara uma base na qual apoiar-se. Sua base era a Palavra de Deus, e somente a Palavra de Deus.

Nas Escrituras, ele encontrou um poder incomum, uma força diferente. Encontrou o poder de resistir às forças da igreja e do estado que estavam tentando destruir sua fé.

Jacob apenas confiou nos ensinos simples da Escritura. Esta era sua autoridade. E era o suficiente para ele.

Quando Cornelis tentou envolver Jacob num debate sobre os vários sacramentos que a igreja desenvolvera, Jacob respondeu: "Como estas coisas todas não são mencionadas nem conhecidas na Santa Escritura... eu não as compreendo."

A certa altura, Cornelis perguntou, exasperado, como este "tecelão vagabundo" ousava desafiar o santo concílio de Trento, e os ensinamentos de cardeais e bispos e padres.?

O escrivão do tribunal exclamou: "Você deve buscar mais instrução, Jacob."

E até o tabelião manifestou-se, dizendo: "Eu também desejo o mesmo, Jacob, que você não confie tanto em sua própria sabedoria."

Mas Jacob respondeu: "Peço perdão, senhores, mas não confio em minha sabedoria, e sim nas palavras de Cristo."

A própria Escritura era simples o suficiente. Dava ao homem uma base para fundamentar-se, mesmo num mundo onde a conformidade com a tradição era imposta pela espada. Ela revelava o que era essencial.

Como disse Jacob: "Estamos satisfeitos simplesmente com as santas Escrituras; pois tudo que é necessário que saibamos para nossa salvação, encontramos abundantemente nelas, e não precisamos buscar as doutrinas de homens."

Lendo o notável relato desse interrogatório, sente-se que Jacob, o fabricante de velas, tinha muito conhecimento da Escritura. Ele conhecia sua perspectiva. Ele sabia o que ela enfatizava. Ele conhecia seu espírito.

Uma das marcas dos grandes heróis da fé cristã é que ficaram firmes na Palavra de Deus. Os mártires derramaram sangue com tanta coragem porque encontraram certeza e clareza nos ensinos da Escritura.

Na época em que os cristãos foram perseguidos pelos imperadores romanos, muitos crentes foram sentenciados a uma vida de trabalho escravo nas minas de cobre. Suportaram maus tratos brutais. Cada trabalhador tinha o tendão de seu pé esquerdo queimado, e o olho direito lhe era arrancado com uma faca.

O historiador Eusébio narra uma cena inesquecível entre os cristãos famintos e mutilados. Ele encontrou um grupo que estava fazendo um culto. Ouviu que alguém estava lendo grandes porções da Bíblia. Eusébio chegou mais perto, e então notou, para sua surpresa, que o homem que falava estava completamente cego, um homem chamado João. Ele não estava lendo, mas recitando a Escritura de memória.

O historiador escreveu: "Aqueles que tinham o uso de seus olhos juntavam-se num círculo e ele, que usava apenas os olhos de sua mente, falava com clareza, como um profeta, e muito melhor do que aqueles que estavam fisicamente inteiros."

Acontece que João era capaz de recitar livros inteiros da Escritura, tanto do Velho quanto do Novo Testamento. E assim, até mesmo nas minas de cobre, na periferia do Império Romano, os cristãos encontravam alimento espiritual; encontravam um fundamento para a fé; podiam beber da Palavra de Deus, recitada pelo cego, João.

Sempre foi assim durante toda a História. A fé inabalável vem da "Palavra inabalável de Deus."

Foi assim com Dietrich Bonhoeffer, um corajoso pastor da Alemanha, que resistiu ao regime nazista. Ele foi executado pela SS, pouco antes do fim da Segunda Guerra Mundial.

Antes de sua morte, Bonhoeffer conseguiu mandar, da prisão, algumas cartas e ensaios. Eles nos mostram o verdadeiro cristianismo que enchia seu coração. Mostram um homem que estava confiante e seguro na Palavra de Deus.

Depois de uma terrível experiência, quando bombas explodiram quase destruindo sua cela, Bonhoeffer escreveu: "Os pesados ataques aéreos... levaram-me de volta à oração e à leitura da Bíblia."

