domingo, 20 de setembro de 2009

Hebreus 10:12

Domingo 20 Setembro

Mas este [Cristo], havendo oferecido um único sacrifício pelos pecados, está assentado para sempre à destra de Deus (Hebreus 10:12).

O SIGNIFICADO DOS SACRIFÍCIOS
Todos os sacrifícios ordenados por Deus no Antigo Testamento são uma figura do sacrifício do Senhor Jesus na cruz. É impossível representar com um só exemplo os diferentes aspectos de um tão insuperável sacrifício. Por isso, no antigo pacto, Deus exigia vários tipos de sacrifícios. Os principais do culto levítico eram:

O holocausto (Levítico 1): mostra-nos quão inteiramente o Senhor Jesus Se entregou a Deus. Foi obediente até a morte de cruz, onde Se ofereceu pelo “Espírito eterno” como oferta e sacrifício de aroma agradável a Deus (Hebreus 9:14; Efésios 5:2).

A oferta de manjares ou oblação: mostra-nos o que Cristo foi para Seu Pai em Sua vida, transcorrida para a plena satisfação de Deus. A “flor de farinha” (Levítico 2:1) representa a perfeita humanidade do Senhor, o único Ser em quem Deus podia Se alegrar sempre.

A oferta de paz (Levítico 3): fala-nos da comunhão como resultado da obra de salvação do Senhor Jesus. Ele fez “a paz pelo sangue da sua cruz” (Colossenses 1:20). Agora o que crê está reconciliado e tem paz com Deus. Além disso, a morte do Senhor também é o fundamento para que os que crêem possam ter paz entre si.

As ofertas pelo pecado (Levítico 4:1; 6:7): continuamente nos lembram de que o Senhor Jesus teve de morrer por nossos pecados. Mas também nos lembram de que Ele fez o que nenhum outro jamais conseguiu: “Porque é impossível que o sangue dos touros e dos bodes tire pecados” (Hebreus 10:4), mas a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, nos livrou da lei do pecado e da morte e agora o pecado já não tem domínio sobre nós (Romanos 8:2 e 6:14).

Que DEUS abençoe a todos.

Jeremias 23.29

20 de Setembro

"Não é a minha palavra fogo, diz o Senhor, e martelo que esmiúça a penha?" Jeremias 23.29

O que é o fogo? É a Palavra de Deus, que vive e arde em nós. O fogo também é uma representação dos sofrimentos do Cordeiro. Nós também somos conduzidos através daquilo que Jesus passou e sofreu. Este é o caminho da humilhação. Jesus se humilhou tanto que até assumiu a forma de servo. Por isso, Deus Lhe deu um nome que está acima de todo nome. O fogo é um fogo purificador que cai sobre nós por meio da entrega total e voluntária: "...para que o valor da vossa fé, uma vez confirmado, muito mais precioso do que ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo."

Através da vinda do próprio Senhor Jesus teremos nossa última purificação. Todas as nossas obras passarão pelo fogo quando estivermos diante do Tribunal de Cristo, e então se queimará tudo que for terreno, passageiro, tudo que for pecaminoso. Apenas permanecerá o holocausto – a entrega total – aquilo que não é consumido pelo fogo, aquilo que para o Senhor é "ouro, prata, pedras preciosas".

Que DEUS abençoe a todos.

Filipenses 4:4 e Deuteronômio 16:1-17

Sábado 19 Setembro

Regozijai-vos, sempre, no Senhor; outra vez digo: regozijai-vos (Filipenses 4:4).

MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE DEUTERONÔMIO (Leia Deuteronômio 16:1-17)
Das sete festas citadas em Levítico 23, só as três principais são mencionadas neste capítulo: a Festa da Páscoa, que é bem detalhada aqui; a Festa das Semanas ou Pentecoste; e por último a Festa dos Tabernáculos. Nestas três grandes ocasiões, cada israelita tinha de subir ao lugar em que o Senhor escolhera habitar. A passagem de Lucas 2:41 em diante nos mostra Maria e José indo a Jerusalém para a Festa da Páscoa com o menino Jesus. Já Lucas 22:14-38 nos fala da última Páscoa preparada para o Senhor. Essa era uma real necessidade de Seu coração. “Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes do meu sofrimento” (v. 15), disse Ele a Seus amados discípulos.

