Atos 16.1-15
1 Chegou também a Derbe e a Listra. Havia ali um discípulo chamado Timóteo, filho de uma judia crente, mas de pai grego;
2 dele davam bom testemunho os irmãos em Listra e Icônio.
3 Quis Paulo que ele fosse em sua companhia e, por isso, circuncidou -o por causa dos judeus daqueles lugares; pois todos sabiam que seu pai era grego.
4 Ao passar pelas cidades, entregavam aos irmãos, para que as observassem, as decisões tomadas pelos apóstolos e presbíteros de Jerusalém.
5 Assim, as igrejas eram fortalecidas na fé e, dia a dia, aumentavam em número.
6 E, percorrendo a região frígio-gálata, tendo sido impedidos pelo Espírito Santo de pregar a palavra na Ásia,
7 defrontando Mísia, tentavam ir para Bitínia, mas o Espírito de Jesus não o permitiu.
8 E, tendo contornado Mísia, desceram a Trôade.
9 À noite, sobreveio a Paulo uma visão na qual um varão macedônio estava em pé e lhe rogava, dizendo: Passa à Macedônia e ajuda-nos.
10 Assim que teve a visão, imediatamente, procuramos partir para aquele destino, concluindo que Deus nos havia chamado para lhes anunciar o evangelho.
11 Tendo, pois, navegado de Trôade, seguimos em direitura a Samotrácia, no dia seguinte, a Neápolis
12 e dali, a Filipos, cidade da Macedônia, primeira do distrito e colônia. Nesta cidade, permanecemos alguns dias.
13 No sábado, saímos da cidade para junto do rio, onde nos pareceu haver um lugar de oração; e, assentando-nos, falamos às mulheres que para ali tinham concorrido.
14 Certa mulher, chamada Lídia, da cidade de Tiatira, vendedora de púrpura, temente a Deus, nos escutava; o Senhor lhe abriu o coração para atender às coisas que Paulo dizia.
15 Depois de ser batizada, ela e toda a sua casa, nos rogou, dizendo: Se julgais que eu sou fiel ao Senhor, entrai em minha casa e aí ficai. E nos constrangeu a isso.
Atos 16:1-15
Paulo está novamente em Derbe e Listra, onde, por ocasião de sua primeira visita, tinham-se formado algumas igrejas. Aqui nos é apresentado o jovem Timóteo, cujo nome significa "honrado por Deus". Ele havia sido instruído no conhecimento das Sagradas Escrituras por uma mãe e uma avó piedosas (2 Timóteo 1:5 e 3:15). Essa foi uma boa preparação para o serviço que daqui em diante ele haveria de cumprir juntamente com o apóstolo, 'como um filho servindo ao pai' (Filipenses 2:22).
A partir do versículo 10, a formulação da sentença com "nós" (oculto) revela que o escritor desse livro, Lucas, passou a estar com eles também (com Paulo e Silas). Olhando o mapa, percebe-se que primeiro quiseram ir para a esquerda, para a província da Ásia (a região de Éfeso), depois para a direita, até a Bitínia. Mas o apóstolo e seus companheiros foram chamados pelo Espírito a seguir rumo reto, à frente, para a Macedônia, do outro lado do mar Egeu. Ao servo obediente convém cuidar-se para não forçar portas fechadas, ao contrário, deve esperar por orientação de cima.
Assim, Filipos é a primeira cidade da Europa a ouvir o evangelho, e a primeira conversão mencionada é a de Lídia. O Senhor lhe abriu o coração para que estivesse atenta à mensagem. Peçamos ao Senhor que também abra o nosso coração e nos guarde de todas as distrações cada vez que ouvirmos a Sua Palavra.
Que DEUS abençoe a todos.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
1 Reis 15:9-24
1 Reis 15:9-24
9 E no vigésimo ano de Jeroboão, rei de Israel, começou Asa a reinar em Judá.
10 E quarenta e um anos reinou em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Maaca, filha de Absalão.
11 E Asa fez o que era reto aos olhos do Senhor, como Davi seu pai.
12 Porque tirou da terra os sodomitas, e removeu todos os ídolos que seus pais fizeram.
13 E até a Maaca, sua mãe, removeu para que não fosse rainha, porquanto tinha feito um horrível ídolo a Asera; também Asa desfez o seu ídolo horrível, e o queimou junto ao ribeiro de Cedrom.
14 Os altos, porém, não foram tirados; todavia foi o coração de Asa reto para com o Senhor todos os seus dias.
15 E à casa do Senhor trouxe as coisas consagradas por seu pai, e as coisas que ele mesmo consagrara; prata, ouro e vasos.
16 E houve guerra entre Asa e Baasa, rei de Israel, todos os seus dias.
17 Porque Baasa, rei de Israel, subiu contra Judá, e edificou a Ramá, para que a ninguém fosse permitido sair, nem entrar a ter com Asa, rei de Judá.
18 Então Asa tomou toda a prata e ouro que ficaram nos tesouros da casa do Senhor, e os tesouros da casa do rei, e os entregou nas mãos de seus servos; e o rei Asa os enviou a Ben-Hadade, filho de Tabrimom, filho de Heziom, rei da Siría, que habitava em Damasco, dizendo:
19 Haja acordo entre mim e ti, como houve entre meu pai e teu pai; eis que te mando um presente, prata e ouro; vai, e anula o teu acordo com Baasa, rei de Israel, para que se retire de sobre mim.
20 E Ben-Hadade deu ouvidos ao rei Asa, e enviou os capitães dos seus exércitos contra as cidades de Israel; e feriu a Ijom, e a Dã, e a Abel-Bete-Maaca, e a toda a Quinerete, com toda a terra de Naftali.
21 E sucedeu que, ouvindo-o Baasa, deixou de edificar a Ramá; e ficou em Tirza.
22 Então o rei Asa fez apregoar por toda a Judá que todos, sem exceção, trouxessem as pedras de Ramá, e a sua madeira com que Baasa edificara; e com elas edificou o rei Asa a Geba de Benjamim e a Mizpá.
23 Quanto ao mais de todos os atos de Asa, e a todo o seu poder, e a tudo quanto fez, e as cidades que edificou, porventura não está escrito no livro das crônicas dos reis de Judá? Porém, no tempo da sua velhice, padeceu dos pés.
24 E Asa dormiu com seus pais, e foi sepultado com seus pais na cidade de Davi, seu pai; e Jeosafá, seu filho, reinou em seu lugar.
1 Reis 15:9-24
Depois de Abias, seu filho Asa ocupa o trono de Judá. O reinado dele foi longo e bem contrastante com os dois reis que o precederam! Asa “fez o que era reto aos olhos do Senhor” (v. 11). E fazer o que era reto consiste primeiro em retirar, remover, destruir e queimar – uma atitude muito mais corajosa e difícil, pois envolvia enfrentar sua avó, Maaca, uma idólatra! Conhecemos as palavras do Senhor: “Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim” (Mateus 10:37). Desde o tempo de Asa, muitos jovens convertidos tiveram, e ainda têm, de enfrentar suas próprias famílias! Por outro lado, que privilégio ter pais encorajadores e que dão exemplo. Pense sobre esse jovem rei, cujo pai, avô e avó apenas lhe deram maus exemplos! É triste constatar que o fim do reinado de Asa não corresponde ao seu início; em vez de procurar ajuda do Senhor contra Baasa, ele faz uma aliança com Ben-Hadade. O segundo livro de Crônicas (cap. 16) nos permitirá retomar mais detalhadamente a história desse reinado e as lições que dela podemos extrair.
Que DEUS abençoe a todos.
9 E no vigésimo ano de Jeroboão, rei de Israel, começou Asa a reinar em Judá.
10 E quarenta e um anos reinou em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Maaca, filha de Absalão.
11 E Asa fez o que era reto aos olhos do Senhor, como Davi seu pai.
12 Porque tirou da terra os sodomitas, e removeu todos os ídolos que seus pais fizeram.
13 E até a Maaca, sua mãe, removeu para que não fosse rainha, porquanto tinha feito um horrível ídolo a Asera; também Asa desfez o seu ídolo horrível, e o queimou junto ao ribeiro de Cedrom.