Em suas cartas, esse pastor que esperava a execução falou de quanto se alegrava nas Escrituras. "Estou lendo a Bíblia inteira de capa a capa," escreveu. "Leio os Salmos todos os dias, como faço há anos; eu os conheço e os amo mais do que qualquer outro livro."

Depois da guerra, um prisioneiro lembrou-se de Bonhoeffer como "um dos poucos homens que já conheci para quem Deus é um Amigo real."

As pessoas que encontram maneiras de levantar-se contra a corrente religiosa, nos piores momentos encontram uma base na Palavra de Deus. Sempre foi assim.

Precisamos desesperadamente de uma base hoje. Há muita coisa no mundo que vai contra o amor, a verdade e a responsabilidade moral. Há uma onda operando na mídia, em nossas instituições, em nossa vizinhança, que parece querer eliminar a fé e a religião. Como podemos evitar que nós e nossa família sejamos levados por essa onda?

A Palavra de Deus nos dá uma base segura. É como se fosse uma grande ponte de pedra cruzando sobre uma sociedade mal direcionada. Seja qual for a corrente da moda num determinado momento, a ponte da Escritura nos dá uma base segura e certa. Sempre estará lá.

O profeta Isaías nos diz, em Isaías 40, verso 8:

"Seca-se a erva, e cai a sua flor, mas a palavra de nosso Deus permanece eternamente."

O salmista acrescenta que a Palavra de Deus está firmada para sempre no céu. (Salmos 119, verso 89).

É por isso que será sempre uma lâmpada para nossos pés, e luz para o nosso caminho. (Salmos 119:105)

Leia este trecho de Salmos 119, versos 97 a 99:

"Quanto amo a tua lei! É a minha meditação, todo o dia! Os teus mandamentos me fazem mais sábio que os meus inimigos; porque, aqueles, eu os tenho sempre comigo. Compreendo mais do que todos os meus mestres, porque medito nos teus testemunhos."

A inabalável Palavra de Deus é o fundamento da fé inabalável dos heróis cristãos. Estas palavras do Salmo 119 podem ter sido uma motivação para Jacob, o fabricante de velas. Ele certamente demonstrou-se mais sábio do que seus inimigos, mais inteligente do que aqueles que supunham ensiná-lo, porque havia meditado na Palavra de Deus.

Entretanto, Jacob não apenas estudou a Bíblia para vencer debates. A Escritura significava muito mais para ele do que uma fonte de doutrinas corretas. Era também o consolo e o apoio do Pai Celestial.

Percebemos isso claramente numa carta que ele mandou para sua família. Isso mesmo, Jacob fora separado da mulher e dos filhos. Ele ansiava voltar para casa, e viver outra vez com seus amados, como o resto dos habitantes de Ghent.

Jacob escreveu estas palavras enquanto aguardava sua execução: "Minha querida amada e escolhida esposa, fiquem felizes em saber que minha mente está razoavelmente bem... exceto que estou muito triste por você e pelas crianças, já que amo vocês de todo o coração. E nada há sob o céu que me faça desejar deixá-los; mas pelo Senhor e Suas invisíveis riquezas devemos deixar tudo..."

Pensar no futuro de sua família era mais do que Jacob poderia suportar. Ele encontrou forças nas Escrituras. A palavras de Deus encheram sua mente. E ele compartilhou essa força com outros.

Escrevendo a sua esposa sobre seus filhos, ele disse: "Assim, minha mui amada esposa, faça o melhor que puder com eles... E não desmaie por causa das tribulações que devemos sofrer, mas lembre-se de como o Cordeiro inocente, Cristo Jesus, teve que sofrer desde o princípio e ser fiel. Assim diz o Senhor:

"Aquele que tocar em vós toca na menina do seu olho." Zacarias 2, verso 8.

Jacob continuou ainda escrevendo sobre o "eterno peso de glória, acima de toda comparação" que os aguardava, sobre o tempo em que Deus lhes enxugaria todas as lágrimas dos olhos, e sobre as coisas maravilhosas que Deus havia preparado e continuava preparando para aqueles que amam Sua vinda.