Aqueles dias solenes eram eventos anuais. Contudo, o Senhor queria que cada israelita lembrasse todos os dias de sua vida (v. 3) da saída do Egito e do fato de que o seu povo tinha sido escravizado ali. O redimido do Senhor deve lembrar o lugar do qual foi resgatado pela graça, e não apenas uma vez por ano, nem uma vez na semana, aos domingos. Ele deve ser grato por isso todos os dias de sua vida. Tal lembrança o preservará de qualquer indolência. Porém, sem deixar de lado a solenidade e a seriedade, o cristão é convidado antecipadamente a experimentar o gozo do céu. “De todo te alegrarás” (v. 15). “Alegrai-vos sempre no Senhor”, escreve o apóstolo (Filipenses 4:4; 1 Tessalonicenses 5:16).

Que DEUS abençoe a todos.

1 Reis 18.38

19 de Setembro

"Então caiu fogo do Senhor, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e a terra, e ainda lambeu a água que estava no rego." 1 Reis 18.38

Pouco se fala sobre o holocausto completo sobre o altar, e sobre o fogo que surgiu e passou por todos os obstáculos que normalmente resistem ao fogo (pedra, terra e água) porque o holocausto perfeito se encontrava no altar. Hoje em dia, os obstáculos são grandes: mentalidade terrena, representada pela terra; obstinação, representada pelas pedras; fraqueza, representada pela lenha. Até a água, que é um elemento contrário ao fogo, que neste caso representa o não querer, não é impedimento para o fogo, porque o holocausto está presente.

Se a entrega voluntária (oferta de manjares) estiver ligada à entrega completa (holocausto) então também é capaz de permanecer no altar. A entrega voluntária e a entrega total nos unem ao altar de Deus, como está escrito: "...adornai a festa com ramos até às pontas do altar." Dessa maneira, somos ligados ao Senhor, ligados ao lugar em que Ele vem ao nosso encontro.

Que DEUS abençoe a todos.

Atos 18:12-28

Atos 18.12-28
12 Quando, porém, Gálio era procônsul da Acaia, levantaram-se os judeus, concordemente, contra Paulo e o levaram ao tribunal,
13 dizendo: Este persuade os homens a adorar a Deus por modo contrário à lei.
14 Ia Paulo falar, quando Gálio declarou aos judeus: Se fosse, com efeito, alguma injustiça ou crime da maior gravidade, ó judeus, de razão seria atender-vos;
15 mas, se é questão de palavra, de nomes e da vossa lei, tratai disso vós mesmos; eu não quero ser juiz dessas coisas!
16 E os expulsou do tribunal.
17 Então, todos agarraram Sóstenes, o principal da sinagoga, e o espancavam diante do tribunal; Gálio, todavia, não se incomodava com estas coisas.
18 Mas Paulo, havendo permanecido ali ainda muitos dias, por fim, despedindo-se dos irmãos, navegou para a Síria, levando em sua companhia Priscila e Áqüila, depois de ter raspado a cabeça em Cencréia, porque tomara voto.
19 Chegados a Éfeso, deixou-os ali; ele, porém, entrando na sinagoga, pregava aos judeus.
20 Rogando-lhe eles que permanecesse ali mais algum tempo, não acedeu.
21 Mas, despedindo-se, disse: Se Deus quiser, voltarei para vós outros. E, embarcando, partiu de Éfeso.
22 Chegando a Cesaréia, desembarcou, subindo a Jerusalém; e, tendo saudado a igreja, desceu para Antioquia.
23 Havendo passado ali algum tempo, saiu, atravessando sucessivamente a região da Galácia e Frígia, confirmando todos os discípulos.
24 Nesse meio tempo, chegou a Éfeso um judeu, natural de Alexandria, chamado Apolo, homem eloqüente e poderoso nas Escrituras.
25 Era ele instruído no caminho do Senhor; e, sendo fervoroso de espírito, falava e ensinava com precisão a respeito de Jesus, conhecendo apenas o batismo de João.
26 Ele, pois, começou a falar ousadamente na sinagoga. Ouvindo -o, porém, Priscila e Áqüila, tomaram-no consigo e, com mais exatidão, lhe expuseram o caminho de Deus.
27 Querendo ele percorrer a Acaia, animaram-no os irmãos e escreveram aos discípulos para o receberem. Tendo chegado, auxiliou muito aqueles que, mediante a graça, haviam crido;
28 porque, com grande poder, convencia publicamente os judeus, provando, por meio das Escrituras, que o Cristo é Jesus.