14 Os altos, porém, não foram tirados; todavia foi o coração de Asa reto para com o Senhor todos os seus dias.
15 E à casa do Senhor trouxe as coisas consagradas por seu pai, e as coisas que ele mesmo consagrara; prata, ouro e vasos.
16 E houve guerra entre Asa e Baasa, rei de Israel, todos os seus dias.
17 Porque Baasa, rei de Israel, subiu contra Judá, e edificou a Ramá, para que a ninguém fosse permitido sair, nem entrar a ter com Asa, rei de Judá.
18 Então Asa tomou toda a prata e ouro que ficaram nos tesouros da casa do Senhor, e os tesouros da casa do rei, e os entregou nas mãos de seus servos; e o rei Asa os enviou a Ben-Hadade, filho de Tabrimom, filho de Heziom, rei da Siría, que habitava em Damasco, dizendo:
19 Haja acordo entre mim e ti, como houve entre meu pai e teu pai; eis que te mando um presente, prata e ouro; vai, e anula o teu acordo com Baasa, rei de Israel, para que se retire de sobre mim.
20 E Ben-Hadade deu ouvidos ao rei Asa, e enviou os capitães dos seus exércitos contra as cidades de Israel; e feriu a Ijom, e a Dã, e a Abel-Bete-Maaca, e a toda a Quinerete, com toda a terra de Naftali.
21 E sucedeu que, ouvindo-o Baasa, deixou de edificar a Ramá; e ficou em Tirza.
22 Então o rei Asa fez apregoar por toda a Judá que todos, sem exceção, trouxessem as pedras de Ramá, e a sua madeira com que Baasa edificara; e com elas edificou o rei Asa a Geba de Benjamim e a Mizpá.
23 Quanto ao mais de todos os atos de Asa, e a todo o seu poder, e a tudo quanto fez, e as cidades que edificou, porventura não está escrito no livro das crônicas dos reis de Judá? Porém, no tempo da sua velhice, padeceu dos pés.
24 E Asa dormiu com seus pais, e foi sepultado com seus pais na cidade de Davi, seu pai; e Jeosafá, seu filho, reinou em seu lugar.
1 Reis 15:9-24
Depois de Abias, seu filho Asa ocupa o trono de Judá. O reinado dele foi longo e bem contrastante com os dois reis que o precederam! Asa “fez o que era reto aos olhos do Senhor” (v. 11). E fazer o que era reto consiste primeiro em retirar, remover, destruir e queimar – uma atitude muito mais corajosa e difícil, pois envolvia enfrentar sua avó, Maaca, uma idólatra! Conhecemos as palavras do Senhor: “Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim” (Mateus 10:37). Desde o tempo de Asa, muitos jovens convertidos tiveram, e ainda têm, de enfrentar suas próprias famílias! Por outro lado, que privilégio ter pais encorajadores e que dão exemplo. Pense sobre esse jovem rei, cujo pai, avô e avó apenas lhe deram maus exemplos! É triste constatar que o fim do reinado de Asa não corresponde ao seu início; em vez de procurar ajuda do Senhor contra Baasa, ele faz uma aliança com Ben-Hadade. O segundo livro de Crônicas (cap. 16) nos permitirá retomar mais detalhadamente a história desse reinado e as lições que dela podemos extrair.
Que DEUS abençoe a todos.
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1 Reis 15:9-24
1 Reis 14:21-31 e 15:1-8
Reis 14:21-31
21 E Roboão, filho de Salomão, reinava em Judá; de quarenta e um anos de idade era Roboão quando começou a reinar, e dezessete anos reinou em Jerusalém, na cidade que o Senhor escolhera de todas as tribos de Israel para pôr ali o seu nome; e era o nome de sua mãe Naamá, amonita.
22 E fez Judá o que era mau aos olhos do Senhor; e com os seus pecados que cometeram, provocaram-no a zelos, mais do que todos os seus pais fizeram.
23 Porque também eles edificaram altos, e estátuas, e imagens de Asera sobre todo o alto outeiro e debaixo de toda a árvore verde.
24 Havia também sodomitas na terra; fizeram conforme a todas as abominações dos povos que o Senhor tinha expulsado de diante dos filhos de Israel.
25 Ora, sucedeu que, no quinto ano do rei Roboão, Sisaque, rei do Egito, subiu contra Jerusalém,
26 E tomou os tesouros da casa do Senhor e os tesouros da casa do rei; e levou tudo. Também tomou todos os escudos de ouro que Salomão tinha feito.
27 E em lugar deles fez o rei Roboão escudos de cobre, e os entregou nas mãos dos chefes da guarda que guardavam a porta da casa do rei.
28 E todas as vezes que o rei entrava na casa do Senhor, os da guarda os levavam, e depois os tornavam à câmara da guarda.
29 Quanto ao mais dos atos de Roboão, e a tudo quanto fez, porventura não está escrito no livro das crônicas dos reis de Judá?
30 E houve guerra entre Roboão e Jeroboão todos os seus dias.
31 E Roboão dormiu com seus pais, e foi sepultado com seus pais na cidade de Davi; e era o nome de sua mãe Naamá, amonita; e Abias, seu filho, reinou em seu lugar.
1 Reis 15:1-8
1 E NO décimo oitavo ano do rei Jeroboão, filho de Nebate, Abias começou a reinar sobre Judá.
2 E reinou três anos em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Maaca, filha de Absalão.
3 E andou em todos os pecados que seu pai tinha cometido antes dele; e seu coração não foi perfeito para com o Senhor seu Deus como o coração de Davi, seu pai.
4 Mas por amor de Davi o Senhor seu Deus lhe deu uma lâmpada em Jerusalém, levantando a seu filho depois dele, e confirmando a Jerusalém.
5 Porquanto Davi tinha feito o que era reto aos olhos do Senhor, e não se tinha desviado de tudo quanto lhe ordenara em todos os dias da sua vida, senão só no negócio de Urias, o heteu.
6 E houve guerra entre Roboão e Jeroboão todos os dias da sua vida.
7 Quanto ao mais dos atos de Abias, e a tudo quanto fez, porventura não está escrito no livro das crônicas dos reis de Judá? Também houve guerra entre Abias e Jeroboão.
8 E Abias dormiu com seus pais, e o sepultaram na cidade de Davi; e Asa, seu filho, reinou em seu lugar.
1 Reis 14:21-31 e 15:1-8
Roboão reina ao mesmo tempo que Jeroboão. Embora seu reino fosse menor, ele governava sobre a melhor parte. A capital ainda era Jerusalém, onde ficava o templo, a santa habitação do Senhor e o ponto de encontro de todo Israel. O próprio Roboão é neto de Davi, um descendente legítimo. Infelizmente, com todos esses privilégios, veja a que nível o povo de Deus caiu, pouquíssimos anos depois dos gloriosos dias do capítulo 8 (vv. 65-66)! Assim como as pragas podem em um período curto de tempo infestar o mais belo jardim, a idolatria introduzida por Salomão contaminou o país inteiro. Mas isso não foi tudo! Roboão não foi vigilante, e o inimigo se aproveitou disso. O rei sofreu a perda de todos os seus tesouros e de tudo o que o protegia (os escudos). Séria advertência para cada um de nós! Se não vigiarmos nosso coração, o inimigo logo disseminará nele as sementes da idolatria. Então, quando elas tiverem crescido, ele não terá a menor dificuldade de levar nossos mais preciosos tesouros, que talvez nossos pais ou avós nos tenham legado: Cristo e Sua Palavra.
Abias sucedeu Roboão e os três anos de seu reinado foram suficientes para demonstrar que ele perseverava em todos os pecados praticados por seu pai.
Que DEUS abençoe a todos.
21 E Roboão, filho de Salomão, reinava em Judá; de quarenta e um anos de idade era Roboão quando começou a reinar, e dezessete anos reinou em Jerusalém, na cidade que o Senhor escolhera de todas as tribos de Israel para pôr ali o seu nome; e era o nome de sua mãe Naamá, amonita.
22 E fez Judá o que era mau aos olhos do Senhor; e com os seus pecados que cometeram, provocaram-no a zelos, mais do que todos os seus pais fizeram.
23 Porque também eles edificaram altos, e estátuas, e imagens de Asera sobre todo o alto outeiro e debaixo de toda a árvore verde.