Ele concluiu: "Assim, minha querida esposa, ache conforto nestas palavras, e seja paciente... Desde agora eu a entrego ao Senhor. Escrito no dia 24 de abril, por mim, Jacob, seu marido. Copie isto e mantenha-o em memória de mim; pois eu não sei se poderei escrever-lhe mais alguma vez."

Assim, Jacob foi levado à fogueira, no centro de Bruges, diante da Prefeitura. Ele foi queimado no dia 10 de junho de 1569. Foi escrito num poema que ele morreu "com espírito intrépido," testificando, "diante do mundo" com seu próprio sangue.

Jacob, o fabricante de velas, morreu de pé, em mais de um sentido. Ele encontrara uma base inamovível para sua fé. Um fundamento sobre o qual estava seguro. Uma base de amor, conforto e segurança. Sua incrível coragem veio diretamente da Palavra de Deus.

O mais importante, entretanto, é que ele não fez isso por ter fechado os olhos e se apegado obstinadamente a suas opiniões. Ele não venceu porque se recusou a ouvir a opinião de outros. Jacob não era, de maneira alguma, um fanático. Ele ouvia com atenção tudo o que seus acusadores diziam, e respondia com mais atenção ainda.

Ele era cortês quando eles o insultavam. Declarava suas posições com clareza e calma, quando eles tentavam confundi-lo com armadilhas.

Outro exemplo dessa fé a toda prova, é o exemplo de Martinho Lutero. Lutero ficou famoso pelas declarações que fez no tribunal. Ele foi um dos primeiros que, abertamente, recusou e resistiu ao colossal poder da igreja na Idade Média. Uma igreja que tinha se tornado cada vez mais corrupta. Na assembléia imperial de Worms, Lutero foi levado perante o Santo Imperador Romano, Charles, e representantes do poder papal estavam presentes com suas vestes imponentes. Parecia que toda a cristandade estava contra ele.

"Ir contra a consciência não é nem correto nem seguro. Portanto, não posso e não desejo me retratar. Esta é minha posição. Não posso fazer outra coisa."

Sempre foi assim para aqueles que possuem uma fé inabalável em Cristo. Sempre estiveram presos à Palavra de Deus. E sempre encontraram uma base segura.

Em 1488, o povo de Bruges prendeu Maximiliano da Áustria, e decapitaram seu conselheiro, Pieter Lanchals. O nome Lanchals é muito semelhante à palavra holandesa que significa "pescoço longo." Talvez por esta razão, conta a história que Maximiliano fez um certo decreto depois de ser liberado. Ordenou que Bruges pagasse por seu crime mantendo cisnes de pescoços longos nos canais da cidade, em todas as épocas.

E assim, as lindas criaturas ainda flutuam pelas águas de Bruges; uma forma de expiar por um passado horrendo.

Depois de ler as cartas de Jacob, o fabricante de velas e o relatório de seu interrogatório, estou inclinado a vê-lo como um tipo de cisne. Ou seja, ele me lembra essa história de Maximiliano nesta cidade, há tanto tempo.

A morte de Jacob foi terrível, horripilante. Não gosto nem de pensar em alguém queimar até morrer por causa de suas crenças.

Mas o testemunho de Jacob permanece conosco, flutuando sobre as águas. Seu eloqüente testemunho de que a Palavra de Deus basta, contrasta com as calúnias e orgulho dos acusadores. Há uma beleza pura e simples em seu sacrifício pelos claros ensinamentos da Escritura. Há carinho na maneira como ele confortou sua esposa com a Palavra de Deus.

Precisamos nos lembrar da linda declaração de Jacob. Todos nós precisamos de uma base para nossa fé. Precisamos disso agora. Precisamos superar as pressões do dia-a-dia. Precisamos vencer as crises, as mágoas, as tristezas, as desilusões da vida.

Será que a Palavra de Deus está viva e ativa em sua mente e coração hoje? A Palavra de Deus é seu guia? É sua amiga que lhe dá conforto e segurança? Leva alegria a seu coração? Cura as tristezas e desapontamentos? É algo sólido e seguro no qual você pode confiar? Você entregou sua vida ao Cristo da Palavra? Sim, porque ao abrirmos a Bíblia, encontramos Jesus Cristo. E é Cristo que é a Sólida Rocha na qual podemos confiar, colocar nossa esperança. Você pode basear sua fé e sua vida na Escritura.