Atos 18:12-28

As intrigas dos judeus e suas acusações diante do indiferente Gálio não impedem que Paulo prossiga sua obra em Corinto. O Senhor o protege, segundo Sua promessa (v. 10).

Depois disso, Paulo se põe novamente a caminho, passa por Éfeso, onde deixa Priscila e Áqüila, zarpa para Cesaréia, sobe até Jerusalém e depois desce para Antioquia, terminando a segunda viagem missionária.

A terceira viagem missionária começa no versículo 23. O incansável apóstolo atravessa novamente a Frígia e a Galácia (16:6), onde as igrejas que tinham sido formadas lhe causavam enorme preocupação (Gálatas 1:2; 4:11).

Nesse meio tempo, chega a Éfeso outro servo de Deus. É Apolo, um pregador que chama a atenção pela eloqüência e poder com que anuncia a Palavra. Estas características são decorrentes de seu fervor (v. 25), pois um homem só pode falar bem daquilo que enche o seu coração (Mateus 12:34-35). Além disso, ele ousadamente "falava e ensinava com precisão a respeito de Jesus". Mas seus talentos não o impedem de receber humildemente as explicações que Priscila e Áqüila lhe deram sobre as verdades que ele ignorava. Apolo está disposto a escutar, e seu serviço na Acaia, para onde se dirige mais tarde, torna-se de grande proveito por causa disso.

Que DEUS abençoe a todos

1 Reis 17:7-24

1 Reis 17:7-24

7 E sucedeu que, passados dias, o ribeiro se secou, porque não tinha havido chuva na terra.
8 Então veio a ele a palavra do Senhor, dizendo:
9 Levanta-te, e vai para Sarepta, que é de Sidom, e habita ali; eis que eu ordenei ali a uma mulher viúva que te sustente.
10 Então ele se levantou, e foi a Sarepta; e, chegando à porta da cidade, eis que estava ali uma mulher viúva apanhando lenha; e ele a chamou, e lhe disse: Traze-me, peço-te, num vaso um pouco de água que beba.
11 E, indo ela a trazê-la, ele a chamou e lhe disse: Traze-me agora também um bocado de pão na tua mão.
12 Porém ela disse: Vive o Senhor teu Deus, que nem um bolo tenho, senão somente um punhado de farinha numa panela, e um pouco de azeite numa botija; e vês aqui apanhei dois cavacos, e vou prepará-lo para mim e para o meu filho, para que o comamos, e morramos.
13 E Elias lhe disse: Não temas; vai, faze conforme à tua palavra; porém faze dele primeiro para mim um bolo pequeno, e traze-mo aqui; depois farás para ti e para teu filho.
14 Porque assim diz o Senhor Deus de Israel: A farinha da panela não se acabará, e o azeite da botija não faltará até ao dia em que o Senhor dê chuva sobre a terra.
15 E ela foi e fez conforme a palavra de Elias; e assim comeu ela, e ele, e a sua casa muitos dias.
16 Da panela a farinha não se acabou, e da botija o azeite não faltou; conforme a palavra do Senhor, que ele falara pelo ministério de Elias.
17 E depois destas coisas sucedeu que adoeceu o filho desta mulher, dona da casa; e a sua doença se agravou muito, até que nele nenhum fôlego ficou.
18 Então ela disse a Elias: Que tenho eu contigo, homem de Deus? vieste tu a mim para trazeres à memória a minha iniqüidade, e matares a meu filho?
19 E ele disse: Dá-me o teu filho. E ele o tomou do seu regaço, e o levou para cima, ao quarto, onde ele mesmo habitava, e o deitou em sua cama,
20 E clamou ao Senhor, e disse: Ó Senhor meu Deus, também até a esta viúva, com quem me hospedo, afligiste, matando-lhe o filho?
21 Então se estendeu sobre o menino três vezes, e clamou ao Senhor, e disse: Ó Senhor meu Deus, rogo-te que a alma deste menino torne a entrar nele.
22 E o Senhor ouviu a voz de Elias; e a alma do menino tornou a entrar nele, e reviveu.
23 E Elias tomou o menino, e o trouxe do quarto à casa, e o deu a sua mãe; e disse Elias: Vês aí, teu filho vive.
24 Então a mulher disse a Elias: Nisto conheço agora que tu és homem de Deus, e que a palavra do Senhor na tua boca é verdade.