24 Havia também sodomitas na terra; fizeram conforme a todas as abominações dos povos que o Senhor tinha expulsado de diante dos filhos de Israel.
25 Ora, sucedeu que, no quinto ano do rei Roboão, Sisaque, rei do Egito, subiu contra Jerusalém,
26 E tomou os tesouros da casa do Senhor e os tesouros da casa do rei; e levou tudo. Também tomou todos os escudos de ouro que Salomão tinha feito.
27 E em lugar deles fez o rei Roboão escudos de cobre, e os entregou nas mãos dos chefes da guarda que guardavam a porta da casa do rei.
28 E todas as vezes que o rei entrava na casa do Senhor, os da guarda os levavam, e depois os tornavam à câmara da guarda.
29 Quanto ao mais dos atos de Roboão, e a tudo quanto fez, porventura não está escrito no livro das crônicas dos reis de Judá?
30 E houve guerra entre Roboão e Jeroboão todos os seus dias.
31 E Roboão dormiu com seus pais, e foi sepultado com seus pais na cidade de Davi; e era o nome de sua mãe Naamá, amonita; e Abias, seu filho, reinou em seu lugar.
1 Reis 15:1-8
1 E NO décimo oitavo ano do rei Jeroboão, filho de Nebate, Abias começou a reinar sobre Judá.
2 E reinou três anos em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Maaca, filha de Absalão.
3 E andou em todos os pecados que seu pai tinha cometido antes dele; e seu coração não foi perfeito para com o Senhor seu Deus como o coração de Davi, seu pai.
4 Mas por amor de Davi o Senhor seu Deus lhe deu uma lâmpada em Jerusalém, levantando a seu filho depois dele, e confirmando a Jerusalém.
5 Porquanto Davi tinha feito o que era reto aos olhos do Senhor, e não se tinha desviado de tudo quanto lhe ordenara em todos os dias da sua vida, senão só no negócio de Urias, o heteu.
6 E houve guerra entre Roboão e Jeroboão todos os dias da sua vida.
7 Quanto ao mais dos atos de Abias, e a tudo quanto fez, porventura não está escrito no livro das crônicas dos reis de Judá? Também houve guerra entre Abias e Jeroboão.
8 E Abias dormiu com seus pais, e o sepultaram na cidade de Davi; e Asa, seu filho, reinou em seu lugar.
1 Reis 14:21-31 e 15:1-8
Roboão reina ao mesmo tempo que Jeroboão. Embora seu reino fosse menor, ele governava sobre a melhor parte. A capital ainda era Jerusalém, onde ficava o templo, a santa habitação do Senhor e o ponto de encontro de todo Israel. O próprio Roboão é neto de Davi, um descendente legítimo. Infelizmente, com todos esses privilégios, veja a que nível o povo de Deus caiu, pouquíssimos anos depois dos gloriosos dias do capítulo 8 (vv. 65-66)! Assim como as pragas podem em um período curto de tempo infestar o mais belo jardim, a idolatria introduzida por Salomão contaminou o país inteiro. Mas isso não foi tudo! Roboão não foi vigilante, e o inimigo se aproveitou disso. O rei sofreu a perda de todos os seus tesouros e de tudo o que o protegia (os escudos). Séria advertência para cada um de nós! Se não vigiarmos nosso coração, o inimigo logo disseminará nele as sementes da idolatria. Então, quando elas tiverem crescido, ele não terá a menor dificuldade de levar nossos mais preciosos tesouros, que talvez nossos pais ou avós nos tenham legado: Cristo e Sua Palavra.
Abias sucedeu Roboão e os três anos de seu reinado foram suficientes para demonstrar que ele perseverava em todos os pecados praticados por seu pai.
Que DEUS abençoe a todos.
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1 Reis 14:21-31 e 15:1-8
domingo, 13 de setembro de 2009
São João 17:3
CONHECER JESUS É TUDO
"A pergunta do jovem rico: "O que farei para herdar a vida eterna?", é a pergunta que palpita no coração da humanidade. O homem foi criado para viver. O que ele mais quer é viver. A vida pode ser a mais miserável das vidas, mas quando chega a hora da morte o homem se agarra com desespero à vida.
A morte é um intruso na experiência humana e por isso não é aceita. O maior desejo do homem é viver. Para ter vida ele é capaz de fazer qualquer coisa, pagar qualquer preço, realizar qualquer sacrifício. "O que farei para herdar a vida eterna?", é o grito desesperado do coração humano.
"E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste" (São João 17:3).
Você vê? O segredo da vida eterna não consiste apenas no conhecimento de um corpo de doutrinas ou na aceitação de uma determinada Igreja. O segredo é o conhecimento de uma pessoa: a pessoa maravilhosa que é Jesus Cristo. O verdadeiro cristianismo é um relacionamento de duas pessoas: o ser humano e Cristo. O que mais importa em nossa experiência espiritual não é o que cremos mas em quem cremos.
A razão para acreditar que o verdadeiro cristianismo é o relacionamento pessoal entre Cristo e o homem é que a justiça e o pecado só podem existir entre pessoas. Uma estrela, um gato, uma mesa ou uma pedra não podem pecar ou ser justos. Só as pessoas pecam. Por isto o pecado, mais do que a violação da lei, é a interrupção do relacionamento de amor entre Cristo e o ser humano.
Esta é a verdadeira tragédia do pecado. Quando peco, estou ferindo meu Jesus, ferindo a mim mesmo e trazendo separação entre ambos.
A maldade do pecado do Éden está melhor revelada no fato de Adão se esconder de Deus e não propriamente no comer do fruto proibido. O pior do pecado é isso: o ser humano que outrora corria e se jogava nos braços do Pai amante, depois de pecar, escondeu-se de medo e causou profundo sofrimento ao coração de Deus.
O Pai não estava triste porque alguém comeu uma fruta, Ele estava sofrendo por causa da separação.
Isto nos leva à conclusão de que a salvação e a vida eterna nada mais são do que uma reconciliação ou um novo relacionamento pessoal com o Senhor da salvação. Somos salvos, quando cremos em Jesus, quando amamos a pessoa de Jesus, não apenas Seu nome, nem Suas doutrinas, nem apenas Sua Igreja.
Não podemos, porém, amar uma pessoa sem conhecê-la, por isso o inimigo fará todo o possível para nos distanciar mais e mais de Deus, ou então para aproximar-nos dEle com uma idéia errada do Pai. O inimigo não quer que conheçamos Jesus ou, na pior das hipóteses, quer que O conheçamos com a imagem de um Deus tirano, ditador, preocupado mais com Suas normas do que com Seus filhos.
Com essa imagem de Deus que não inspira amor, inspira medo; não inspira desejo de servi-Lo, gera a obrigação de servi-Lo, o inimigo procura nos levar a uma religião triste, a um cristianismo formal. É o medo do castigo que nos leva a obedecer. O inimigo fica feliz com isso. Conseguiu o que queria. Se não conseguiu levar-nos para longe do Pai, ao menos trouxe-nos para perto dEle pelos motivos errados.
Conhecer Jesus é Tudo, sabe por quê? Porque ao conhecê-Lo como na realidade Ele é, ao conhecer o que Ele fez por nós na Cruz do Calvário, ao saber o quanto Ele nos amou e nos ama apesar de nossas atitudes ou de nossa rebeldia, não teremos outro caminho senão apaixonar-nos por Ele, amá-Lo com todas as forças de nosso ser. E porque O amamos, desejaremos ser como Ele é, viver como Ele quer. Vamos querer ver sempre um sorriso de felicidade em Seu rosto e conseqüentemente, deixaremos de fazer tudo aquilo que O deixa triste e faremos tudo aquilo que O deixa feliz.
Conhecer Jesus é tudo porque a salvação não provêm do esforço humano, ela é um presente de Deus e esse presente é a pessoa de Jesus Cristo. A salvação não vem de Jesus Cristo. A salvação é Jesus Cristo. Aceitar a salvação é aceitar a Jesus Cristo. Conhecer Jesus é ter a salvação e, portanto, ter a vida eterna.