ORAÇÃO

Querido Pai que estás no Céu, muito origado porque podemos basear nossa fé em Tua Palavra. Obrigado pelo testemunho de Jacob e outros heróis da fé que defenderam com tanta coragem a verdade e o amor. Precisamos que a Bíblia torne-se a Palavra de Deus em nossas vidas. Por favor, ajuda-nos a meditar em Tua Palavra todos os dias, e faça com que as idéias contidas ali façam morada em nosso coração, permitindo que encontremos consolo e segurança em Tua Palavra. Por favor, faça com que Tua Palavra continue ardendo em nosso coração para sempre. Em nome de Jesus, amém.

Que DEUS abençoe a todos.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Judas 3

Terça-feira 22 Junho

Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos (Judas 3).

A batalha pela fé

Os dias atuais se parecem com os dias nos quais Judas viveu. A fé apresentada na Bíblia já não é mais apreciada e praticada pela maioria da cristandade. Foi deturpada e adaptada para atender con­veniências. Alegrar-se na “salvação comum” é algo precioso para os cristãos, mas é igualmente importante prestar atenção ao que Judas diz sobre “batalhar pela fé”.

Para tanto, primeiro é necessário estabelecer com clareza o que é a fé. Não damos valor ao que conhecemos superficialmente, e o que não valorizamos jamais defenderemos. Portanto, tenho de examinar a Palavra de Deus, fonte única e exclusiva onde o cristão pode descobrir no que consiste a fé. A fé não se desenvolveu ao longo dos séculos: ela foi dada aos crentes uma vez por todas. Quando os filhos de Deus lêem a Bíblia com interesse e oração, o Espírito Santo os guia “em toda a verdade” (João 16:13).

É imprescindível notar que a Bíblia enfatiza a lutarmos pela fé, não simplesmente contra erros ou falsas doutrinas. Quem se ocupa em caçar erros corre o risco de disseminar mais ensinos humanos. “A ira do homem não opera a justiça de Deus” (Tiago 1:20).

Se, contudo, tivermos plena consciência do que a fé é, a Palavra de Deus irá desmascarar todos os erros. E a batalha pela fé será empreendida com as poderosas armas da luz, “para destruição das fortalezas; destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendi­mento à obediência de Cristo” (2 Coríntios 10:4-5).

Que DEUS abençoe a todos.

João 15.6

22 de Junho

"Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora à semelhança do ramo, e secará; e o apanham, lançam no fogo e o queimam." João 15.6

Se nos perguntamos: "Será que hoje Deus ainda quer dar um avivamento?", percebemos o que devemos fazer. Pois o contrário de avivamento é um coração rebelde, o lento entorpecimento e, por fim, a morte espiritual. Crentes tornam-se ramos inúteis, que não servem para mais nada do que serem lançados no fogo para serem queimados. A essência das palavras de Jesus é clara: em todo tempo somos testemunhas de Jesus, ou a favor dEle ou contra Ele. Pois um ramo na videira é um ramo destinado a dar frutos. Quando encosto o meu ouvido à Bíblia, ouço, pelo Espírito Santo de Deus, o chamado para o avivamento dos cristãos que atualmente vegetam, e, como que sonhando, estão sem poder, sem autoridade e sem frutos. Por que você acha que tantas doutrinas erradas e demoníacas experimentam um avanço tão poderoso hoje em dia? Porque falta o movimento contrário, que vem do alto, através do Espírito de Deus, por intermédio de crentes fervorosos. Por isso o Espírito Santo tenta despertar e animar você nesse instante: "...arai o campo de pousio; porque é tempo de buscar ao Senhor."

Que DEUS abençoe a todos.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

2 Pedro 1:21

Segunda-feira 21 Junho

Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo (2 Pedro 1:21).

Deus fala mesmo?

Algumas pessoas acham difícil acreditar que o Deus Todo-pode­roso fale conosco, Suas criaturas. Ainda que não neguem a existência de Deus, tendo em vista a imensidão do universo, obra de Suas mãos, elas O consideram como um Ser distante e desinteressado pelo que se passa neste pequeno planeta. Essa forma de pensar prova quão pouco sabemos sobre a grandeza e o poder de Deus.