1 Reis 17:7-24
Elias não dependia do ribeiro, nem dos corvos, mas da palavra dAquele que lhe dissera: “Ordenei aos corvos que ali mesmo te sustentem” (v. 4). Então, quando o ribeiro secou, ele não ficou desamparado, mas recebeu uma nova mensagem: “Ordenei a uma mulher viúva que te dê comida” (v. 9). Essa viúva estava mergulhada na mais extrema miséria, porém isso não fazia diferença para Elias, pois o Senhor tinha dito que ela o sustentaria! Essa mulher de fé, a quem o Senhor fez referência para os habitantes de Nazaré a fim de envergonhá-los (Lucas 4:25-26), teve uma extraordinária experiência. Quando Deus exige um serviço (neste caso, alimentar Seu profeta), ao mesmo tempo concede o que é necessário para sua realização. Devemos simplesmente fazer o que Deus mandou em primeiro lugar, sem argumentar. Isso é o que nos ensina o pequeno bolo, a prova da fé daquela mulher e a “primícia” da abundância divina para sua casa.

Algum tempo depois, a viúva teve uma segunda experiência ainda mais extraordinária: a morte e ressurreição de seu filho. Aqui nossos pensamentos são elevados do profeta para o Senhor Jesus Cristo, ressurreto dentre os mortos. Ele também não ressuscitou o único filho de outra mulher viúva (Lucas 7:11-15)?

Que DEUS abençoe a todos.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Lucas 19:1-5 - a história de Zaqueu

DA CULPA AO PERDÃO

"Alguma vez você já se sentiu rejeitado, condenado e sem direito a se aproximar de Jesus? Alguma vez você já sentiu que apesar de todos os bens materiais que conseguiu na vida, continua havendo uma sensação de vazio lá dentro do seu coração que não o deixa ser feliz? Então sua vida tem muito a ver com a história de Zaqueu.

Vamos ver o que podemos aprender com a história de Zaqueu: "E, tendo Jesus entrado em Jericó, ia passando. E eis que havia ali um varão chamado Zaqueu; e era este um chefe dos publicanos, e era rico. E procurava ver quem era Jesus, e não podia, por causa da multidão, pois era de pequena estatura. E, correndo adiante, subiu a uma figueira brava para o ver; porque havia de passar por ali. E, quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, viu-o e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, porque hoje me convêm pousar em tua casa" (Lucas 19:1-5).

Zaqueu é apresentado na Bíblia como o símbolo do homem pecador. A história diz que Zaqueu era rico. Homens ricos geralmente usam roupas finas e caras. É interessante notar que às vezes, o pecador é simbolizado na Bíblia por um homem pobre, mal vestido ou quase nu, como no caso do filho pródigo, que voltou para casa vestindo trapos de imundícia e cheirando a porcos. Como na história de Maria Madalena, que foi arrastada pelos cabelos, seminua; ou como no caso do cego de nascença que ficava na porta do templo pedindo esmolas.