Quando São João fala de "Conhecer Jesus" não está falando apenas de um conhecimento teórico. João vivia numa época em que predominava o pensamento helenístico. Os gregos endeusavam o conhecimento teórico. Para um grego dizer que conhecia uma flor, ele ia à biblioteca, estudava tudo o que as enciclopédias e livros falavam sobre a flor, e dizia: "Conheço a flor". João não. Para ele dizer que conhecia a flor, além de ler os livros, ele ia ao campo, tocava a flor, sentia a flor, cheirava a flor, acariciava-a e então dizia: "Conheço a flor".
Conhecer, para os gregos que viviam no tempo de João, era acumular conhecimento teórico. Conhecer, para o discípulo amado, era uma experiência de vida. O conhecimento teórico pode ajudar enquanto as coisas andam bem. O conhecimento experimental é, por sua vez, a única solução para os momentos de crise.
A maioria dos discípulos limitava-se a ouvir as palavras de Jesus. João ia mais além: ficava perto do Mestre e reclinava a cabeça no coração de Jesus. A diferença revelou-se na crise. Quando os judeus prenderam Jesus e O levaram ao Calvário, todo mundo O abandonou. O único que ficou perto foi aquele que não se contentou em ouvir Jesus, nem apenas saber acerca dEle, e sim o que procurou um conhecimento experimental.
"E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste." (São João 17:3)
Simples como a flor, como uma criança, como um sorriso, como todas as coisas de Deus. Nós, os seres humanos é que às vezes complicamos as coisas, as tornamos difíceis e roubamo-lhes a beleza natural.
Pessoalmente, levei anos para entender algo tão simples. A minha experiência cristã quando jovem foi uma experiência asfixiante, mas Deus me ajudou a descobrir Jesus como uma pessoa e não simplesmente como uma teoria.
Corria o ano de 1972. Eu era missionário entre os índios da tribo Campa, que moram nas margens do rio Perené, na Amazônia de meu país. Naquela manhã de sexta-feira, saí de casa com o objetivo de visitar uma aldeia localizada a duas horas de caminho através da floresta. Não soube precisar em que momento perdi a trilha. Esforcei-me para achá-la, mas toda tentativa acabava me desorientando mais. Os minutos e as horas foram passando e então as nuvens escuras apareceram anunciando a tormenta.
A chuva chegou junto com a noite, implacável. Assentei-me no chão, debaixo de uma árvore, e vi passar o tempo, rogando a Deus que me ajudasse a sair daquela situação difícil. Não sei quanto tempo fiquei desse jeito, mas quando notei que a chuva tinha diminuído, reiniciei a caminhada em meio à escuridão e o barro. Estava completamente molhado, cansado, faminto e a esta altura, quase desesperado. "Você não pode parar, vai ter que continuar". Repetia. "Você vai conseguir. Daqui a pouco você achará a aldeia, não pode é ficar aqui parado."
Mas algo me dizia que tudo era inútil, que o melhor seria ficar ali e esperar a luz do novo dia. Ficar ali? Molhado como estava? Sozinho? E se alguma fera aparecesse? Era a primeira vez que me acontecia uma coisa assim. Eu não conhecia a selva. Tinha chegado da capital havia poucos meses. Senti que o medo estava tomando conta de mim e corri. Corri como um louco, como se alguém estivesse me perseguindo. A chuva molhava meu rosto, dificultando a visão, se é que se podia enxergar alguma coisa naquela escuridão.
Foi aí que escorreguei e caí floresta abaixo, cinco ou seis metros talvez. Estava cheio de lama. Não existia mais trilha. Só a escuridão e a música, que naquele momento para mim parecia infernal, que a chuva produzia ao entrar em contato com as folhas e o chão.
Eu não queria aceitar, mas estava perdido, completamente perdido. Tentei sair do buraco em que me achava. Segurei-me numa planta, mas esta desprendeu-se e tornei a cair na lama. Agarrei-me a um pequeno galho. Uma dor violenta obrigou-me a soltá-lo e acabei novamente na lama, com a mão cheia de espinhos. Tudo o que fazia era inútil, meus pés escorregavam na terra molhada e acabava sempre lá embaixo, no buraco e na lama.
Fiquei algum tempo meditando em silêncio e descobri a tragédia de minha vida. Olhando para trás vi que minha vida na igreja tinha sido como aquela noite. A vida toda tentando sair do buraco, a vida toda tentando viver à altura dos elevados princípios de minha igreja, cumprir os mandamentos e regulamentos e acabando sempre na mesma situação. Eu estava perdido em meio à igreja, com todas as suas doutrinas na cabeça. Cumprindo, de certo modo, todas as suas normas, eu estava perdido. E o pior de tudo: fazia dois anos que eu era um pastor.
Como num filme, minha vida toda começou a desfilar ante meus olhos. No pequeno local onde congregava quando era criança, havia um lugar especial em cima do púlpito para os Dez Mandamentos num quadro dourado. Era dever de todos saber de cor os mandamentos e guardá-los fielmente.
Desde pequeno aprendi as normas da igreja. Não pode isto, não pode aquilo. Fazer isto está errado, fazer aquilo outro também está errado.
- Ó Deus, - perguntava-me muitas vezes - como é possível viver assim?
E em meu coração de adolescente sentia um estranho conflito. Sabia tudo que devia e não devia fazer, mas não conseguia viver à altura dessas normas e isto me tornava infeliz. Só Deus sabe quantas vezes deitei-me na cama, sozinho, e ruminei meu desespero.
Atormentava-me a idéia de um Deus sempre zangado, sempre pronto a me castigar, esperando sempre de mim o cumprimento de todas as Suas normas.
Formei-me na Faculdade de Teologia aos 21 anos. Mas em lugar de ser feliz, sentia-me mais angustiado e perguntava: "Deus! O que acontece comigo? Por que esta sensação de que sempre estou errado, de que nada está certo?".
A resposta não vinha, mas o conflito aumentava. "Agora você é um pastor" - repetia para mim - "você tem que ser um exemplo para a Igreja. Se alguém tem que cumprir todas as normas ao pé da letra é você".
Como foram tristes os primeiros anos de meu ministério! Não que eu fosse um grande pecador. Meus pecados poderiam ser chamados de "suportáveis". Eram "pequenos erros". Mas eu sabia que para Deus não havia classificação de pecados, e isso me angustiava. O pior de tudo era que eu conhecia a doutrina de Cristo. Sabia de cor todas as doutrinas da Igreja. Sabia os mandamentos de cor, centenas de versos de cor. Pregava de Jesus e voltava para casa triste. Sempre com aquela sensação de que alguma coisa estava errada. Deitava e levantava cada dia com as normas e os princípios na cabeça. Andava sempre pensando no que devia ou não fazer. A angústia não desaparecia. Deus foi muito bom comigo porque, apesar de tudo, deu-me muitas pessoas para Jesus nesses dois primeiros anos de ministério.
Aquela noite, lá no interior da mata, molhado e cheio de lama, entendi, pela primeira vez, o que acontecia comigo. Eu estava perdido em meio duma amazônia de doutrinas, normas, leis e teologias. Perdido em meio à Igreja!
Olhei para um lado e para o outro. Onde estava o Jesus do qual pregava? Estava lá, distante, atrás das nuvens. Na minha cabeça só havia teorias, normas e doutrinas. Tive vontade de chorar como uma criança, porque me sentia sozinho. Eu conhecia um nome, não uma pessoa, eu amava uma Igreja e não o maravilhoso Senhor dessa Igreja, eu tinha comigo normas e regulamentos, mas não tinha Jesus e naquela hora não precisava de normas, não precisava de doutrinas, nem de uma Igreja, precisava de uma pessoa.
Chorei aquela noite a tragédia de ter vivido sempre só, tentando sair do buraco e achar a trilha certa, mas acabando sempre na mesma situação, na lama e na desgraça.
A chuva estava passando "Um milagre" - disse em meu coração - "preciso de um milagre. Só um milagre poderá tirar-me daqui". E comecei a gritar com todas as forças de meu ser. Na selva, quando alguém está perdido tem que gritar. Se alguém ouvir seu grito, gritará por sua vez e assim ambos poderão se ajudar.