Nossa mentalidade e poder de pensamento são determina­dos grandemente pelas coisas materiais e visíveis que nos cercam. Nossa imaginação, por mais fantástica que seja, não pode abarcar conceitos como o ilimitado; veja como é difícil imaginar os recantos mais distantes do universo! Isso explica por que nenhum conheci­mento acerca de Deus pode ter origem no ser humano.

Deus tem recursos disponíveis em muitas esferas diferentes. Por meio de Seu Espírito, Ele comunica à humanidade os pensamentos e ensinos que deseja que saibamos. Todos estão registrados na Bíblia, a Palavra de Deus. Será realmente inconcebível que o mesmo Deus que chamou à existência toda a criação pela palavra de Seu poder não seja capaz de fazer tal coisa?

Essa é a razão pela qual você deve ler a Bíblia! Faça isso com um coração sincero e desprovido de preconceitos. Creia em tudo o que ler. Temos primeiro de crer; só depois iremos aprender. Então iremos reconhecer que a Palavra de Deus é perfeita; tudo nela está em harmonia, pois, apesar de tantos escritores, ela tem um único Autor: o Espírito de Deus.

Que DEUS abençoe atodos.

Isaías 40.31

21 de Junho

"...Mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam." Isaías 40.31

Você está de fato aguardando a volta de Jesus? Ou você espera tempos melhores? Estes com certeza não virão! Ficará cada vez pior. É preferível você não se comportar como se fosse viver para sempre neste mundo! Seja honesto: os anos passam com rapidez tremenda. De repente já não estaremos mais aqui. Esperando por Jesus, você sempre receberá novas forças e o cansaço crônico desaparecerá. As Escrituras nos dizem: "Sede vós semelhantes a homens que esperam pelo seu senhor..." O fato terrível em nossos dias é vermos cair muitos ao nosso redor porque não vivem mais neste primeiro amor ardente, nesta entrega a Jesus Cristo. Eles não têm mais o espírito de oração e não mais entregariam suas vidas pelos perdidos. Tornaram-se indiferentes. Se você sabe que perdeu este amor ardente por Jesus Cristo, se você não espera mais por Ele com desejo de vê-lO, faça um novo começo agora mesmo! Deixe-se purificar – pelo precioso sangue de Jesus – dessa perda do primeiro amor, de toda impureza e de todos os pecados. Pois, quem sabe, talvez o dia de hoje seja o seu último dia aqui sobre a terra e o primeiro dia na etenidade!

Que DEUS abençoe a todos.

Mateus 13:31-43

Mateus 13.31-43

31 Outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda, que um homem tomou e plantou no seu campo;
32 o qual é, na verdade, a menor de todas as sementes, e, crescida, é maior do que as hortaliças, e se faz árvore, de modo que as aves do céu vêm aninhar-se nos seus ramos.
33 Disse-lhes outra parábola: O reino dos céus é semelhante ao fermento que uma mulher tomou e escondeu em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado.
34 Todas estas coisas disse Jesus às multidões por parábolas e sem parábolas nada lhes dizia;
35 para que se cumprisse o que foi dito por intermédio do profeta: Abrirei em parábolas a minha boca; publicarei coisas ocultas desde a criação do mundo .
36 Então, despedindo as multidões, foi Jesus para casa. E, chegando-se a ele os seus discípulos, disseram: Explica-nos a parábola do joio do campo.
37 E ele respondeu: O que semeia a boa semente é o Filho do Homem;
38 o campo é o mundo; a boa semente são os filhos do reino; o joio são os filhos do maligno;
39 o inimigo que o semeou é o diabo; a ceifa é a consumação do século, e os ceifeiros são os anjos.
40 Pois, assim como o joio é colhido e lançado ao fogo, assim será na consumação do século.
41 Mandará o Filho do Homem os seus anjos, que ajuntarão do seu reino todos os escândalos e os que praticam a iniqüidade

42 e os lançarão na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger de dentes.
43 Então, os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.