Já outras vezes, o pecador é simbolizado por um homem rico e bem vestido, como no caso de Naamã, o capitão do exército sírio, que por trás das suas vestes finas e condecorações gloriosas, escondia a miséria de uma lepra consumindo sua vida.

Este também era o caso de Zaqueu, que aparentemente tinha tudo para ser feliz: usava roupas finas, seus filhos talvez estudassem em escolas particulares de primeira classe, morava numa das mansões da cidade de Jericó, mas não era feliz. Sentia-se rejeitado pela sociedade e atormentado pela própria consciência.

Por que o pecador às vezes é simbolizado por um homem pobre e quase nu, e outras por alguém rico e bem vestido? O que Deus está querendo nos dizer?

Sabe, o que Ele está dizendo é que perante Seus olhos, todos os seres humanos são pecadores, com apenas uma diferença: uns são flagrados em seu erro, e seu pecado é descoberto e exposto para vergonha pública. Dedos acusadores levantam-se muitas vezes para apontá-los e condená-los; estão nus. Outros, perante os olhos divinos, são tão pecadores como os primeiros, mas a lepra do pecado está oculta embaixo de uma vestimenta brilhante. Podem passar pela vida sem que nunca ninguém descubra seu erro. Estão vestindo roupas finas, mas infelizes, desprezados, vazios por dentro, como Zaqueu.

Esses dois grupos precisam de Jesus. Precisam entender que aos olhos da igreja e da sociedade podem ser diferentes, mas são iguais aos olhos de Deus.

Zaqueu procurava ver "quem era Jesus". Estava certo. Vivia uma vida de pecado, usava para proveito próprio a posição que o governo tinha lhe confiado, mas estava certo em sua busca. Cristianismo não é moralismo. A primeira preocupação não deveria ser o que farei ou o que não farei e sim quem é Jesus, a quem amarei e a quem servirei?

No caminho de Damasco, a primeira pergunta de São Paulo não foi: "Que queres que eu faça?", mas sim, "Quem és, Senhor?"

Cristianismo nunca foi apenas o cumprimento dos quês da igreja, mas acima de tudo fidelidade ao Quem, àquEle que nos achou, nos amou, nos perdoou, e nos transformou.

Zaqueu estava certo. Procurava saber quem era Jesus, mas não podia, por causa da "multidão". Qual era a grande dificuldade? Sua pequena estatura? Seu peso? Sua raça? Sua posição social? O que fazia sentir-se indigno? Sua pouca ou muita instrução? Não, isso nunca foi problema para chegar a Jesus. Era a multidão que não lhe permitia aproximar-se do único capaz de preencher-lhe o coração e transformar-lhe a vida.

Você já percebeu que durante o ministério de Cristo na Terra, as multidões sempre atrapalharam a obra da redenção? Lembra do paralítico que um dia precisava desesperadamente de Jesus para ser curado, mas não podia chegar perto dEle por causa da multidão? Os amigos tiveram que fazer um buraco no teto para que pudesse chegar ao Salvador.

Já leu a história da mulher com fluxo de sangue que teve que abrir caminho em meio à multidão para poder tocar o manto de Cristo?

Consegue imaginar o cego que precisava de visão, clamando em alta voz: "... Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim!" (Lucas 18:38)

As multidões ordenaram-lhe guardar silêncio, mas ele continuou gritando.

As multidões sempre se consideraram fiscais da salvação. "Você não, porque é leproso." "Você sim, passe adiante." "Você espere, está imundo; primeiro tome um banho, está cheirando mal, para chegar perto de Jesus."

Certo dia a multidão queria impedir que as crianças se aproximassem do Mestre. Então a voz doce de Jesus disse: "... Deixai vir os meninos a mim, e não os impeçais; porque dos tais é o reino de Deus" (Marcos 10:14).