De repente, pareceu-me ouvir uma voz distante. Gritei. Minha voz perdeu-se na imensidão da floresta e o vento me trouxe a resposta. Alguém estava gritando ao longe. Alguém estava lá. Continuei gritando e o grito foi se aproximando. Cada vez mais e mais. Pude perceber os passos e depois ver a silhueta de alguém. Ao chegar perto de mim, vi seu rosto. Era um índio. Estendeu-me o braço, segurou minha mão e puxou-me. Era uma mão forte, cheia de calos. Puxou-me com firmeza até chegar lá em cima:
- Quem é você? - perguntei.
Não respondeu.
- Como você se chama?
Silêncio.
- De onde você veio?
A mesma resposta.
Segurou-me o braço e começou a caminhar. Seus passos eram firmes. Em momento nenhum respondeu minhas perguntas.
Andamos em silêncio algum tempo até chegarmos a certo ponto. Lá embaixo havia luz. Era o lugar que eu estava procurando. Estava a salvo.
Na manhã seguinte desci até uma pequena cachoeira para me lavar. Ajoelhei-me ouvindo a música da água ao cair e o canto dos pássaros. Pela primeira vez senti que não estava mais sozinho. Então orei: "Senhor Jesus, agora sei que não és uma doutrina, és uma pessoa maravilhosa. Como fui capaz de andar sozinho a vida toda? Ó Senhor, agora entendo porque não era feliz. Estava faltando o Senhor na minha vida. Quero amar-Te Senhor. Quero segurar sempre Teu braço poderoso. Sei que sem Ti estou perdido. Quero daqui para frente estar preocupado só em segurar Tua mão de amigo, quero sentir-Te ao meu lado. Saber que não estás somente lá nos Céus, mas aqui, comigo. Hoje entendo o que estava faltando. Estava faltando Tu, Jesus querido".
Desde aquele dia comecei a encarar a vida cristã não como uma pesada carga de normas, proibições e regulamentos, mas como a maravilhosa experiência de caminhar lado a lado com Jesus. As doutrinas começaram a ter vida para mim. Tudo o que antes era opaco e sem cor começou a adquirir o maravilhoso brilho da felicidade. Aquele índio me ensinou uma lição que precisava aprender. Talvez a maior lição de minha vida. Sozinho estaria sempre perdido, sempre angustiado, sempre infeliz. Precisava da ajuda de um amigo que conhecesse o caminho melhor do que eu. E achei esse amigo em Jesus.
Poderia você abrir o coração a Jesus neste momento? Você não está só. Talvez ao longo dos anos essa sensação de carregar um vazio interior o acompanhou, mesmo você fazendo parte de uma igreja cristã. Por quê? Simplesmente porque Jesus nunca passou de ser um nome ou uma doutrina bonita. Mas neste momento Ele quer Se tornar para você uma pessoa real. Ele o convida a viver a mais linda experiência de amor. Está você disposto a aceitá-Lo? Lembre-se: Conhecer Jesus é tudo.
ORAÇÃO
Pai querido, o segredo da vida eterna está em conhecer-Te. Por isso, estou aqui, suplicando: vem cá, Senhor, fica comigo. Participa do meu dia-a-dia e dá sentido a minha vida. Em nome de Jesus. Amém.
Que DEUS abençoe a todos.
"A pergunta do jovem rico: "O que farei para herdar a vida eterna?", é a pergunta que palpita no coração da humanidade. O homem foi criado para viver. O que ele mais quer é viver. A vida pode ser a mais miserável das vidas, mas quando chega a hora da morte o homem se agarra com desespero à vida.
A morte é um intruso na experiência humana e por isso não é aceita. O maior desejo do homem é viver. Para ter vida ele é capaz de fazer qualquer coisa, pagar qualquer preço, realizar qualquer sacrifício. "O que farei para herdar a vida eterna?", é o grito desesperado do coração humano.
"E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste" (São João 17:3).
Você vê? O segredo da vida eterna não consiste apenas no conhecimento de um corpo de doutrinas ou na aceitação de uma determinada Igreja. O segredo é o conhecimento de uma pessoa: a pessoa maravilhosa que é Jesus Cristo. O verdadeiro cristianismo é um relacionamento de duas pessoas: o ser humano e Cristo. O que mais importa em nossa experiência espiritual não é o que cremos mas em quem cremos.
A razão para acreditar que o verdadeiro cristianismo é o relacionamento pessoal entre Cristo e o homem é que a justiça e o pecado só podem existir entre pessoas. Uma estrela, um gato, uma mesa ou uma pedra não podem pecar ou ser justos. Só as pessoas pecam. Por isto o pecado, mais do que a violação da lei, é a interrupção do relacionamento de amor entre Cristo e o ser humano.
Esta é a verdadeira tragédia do pecado. Quando peco, estou ferindo meu Jesus, ferindo a mim mesmo e trazendo separação entre ambos.
A maldade do pecado do Éden está melhor revelada no fato de Adão se esconder de Deus e não propriamente no comer do fruto proibido. O pior do pecado é isso: o ser humano que outrora corria e se jogava nos braços do Pai amante, depois de pecar, escondeu-se de medo e causou profundo sofrimento ao coração de Deus.
O Pai não estava triste porque alguém comeu uma fruta, Ele estava sofrendo por causa da separação.
Isto nos leva à conclusão de que a salvação e a vida eterna nada mais são do que uma reconciliação ou um novo relacionamento pessoal com o Senhor da salvação. Somos salvos, quando cremos em Jesus, quando amamos a pessoa de Jesus, não apenas Seu nome, nem Suas doutrinas, nem apenas Sua Igreja.
Não podemos, porém, amar uma pessoa sem conhecê-la, por isso o inimigo fará todo o possível para nos distanciar mais e mais de Deus, ou então para aproximar-nos dEle com uma idéia errada do Pai. O inimigo não quer que conheçamos Jesus ou, na pior das hipóteses, quer que O conheçamos com a imagem de um Deus tirano, ditador, preocupado mais com Suas normas do que com Seus filhos.
Com essa imagem de Deus que não inspira amor, inspira medo; não inspira desejo de servi-Lo, gera a obrigação de servi-Lo, o inimigo procura nos levar a uma religião triste, a um cristianismo formal. É o medo do castigo que nos leva a obedecer. O inimigo fica feliz com isso. Conseguiu o que queria. Se não conseguiu levar-nos para longe do Pai, ao menos trouxe-nos para perto dEle pelos motivos errados.
Conhecer Jesus é Tudo, sabe por quê? Porque ao conhecê-Lo como na realidade Ele é, ao conhecer o que Ele fez por nós na Cruz do Calvário, ao saber o quanto Ele nos amou e nos ama apesar de nossas atitudes ou de nossa rebeldia, não teremos outro caminho senão apaixonar-nos por Ele, amá-Lo com todas as forças de nosso ser. E porque O amamos, desejaremos ser como Ele é, viver como Ele quer. Vamos querer ver sempre um sorriso de felicidade em Seu rosto e conseqüentemente, deixaremos de fazer tudo aquilo que O deixa triste e faremos tudo aquilo que O deixa feliz.
Conhecer Jesus é tudo porque a salvação não provêm do esforço humano, ela é um presente de Deus e esse presente é a pessoa de Jesus Cristo. A salvação não vem de Jesus Cristo. A salvação é Jesus Cristo. Aceitar a salvação é aceitar a Jesus Cristo. Conhecer Jesus é ter a salvação e, portanto, ter a vida eterna.
Quando São João fala de "Conhecer Jesus" não está falando apenas de um conhecimento teórico. João vivia numa época em que predominava o pensamento helenístico. Os gregos endeusavam o conhecimento teórico. Para um grego dizer que conhecia uma flor, ele ia à biblioteca, estudava tudo o que as enciclopédias e livros falavam sobre a flor, e dizia: "Conheço a flor". João não. Para ele dizer que conhecia a flor, além de ler os livros, ele ia ao campo, tocava a flor, sentia a flor, cheirava a flor, acariciava-a e então dizia: "Conheço a flor".
Conhecer, para os gregos que viviam no tempo de João, era acumular conhecimento teórico. Conhecer, para o discípulo amado, era uma experiência de vida. O conhecimento teórico pode ajudar enquanto as coisas andam bem. O conhecimento experimental é, por sua vez, a única solução para os momentos de crise.