Mateus 13:31-43

Nas seis "parábolas do reino" que se seguem à do semeador, o Senhor expõe qual será o resultado da Sua semeadura neste mundo. A parábola do grão de mostarda que se torna uma grande árvore descreve a forma exterior que o reino dos céus tomou depois da rejeição do Rei, enquanto a parábola do fermento escondido na massa enfatiza a obra secreta que enfraquece as características do reino. É o tempo da Igreja responsável. Depois de um pequeno começo (alguns discípulos), o Cristianismo teve o desenvolvimento que conhecemos. Porém, seu êxito e expansão pelo mundo não são de modo algum a prova da aprovação e da bênção de Deus. Isto porque, ao mesmo tempo em que se expandia, era invadido pelo mal (os pássaros - v. 4 e 19 - e o fermento).

A mistura que caracteriza a Cristandade professa é ilustrada de outra maneira pela parábola do joio no campo, que o Senhor explica aqui. Sabe-se que hoje em dia o nome de cristão é assumido por todos os que são batizados, sejam eles verdadeiros filhos de Deus ou não. O Senhor suportará essa situação até que venha o dia da ceifa (Apocalipse 14:15-16). Então, nesse dia, Ele mostrará o destino final do trigo e do joio e o que Ele pensa de cada um de nós.

Que DEUS abençoe a todos.

Mateus 13:18-30

Mateus 13.18-30

18 Atendei vós, pois, à parábola do semeador.
19 A todos os que ouvem a palavra do reino e não a compreendem, vem o maligno e arrebata o que lhes foi semeado no coração. Este é o que foi semeado à beira do caminho.
20 O que foi semeado em solo rochoso, esse é o que ouve a palavra e a recebe logo, com alegria;
21 mas não tem raiz em si mesmo, sendo, antes, de pouca duração; em lhe chegando a angústia ou a perseguição por causa da palavra, logo se escandaliza.
22 O que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a palavra, porém os cuidados do mundo e a fascinação das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera.
23 Mas o que foi semeado em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende; este frutifica e produz a cem, a sessenta e a trinta por um.
24 Outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante a um homem que semeou boa semente no seu campo;
25 mas, enquanto os homens dormiam, veio o inimigo dele, semeou o joio no meio do trigo e retirou-se.
26 E, quando a erva cresceu e produziu fruto, apareceu também o joio.
27 Então, vindo os servos do dono da casa, lhe disseram: Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde vem, pois, o joio?
28 Ele, porém, lhes respondeu: Um inimigo fez isso. Mas os servos lhe perguntaram: Queres que vamos e arranquemos o joio?
29 Não! Replicou ele, para que, ao separar o joio, não arranqueis também com ele o trigo.
30 Deixai-os crescer juntos até à colheita, e, no tempo da colheita, direi aos ceifeiros: ajuntai primeiro o joio, atai -o em feixes para ser queimado; mas o trigo, recolhei -o no meu celeiro.


Mateus 13:18-30

Em Seu perfeito conhecimento do coração humano, o Senhor distingue quatro classes de pessoas entre os que ouvem Sua Palavra. A primeira é comparada ao solo da beira do caminho, endurecido por ser tão pisoteado pelos que passam por ele. Será que nosso coração se parece com este solo sobre o qual o mundo passa e torna a passar, de forma que a Palavra de Deus não pode penetrar?

Outros, como os "solos rochosos", são as personalidades superficiais. Sua consciência não foi profundamente lavrada pela convicção de pecado. Por isso, a emoção passageira experimentada ao ouvir o Evangelho não é mais que meramente uma aparência de fé.

A verdadeira fé tem, necessariamente, raízes invisíveis, mas pelos seus frutos visíveis é que ela é reconhecida. Sem obras, a fé está morta, sufocada como sementes em meio aos espinhos (Tiago 2:17).

Mas a semente caiu também em boa terra, onde as espigas podem amadurecer no devido tempo.

A parábola do joio nos ensina que o inimigo não somente arrebatou a boa semente (v. 19), mas também semeou a má semente enquanto os homens dormiam. Dormir no sentido espiritual nos coloca à mercê de toda má influência, e é por esse motivo que somos continuamente exortados a vigiar (Marcos 13:37; 1 Pedro 5:8 etc).

Que DEUS abençoe a todos.