Multidões! Deus tenha misericórdia das multidões que andam com uma vara de medir a fé e dizer quem é digno e quem não é. Que Deus nos ajude a mostrar ao mundo quem é Jesus. Que Deus nos ensine a tomar a mão dos que se sentem derrotados, tristes, frustrados e rejeitados. Que nos mostre como segurar o braço dos que pensam que nunca conseguirão. Que nos ajude a amá-los, a compreendê-los, a levá-los a Jesus.

Zaqueu sentia-se indigno e pecador. Porém, a multidão o fez sentir-se mais indigno e pecador ainda. Então o homem rico de Jericó pensou que o melhor seria ficar de fora e limitar-se a olhar a Jesus de longe. Foi aí que caiu no erro de muitos hoje, que pensam que cristianismo é seguir a Jesus de longe.

Cristianismo, meu amigo, é um relacionamento diário e permanente com Jesus. Não importa se a multidão dificulta sua aproximação dEle. Faça como o paralítico, que entrou pelo teto, ou como a mulher com o fluxo de sangue, que abriu espaço entre a multidão, ou então clame como o cego: "Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim!" Mas não fique em cima da árvore. Não existem desculpas para ficar longe, na passividade de um sicômoro ou na indiferença de quem vê Jesus passar. Cristianismo é compromisso com Jesus, é envolvimento com Sua igreja, é a participação de Sua missão. Cristianismo nunca foi contemplar Jesus comodamente de um sicômoro, enquanto se ruminam mágoas e ressentimentos e se é consumido por lembranças tristes que a multidão imprimiu dolorosamente em sua vida. Não, cristianismo é chegar perto de Jesus, apesar da multidão.

Jesus atravessava a cidade seguido pela multidão, e lá estava Zaqueu em cima de um sicômoro. Por que será que os homens estão sempre plantando árvores para ficar em cima vendo Jesus passar? Zaqueu estava em cima de um sicômoro. Mas podia ter sido uma árvore de preconceitos, temores ou dúvidas. Quem sabe uma árvore de mágoas, ressentimentos ou simplesmente de orgulho e incredulidade. Tanto faz.

De repente, Jesus parou e, em meio a tanta gente, olhou para Zaqueu: "... Zaqueu, desce depressa, porque hoje me convêm pousar em tua casa" (Lucas 19:5).

Tenho tentado muitas vezes imaginar aquela cena. Imagino Zaqueu olhando de um lado para outro, desconcertado, querendo que Jesus estivesse falando com ele, mas com medo de receber uma resposta negativa ao perguntar:

- É comigo, Senhor? Não está equivocado? Eu sou Zaqueu, um ladrão, um homem injusto. É comigo que vai jantar esta noite?

Você já pensou, meu amigo, que naquele dia havia milhares de pessoas junto a Jesus? Centenas de homens e mulheres que lutavam um contra o outro por um lugar especial perto de Jesus? Cada um sentindo-se com mais direito do que o outro, e de repente o Mestre olha para quem não esperava nada, para quem se sentia indigno, insignificante, perdido entre os galhos de um sicômoro, e o chama pelo nome: "Zaqueu"? Assim são as coisas com Jesus. Para Ele não existem multidões, existem pessoas. Para Ele você não é apenas um produto ou um número na estatística. Você é gente. Ele se preocupa com você, com seus sentimentos, com seus sonhos, alegrias e tristezas. Ele chora com sua dor e se alegra com seus sorrisos. Você é tão importante para Ele que um dia Ele deixou tudo e veio a este mundo para buscá-lo. Ele sabe seu nome, onde você mora, conhece suas ansiedades, sabe que você pode estar tentando ser um homem resistente ao apelo divino, dizendo para si: "Eu só quero vê-Lo de longe." Mas na realidade você é um homem solitário e sincero que precisa dEle como todo ser humano.

- É comigo, Senhor? - você pergunta.