A maioria dos discípulos limitava-se a ouvir as palavras de Jesus. João ia mais além: ficava perto do Mestre e reclinava a cabeça no coração de Jesus. A diferença revelou-se na crise. Quando os judeus prenderam Jesus e O levaram ao Calvário, todo mundo O abandonou. O único que ficou perto foi aquele que não se contentou em ouvir Jesus, nem apenas saber acerca dEle, e sim o que procurou um conhecimento experimental.
"E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste." (São João 17:3)
Simples como a flor, como uma criança, como um sorriso, como todas as coisas de Deus. Nós, os seres humanos é que às vezes complicamos as coisas, as tornamos difíceis e roubamo-lhes a beleza natural.
Pessoalmente, levei anos para entender algo tão simples. A minha experiência cristã quando jovem foi uma experiência asfixiante, mas Deus me ajudou a descobrir Jesus como uma pessoa e não simplesmente como uma teoria.
Corria o ano de 1972. Eu era missionário entre os índios da tribo Campa, que moram nas margens do rio Perené, na Amazônia de meu país. Naquela manhã de sexta-feira, saí de casa com o objetivo de visitar uma aldeia localizada a duas horas de caminho através da floresta. Não soube precisar em que momento perdi a trilha. Esforcei-me para achá-la, mas toda tentativa acabava me desorientando mais. Os minutos e as horas foram passando e então as nuvens escuras apareceram anunciando a tormenta.
A chuva chegou junto com a noite, implacável. Assentei-me no chão, debaixo de uma árvore, e vi passar o tempo, rogando a Deus que me ajudasse a sair daquela situação difícil. Não sei quanto tempo fiquei desse jeito, mas quando notei que a chuva tinha diminuído, reiniciei a caminhada em meio à escuridão e o barro. Estava completamente molhado, cansado, faminto e a esta altura, quase desesperado. "Você não pode parar, vai ter que continuar". Repetia. "Você vai conseguir. Daqui a pouco você achará a aldeia, não pode é ficar aqui parado."
Mas algo me dizia que tudo era inútil, que o melhor seria ficar ali e esperar a luz do novo dia. Ficar ali? Molhado como estava? Sozinho? E se alguma fera aparecesse? Era a primeira vez que me acontecia uma coisa assim. Eu não conhecia a selva. Tinha chegado da capital havia poucos meses. Senti que o medo estava tomando conta de mim e corri. Corri como um louco, como se alguém estivesse me perseguindo. A chuva molhava meu rosto, dificultando a visão, se é que se podia enxergar alguma coisa naquela escuridão.
Foi aí que escorreguei e caí floresta abaixo, cinco ou seis metros talvez. Estava cheio de lama. Não existia mais trilha. Só a escuridão e a música, que naquele momento para mim parecia infernal, que a chuva produzia ao entrar em contato com as folhas e o chão.
Eu não queria aceitar, mas estava perdido, completamente perdido. Tentei sair do buraco em que me achava. Segurei-me numa planta, mas esta desprendeu-se e tornei a cair na lama. Agarrei-me a um pequeno galho. Uma dor violenta obrigou-me a soltá-lo e acabei novamente na lama, com a mão cheia de espinhos. Tudo o que fazia era inútil, meus pés escorregavam na terra molhada e acabava sempre lá embaixo, no buraco e na lama.
Fiquei algum tempo meditando em silêncio e descobri a tragédia de minha vida. Olhando para trás vi que minha vida na igreja tinha sido como aquela noite. A vida toda tentando sair do buraco, a vida toda tentando viver à altura dos elevados princípios de minha igreja, cumprir os mandamentos e regulamentos e acabando sempre na mesma situação. Eu estava perdido em meio à igreja, com todas as suas doutrinas na cabeça. Cumprindo, de certo modo, todas as suas normas, eu estava perdido. E o pior de tudo: fazia dois anos que eu era um pastor.
Como num filme, minha vida toda começou a desfilar ante meus olhos. No pequeno local onde congregava quando era criança, havia um lugar especial em cima do púlpito para os Dez Mandamentos num quadro dourado. Era dever de todos saber de cor os mandamentos e guardá-los fielmente.
Desde pequeno aprendi as normas da igreja. Não pode isto, não pode aquilo. Fazer isto está errado, fazer aquilo outro também está errado.
- Ó Deus, - perguntava-me muitas vezes - como é possível viver assim?
E em meu coração de adolescente sentia um estranho conflito. Sabia tudo que devia e não devia fazer, mas não conseguia viver à altura dessas normas e isto me tornava infeliz. Só Deus sabe quantas vezes deitei-me na cama, sozinho, e ruminei meu desespero.
Atormentava-me a idéia de um Deus sempre zangado, sempre pronto a me castigar, esperando sempre de mim o cumprimento de todas as Suas normas.
Formei-me na Faculdade de Teologia aos 21 anos. Mas em lugar de ser feliz, sentia-me mais angustiado e perguntava: "Deus! O que acontece comigo? Por que esta sensação de que sempre estou errado, de que nada está certo?".
A resposta não vinha, mas o conflito aumentava. "Agora você é um pastor" - repetia para mim - "você tem que ser um exemplo para a Igreja. Se alguém tem que cumprir todas as normas ao pé da letra é você".
Como foram tristes os primeiros anos de meu ministério! Não que eu fosse um grande pecador. Meus pecados poderiam ser chamados de "suportáveis". Eram "pequenos erros". Mas eu sabia que para Deus não havia classificação de pecados, e isso me angustiava. O pior de tudo era que eu conhecia a doutrina de Cristo. Sabia de cor todas as doutrinas da Igreja. Sabia os mandamentos de cor, centenas de versos de cor. Pregava de Jesus e voltava para casa triste. Sempre com aquela sensação de que alguma coisa estava errada. Deitava e levantava cada dia com as normas e os princípios na cabeça. Andava sempre pensando no que devia ou não fazer. A angústia não desaparecia. Deus foi muito bom comigo porque, apesar de tudo, deu-me muitas pessoas para Jesus nesses dois primeiros anos de ministério.
Aquela noite, lá no interior da mata, molhado e cheio de lama, entendi, pela primeira vez, o que acontecia comigo. Eu estava perdido em meio duma amazônia de doutrinas, normas, leis e teologias. Perdido em meio à Igreja!
Olhei para um lado e para o outro. Onde estava o Jesus do qual pregava? Estava lá, distante, atrás das nuvens. Na minha cabeça só havia teorias, normas e doutrinas. Tive vontade de chorar como uma criança, porque me sentia sozinho. Eu conhecia um nome, não uma pessoa, eu amava uma Igreja e não o maravilhoso Senhor dessa Igreja, eu tinha comigo normas e regulamentos, mas não tinha Jesus e naquela hora não precisava de normas, não precisava de doutrinas, nem de uma Igreja, precisava de uma pessoa.
Chorei aquela noite a tragédia de ter vivido sempre só, tentando sair do buraco e achar a trilha certa, mas acabando sempre na mesma situação, na lama e na desgraça.
A chuva estava passando "Um milagre" - disse em meu coração - "preciso de um milagre. Só um milagre poderá tirar-me daqui". E comecei a gritar com todas as forças de meu ser. Na selva, quando alguém está perdido tem que gritar. Se alguém ouvir seu grito, gritará por sua vez e assim ambos poderão se ajudar.
De repente, pareceu-me ouvir uma voz distante. Gritei. Minha voz perdeu-se na imensidão da floresta e o vento me trouxe a resposta. Alguém estava gritando ao longe. Alguém estava lá. Continuei gritando e o grito foi se aproximando. Cada vez mais e mais. Pude perceber os passos e depois ver a silhueta de alguém. Ao chegar perto de mim, vi seu rosto. Era um índio. Estendeu-me o braço, segurou minha mão e puxou-me. Era uma mão forte, cheia de calos. Puxou-me com firmeza até chegar lá em cima:
- Quem é você? - perguntei.
Não respondeu.
- Como você se chama?
Silêncio.
- De onde você veio?
A mesma resposta.
Segurou-me o braço e começou a caminhar. Seus passos eram firmes. Em momento nenhum respondeu minhas perguntas.
Andamos em silêncio algum tempo até chegarmos a certo ponto. Lá embaixo havia luz. Era o lugar que eu estava procurando. Estava a salvo.
Na manhã seguinte desci até uma pequena cachoeira para me lavar. Ajoelhei-me ouvindo a música da água ao cair e o canto dos pássaros. Pela primeira vez senti que não estava mais sozinho. Então orei: "Senhor Jesus, agora sei que não és uma doutrina, és uma pessoa maravilhosa. Como fui capaz de andar sozinho a vida toda? Ó Senhor, agora entendo porque não era feliz. Estava faltando o Senhor na minha vida. Quero amar-Te Senhor. Quero segurar sempre Teu braço poderoso. Sei que sem Ti estou perdido. Quero daqui para frente estar preocupado só em segurar Tua mão de amigo, quero sentir-Te ao meu lado. Saber que não estás somente lá nos Céus, mas aqui, comigo. Hoje entendo o que estava faltando. Estava faltando Tu, Jesus querido".
Desde aquele dia comecei a encarar a vida cristã não como uma pesada carga de normas, proibições e regulamentos, mas como a maravilhosa experiência de caminhar lado a lado com Jesus. As doutrinas começaram a ter vida para mim. Tudo o que antes era opaco e sem cor começou a adquirir o maravilhoso brilho da felicidade. Aquele índio me ensinou uma lição que precisava aprender. Talvez a maior lição de minha vida. Sozinho estaria sempre perdido, sempre angustiado, sempre infeliz. Precisava da ajuda de um amigo que conhecesse o caminho melhor do que eu. E achei esse amigo em Jesus.
Poderia você abrir o coração a Jesus neste momento? Você não está só. Talvez ao longo dos anos essa sensação de carregar um vazio interior o acompanhou, mesmo você fazendo parte de uma igreja cristã. Por quê? Simplesmente porque Jesus nunca passou de ser um nome ou uma doutrina bonita. Mas neste momento Ele quer Se tornar para você uma pessoa real. Ele o convida a viver a mais linda experiência de amor. Está você disposto a aceitá-Lo? Lembre-se: Conhecer Jesus é tudo.
ORAÇÃO
Pai querido, o segredo da vida eterna está em conhecer-Te. Por isso, estou aqui, suplicando: vem cá, Senhor, fica comigo. Participa do meu dia-a-dia e dá sentido a minha vida. Em nome de Jesus. Amém.
Que DEUS abençoe a todos.
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São João 17:3
João 1.29
13 de Setembro
"Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!" João 1.29
Aquele que compreende o pleno significado destas palavras conhece o caminho para a vida eterna. O Cordeiro de Deus é o centro da mensagem bíblica. E em toda a Bíblia encontramos o Cordeiro, o cordeiro perfeito: "Pôs Abraão à parte sete cordeiras do rebanho." Sete é o número da perfeição divina. As sete cordeiras de Abraão apontam para o dom perfeito de Deus, Seu Filho, o Cordeiro.
Davi e toda a congregação ofereceram mil cordeiros ao Senhor. Essa quantia nos leva ao número 10 (10 x 10 x 10). Nas Escrituras, o número dez é um símbolo de toda a humanidade. Jesus, o Cordeiro que carregou os pecados de todo o mundo, também é o Cordeiro para cada pobre pecador. Como já foi dito, Ele não é somente o Cordeiro para todo o mundo, mas também para você, que tem consciência da própria miséria e perdição. João Batista pregou arrependimento para perdão dos pecados a uma grande multidão. E então veio a plenitude dos tempos naquele dia, quando, de repente, ele se deteve, apontando para um homem no meio da multidão que estava escutando atentamente. Todos olhavam para ele, e João exclamou: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!"
Que DEUS abençoe a todos.
"Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!" João 1.29
Aquele que compreende o pleno significado destas palavras conhece o caminho para a vida eterna. O Cordeiro de Deus é o centro da mensagem bíblica. E em toda a Bíblia encontramos o Cordeiro, o cordeiro perfeito: "Pôs Abraão à parte sete cordeiras do rebanho." Sete é o número da perfeição divina. As sete cordeiras de Abraão apontam para o dom perfeito de Deus, Seu Filho, o Cordeiro.
Davi e toda a congregação ofereceram mil cordeiros ao Senhor. Essa quantia nos leva ao número 10 (10 x 10 x 10). Nas Escrituras, o número dez é um símbolo de toda a humanidade. Jesus, o Cordeiro que carregou os pecados de todo o mundo, também é o Cordeiro para cada pobre pecador. Como já foi dito, Ele não é somente o Cordeiro para todo o mundo, mas também para você, que tem consciência da própria miséria e perdição. João Batista pregou arrependimento para perdão dos pecados a uma grande multidão. E então veio a plenitude dos tempos naquele dia, quando, de repente, ele se deteve, apontando para um homem no meio da multidão que estava escutando atentamente. Todos olhavam para ele, e João exclamou: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!"
Que DEUS abençoe a todos.
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João 1.29
João 18:12
Domingo 13 Setembro
Então, a coorte, e o tribuno, e os servos dos judeus prenderam a Jesus, e o manietaram (João 18:12).
AS MÃOS DO SENHOR JESUS
Ao sair do jardim do Getsêmani, o Senhor adiantou-Se às pessoas enviadas pelos sacerdotes. Eles O prenderam a amarraram Suas mãos que tanto bem fizeram, as quais inclusive haviam acabado de curar a orelha de um de Seus captores. Com elas, protegeu os Seus discípulos, dizendo: “Já vos disse que sou eu; se, pois, me buscais a mim, deixai ir estes” (João 18:8). Voluntariamente Se deixou atar, embora soubesse que as cordas e os cravos de Seus inimigos pouco depois serviriam para cravá-lO na cruz romana: “Traspassaram-me as mãos e os pés”, disse profeticamente no Salmo 22:16.
Desde esse memorável dia, as marcas nas mãos de nosso Salvador são o infalível sinal de que Ele é. Quão felizes foram os discípulos quando na noite daquele primeiro dia Ele Se apresentou e os saudou: “Paz seja convosco!” Então lhes mostrou Suas marcas nas mãos e no lado. Com isso toda a dúvida se dissipou e reconheceram que era o Senhor ressurreto (João 20:19-20).
Os sinais também convenceram o incrédulo Tomé quando o Senhor o encontrou oito dias mais tarde (vv. 26-27).
As feridas nas mãos do Senhor são mais que um sinal de identificação. Elas sempre nos recordarão de Seu grande amor, atributo que O levou a suportar as indescritíveis dores da cruz. Foi o preço que Ele pagou para nos salvar. “Que deus há nos céus e na terra, que possa fazer segundo as tuas obras e segundo a tua fortaleza?” (Deuteronômio 3:24).
Que DEUS abençoe a todos.
Então, a coorte, e o tribuno, e os servos dos judeus prenderam a Jesus, e o manietaram (João 18:12).
AS MÃOS DO SENHOR JESUS
Ao sair do jardim do Getsêmani, o Senhor adiantou-Se às pessoas enviadas pelos sacerdotes. Eles O prenderam a amarraram Suas mãos que tanto bem fizeram, as quais inclusive haviam acabado de curar a orelha de um de Seus captores. Com elas, protegeu os Seus discípulos, dizendo: “Já vos disse que sou eu; se, pois, me buscais a mim, deixai ir estes” (João 18:8). Voluntariamente Se deixou atar, embora soubesse que as cordas e os cravos de Seus inimigos pouco depois serviriam para cravá-lO na cruz romana: “Traspassaram-me as mãos e os pés”, disse profeticamente no Salmo 22:16.
Desde esse memorável dia, as marcas nas mãos de nosso Salvador são o infalível sinal de que Ele é. Quão felizes foram os discípulos quando na noite daquele primeiro dia Ele Se apresentou e os saudou: “Paz seja convosco!” Então lhes mostrou Suas marcas nas mãos e no lado. Com isso toda a dúvida se dissipou e reconheceram que era o Senhor ressurreto (João 20:19-20).
Os sinais também convenceram o incrédulo Tomé quando o Senhor o encontrou oito dias mais tarde (vv. 26-27).
As feridas nas mãos do Senhor são mais que um sinal de identificação. Elas sempre nos recordarão de Seu grande amor, atributo que O levou a suportar as indescritíveis dores da cruz. Foi o preço que Ele pagou para nos salvar. “Que deus há nos céus e na terra, que possa fazer segundo as tuas obras e segundo a tua fortaleza?” (Deuteronômio 3:24).