- Sim, é com você, Henrique, Isaura, Francisco, Aparecida, é com você mesmo.

- Mas, Senhor! Eu fumo, bebo, tenho uma vida irregular, eu sou indigno.

- Não importa, é com você. É por você que Eu vim, Eu o amo não pelo que você faz ou deixa de fazer, mas pelo que você é: um ser humano maravilhoso, apenas isso.

Nunca terei palavras para agradecer a Deus, porque um dia, entre bilhões de seres humanos, o Senhor Jesus Se deteve no caminho da vida e olhou para mim. Não me achou em cima de uma árvore. Achou-me atrás de um púlpito, com uma régua na mão para medir o "cristianismo" da minha igreja sem medo de apontar o pecado "pelo nome", pregando sobre o amor de Deus sem jamais tê-lo experimentado, vestindo a imagem de um jovem pastor muito preocupado em descobrir os "pecados ocultos", para levar à igreja a reforma.

E o Senhor Jesus, com sua voz mansa disse: - Filho, desce dessa árvore de apóstolo da reforma. Quero ficar com você, quero que Me conheça de verdade e compreenda que as coisas não são assim como você pensa. Quero que saiba que não é com o regulamento numa mão e a vara na outra que se reformam as vidas.

A maneira como Jesus tratou a Zaqueu é a maneira como Ele quer levar Sua igreja ao reavivamento e à reforma completa.

Veja que Jesus não olhou para Zaqueu e disse:

- Zaqueu, você é um ladrão. O que você faz é uma vergonha. Estou disposto a lhe dar o privilégio de Me hospedar, mas antes quero que você confesse publicamente que é ladrão, e que devolva o dinheiro que roubou dos outros.

Eu imagino que era isso que a multidão esperava. Mas Jesus não fez nada disso. Havia algo de maravilhoso com Ele. Os pecadores se sentiam amados na Sua presença. Quer dizer que Ele apoiava a vida errada dos homens? Não. Claro que não. A conduta deles é que mudava. Mas Ele nunca os fazia sentir mais pecadores do que já eram. Não precisava agredi-los para inspirar neles o desejo de mudança de vida.

E agora vejamos a atitude de Zaqueu. O que foi que ele fez? Será que ele desceu do sicômoro e disse para Jesus:

- Obrigado, Senhor, por lembrar-Te de mim. Eu nunca poderei agradecer-Te pelo fato de olhares para mim em meio a tanta gente. Agora fica um pouco aqui. Deixa-me ir e arrumar a casa. As coisas não estão bem por lá. Deixa-me fazer uma faxina completa e preparar uma refeição gostosa, então voltarei e iremos juntos.

Foi isso que Zaqueu falou? Não. Por que não? Porque se pudéssemos deixar Jesus aguardando para primeiro limpar a casa não precisaríamos dEle.

Aqui está envolvido o maravilhoso princípio da justificação, que é pela fé, e da santificação, que também é pela fé. É Ele que limpa a vida. É Ele que coloca as coisas em ordem. É Ele que corrige, que conserta, que purifica. Por favor, nunca cometamos a tolice de agradecer a Deus pelo perdão e depois, sozinhos, tentemos colocar a vida em ordem.

O que foi que Zaqueu fez? Acho que ele colocou sua mão na mão de Jesus. Era um homem solitário, rejeitado pela sociedade e que precisava que alguém lhe restaurasse o senso de humanidade. Ali estava uma mão estendida com amor, e ele agarrou-se a ela, apesar de ser um publicano, um ladrão, um pecador.

A multidão não ficou contente com a atitude de Jesus. "Ah!", pensaram no coração, "Ele parecia ser o Messias, mas em lugar de condenar os pecadores, recebe-os, junta-Se a eles e não os repreende".

Você já pensou que enquanto Jesus esteve na Terra nunca condenou os derrotados, os marginais, os ladrões ou as prostitutas? As poucas vezes que Ele condenou alguém, foram aqueles que achavam que estava tudo bem com eles, aqueles que se consideravam os guardiões da fé, a norma de vida de seus semelhantes.

Graças a Deus porque Jesus veio a este mundo buscar os perdidos, os derrotados, os cansados de lutar sem nunca conseguir. Se você é um deles, alegre-se e louve o nome do Senhor, porque foi por você que Ele veio.

Ele o está procurando, não importa onde você esteja, onde se escondeu, ou para onde fugiu. Um dia a voz de Jesus o alcançará e o chamará pelo seu nome, e talvez isso esteja acontecendo neste momento.

Você está tremendo em cima do sicômoro da vida, sente-se rejeitado, triste, frustrado? Sente que nunca vai conseguir? Ouça a voz do Mestre dizendo:

- Filho, Eu amo você. Desça daí, quero ficar com você, quero entrar em sua vida e colocar cada coisa em seu lugar. Quero limpar o que tem que ser limpo, consertar o que tem de ser consertado.

Olhe agora para Zaqueu. Nenhuma palavra. Apenas caminhavam juntos, de mãos dadas, e aquele laço de amor penetrou na vida daquele publicano. Enquanto caminhavam juntos, a vida de Jesus, Seu poder, Sua vitória, transmitiu-se para o pobre homem, gerando nele o desejo de mudar de vida. Depois Zaqueu levantou-se e disse: "... Senhor, eis que eu dou aos pobres metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado" (Lucas 19:8).

Este é o resultado inevitável de estar em Jesus e andar com Ele. É impossível andar com Jesus e conviver com o pecado ao mesmo tempo. Essas coisas não combinam.

Que dia extraordinário aquele! No início, Zaqueu não passava de um homem solitário, frustrado e vazio, apesar de sua invejável posição social e financeira. No fim do dia era um homem feliz, completo, transformado em Cristo.

Zaqueu conhecia os dois lados da vida. O desespero e a esperança, o vazio e a plenitude, a tristeza e a alegria, a condenação e o perdão, a derrota e a vitória. Certamente Zaqueu podia dizer: "Jesus, Tu és a Minha Vida".

ORAÇÃO

Senhor, muito obrigado. Obrigado porque um dia me achou em cima da árvore que plantei para permanecer indiferente a Ti. Obrigado porque neste momento posso ouvir Tua voz me chamando pessoalmente. Estou respondendo ao Teu chamado. Abençoa-me sempre. Em nome de Jesus. Amém.

Que DEUS abençoe a todos.

Hebreus 12:2

Sexta-feira 18 Setembro

Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus (Hebreus 12:2).

COMO O SER HUMANO ACEITA A SALVAÇÃO?
As palavras do Salvador moribundo: “Está consumado”, referidas no evangelho de João (19:30), proclamam a plenitude da salvação: o grande problema da relação do homem pecador com o Deus santos encontrou sua solução definitiva na cruz. O próprio Deus demonstrou isso ao ressuscitar Jesus; dessa maneira confirmou a Sua inteira satisfação com a obra expiatória dos pecados na cruz. Da parte de Deus tudo está perfeitamente cumprido. E Ele anuncia esse fato aos seres humanos e deles espera uma resposta. Qual será a sua, leitor?

– A dúvida, que tem a aparência de humildade, mas que, na verdade, faz Deus mentiroso?

– O orgulho que se recusa a submeter-se a Ele?

– A pretensão de oferecer a Deus as boas intenções que você tem e as boas obras que faz, como se a obra de Cristo fosse insuficiente?

– A indiferença? Os problemas do momento nos absorvem. Alguns se sentem culpados e adiam a decisão porque não querem se comprometer, alegando que a religião é muito severa e que existem outras seitas mais razoáveis…

– Ou a fé que aceita humildemente, sem argumentos, tanto o que Deus diz a nosso respeito quanto o que Ele fala acerca de Cristo e de Sua obra? A fé que se submete, agradece e adora?

Enfim, qual será sua resposta?

Que DEUS abençoe a todos.