Que DEUS abençoe a todos.
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João 18:12
sábado, 12 de setembro de 2009
1 Pedro 5.8-9
12 de Setembro
"Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar; resisti-lhe firmes na fé..." 1 Pedro 5.8-9
Devemos ver claramente que estamos organicamente enxertados em Israel (Rm 11.17-22). Esta também é a razão dos muitos ataques do inimigo a essa nação. Israel é a parte do povo de Deus que aparece visivelmente, e a Igreja de Jesus é o reverso, por assim dizer, o lado interior. Por isso também temos o mesmo inimigo e temos a mesma luta! Isso significa na prática: o mesmo inimigo que quer destruir a Israel fisicamente e não conhece misericórdia também quer destruir espiritualmente a nós, filhos de Deus. Sua tática astuta ataca os nossos olhos, para que vejamos pecado. Ele quer semear pecado, pensamentos pecaminosos em nosso coração. As Escrituras dizem: "...guarda o teu coração." Permita que a Palavra de Deus permaneça em seu coração! Satanás quer dominar os seus pensamentos, mas lembre-se do seu supremo Comandante e Salvador Jesus Cristo. O inimigo quer que você comece a falar coisas negativas, mas a Palavra de Deus lhe exorta a calar: "...quem quer amar a vida e ver dias felizes, refreie a sua língua do mal e evite que os seus lábios falem dolosamente." Hoje em dia muitos caem, mas queremos tomar a ofensiva e atacar em nome de Jesus, pois justamente nesse tempo do fim ainda há muito terreno a conquistar!
Que DEUS abençoe a todos.
"Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar; resisti-lhe firmes na fé..." 1 Pedro 5.8-9
Devemos ver claramente que estamos organicamente enxertados em Israel (Rm 11.17-22). Esta também é a razão dos muitos ataques do inimigo a essa nação. Israel é a parte do povo de Deus que aparece visivelmente, e a Igreja de Jesus é o reverso, por assim dizer, o lado interior. Por isso também temos o mesmo inimigo e temos a mesma luta! Isso significa na prática: o mesmo inimigo que quer destruir a Israel fisicamente e não conhece misericórdia também quer destruir espiritualmente a nós, filhos de Deus. Sua tática astuta ataca os nossos olhos, para que vejamos pecado. Ele quer semear pecado, pensamentos pecaminosos em nosso coração. As Escrituras dizem: "...guarda o teu coração." Permita que a Palavra de Deus permaneça em seu coração! Satanás quer dominar os seus pensamentos, mas lembre-se do seu supremo Comandante e Salvador Jesus Cristo. O inimigo quer que você comece a falar coisas negativas, mas a Palavra de Deus lhe exorta a calar: "...quem quer amar a vida e ver dias felizes, refreie a sua língua do mal e evite que os seus lábios falem dolosamente." Hoje em dia muitos caem, mas queremos tomar a ofensiva e atacar em nome de Jesus, pois justamente nesse tempo do fim ainda há muito terreno a conquistar!
Que DEUS abençoe a todos.
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1 Pedro 5.8-9
Colossenses 3:23-24
Sábado 12 Setembro
E, tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor e não aos homens, sabendo que recebereis do Senhor o galardão da herança, porque a Cristo, o Senhor, servis (Colossenses 3:23-24).
MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE DEUTERONÔMIO (Leia Deuteronômio 15:7-23)
Dar é uma fonte de alegria não apenas para o que recebe, mas também para que dá (Atos 20:35). É uma alegria que o próprio Deus experimenta mais que qualquer outra pessoa, sendo Ele o “Pai das luzes” de quem emana toda boa dádiva dada a nós e todo dom perfeito (Tiago 1:17). E para que os Seus possam compartilhar desse sentimento, Ele lhes dá oportunidades para dar. Que incoerência se o coração deles estiver pesado ao dar (v. 10)! Nunca esqueçamos que “Deus ama a quem dá com alegria” (2 Coríntios 9:7).
“Pois nunca deixará de haver pobres na terra” (v. 11). “Porque os pobres, sempre os tendes convosco”, disse o Senhor Jesus (João 12:8). Sempre haverá oportunidade para que experimentemos a alegria de dar, mesmo que seja apenas uma palavra de verdadeira compaixão e solidariedade. A oportunidade pode muito bem jazer “em nossa porta” (Lucas 16:20), faltando-nos os olhos do coração para enxergá-la e a dedicação necessária para aproveitá-la! “O generoso será abençoado, porque dá do seu pão ao pobre” (Provérbios 22:9). E o exemplo do servo hebreu, uma figura de Cristo, perseverando nessas instruções, nos recorda que, tudo o que fazemos para alguém mais pobre ou menor que nós, fazemos para Jesus.
Que DEUS abençoe a todos.
E, tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor e não aos homens, sabendo que recebereis do Senhor o galardão da herança, porque a Cristo, o Senhor, servis (Colossenses 3:23-24).
MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE DEUTERONÔMIO (Leia Deuteronômio 15:7-23)
Dar é uma fonte de alegria não apenas para o que recebe, mas também para que dá (Atos 20:35). É uma alegria que o próprio Deus experimenta mais que qualquer outra pessoa, sendo Ele o “Pai das luzes” de quem emana toda boa dádiva dada a nós e todo dom perfeito (Tiago 1:17). E para que os Seus possam compartilhar desse sentimento, Ele lhes dá oportunidades para dar. Que incoerência se o coração deles estiver pesado ao dar (v. 10)! Nunca esqueçamos que “Deus ama a quem dá com alegria” (2 Coríntios 9:7).
“Pois nunca deixará de haver pobres na terra” (v. 11). “Porque os pobres, sempre os tendes convosco”, disse o Senhor Jesus (João 12:8). Sempre haverá oportunidade para que experimentemos a alegria de dar, mesmo que seja apenas uma palavra de verdadeira compaixão e solidariedade. A oportunidade pode muito bem jazer “em nossa porta” (Lucas 16:20), faltando-nos os olhos do coração para enxergá-la e a dedicação necessária para aproveitá-la! “O generoso será abençoado, porque dá do seu pão ao pobre” (Provérbios 22:9). E o exemplo do servo hebreu, uma figura de Cristo, perseverando nessas instruções, nos recorda que, tudo o que fazemos para alguém mais pobre ou menor que nós, fazemos para Jesus.
Que DEUS abençoe a todos.
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Colossenses 3:23-24
Isaías 1:18
COMO LIBERTAR-ME DA CULPA?
"Pr. Williams Costa Jr.: - É incrível o número de cartas, telefonemas, e-mails e faxes, que recebemos aqui no Está Escrito de pessoas com sentimento de culpa. Pessoas que não comem direito; pessoas que sofrem; que dormem mal. Vivem atormentadas. O passado é como um fantasma. Pr. Bullón, há esperança para aqueles que fizeram coisas que não deviam? Há esperança para pessoas que já erraram muito na vida?
Pr. Bullón: - Eu vou responder a sua pergunta lendo um texto bíblico. O texto encontra-se no livro de Isaías 1:18 e é um convite ao ser humano: "Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã." (Isaías 1:18) Esta é uma promessa de perdão. Não importa o que você tenha feito no passado, no momento em que você vai a Deus tudo é perdoado, completamente perdoado! Para confirmar isto, temos uma declaração do próprio Jesus Cristo. Mateus 12:31: "Por isso, vos declaro: todo o pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens..." (Mateus 12:31) Todo é todo! Não há outra palavra para explicar mais do que todo. Eu não preciso dizer que dentro do todo está incluído adultério, fornicação, assassinato, assalto a mão armada, tráfeco de drogas, prostituição, homossexualismo, feitiçarias, todos os tipos de pecado podem ser perdoados. Então você não precisa viver atormentado pelo sentimento de culpa, basta apenas ir a Jesus e aceitar a oferta de Seu perdão.
Pr. Costa Jr.: - Parece incrível que somente ir a Jesus e aceitar a oferta maravilhosa do perdão seja o que Deus requer. É só isso mesmo? Ou tem mais alguma coisa que nós como seres humanos precisamos fazer?
Pr. Bullón: - Na realidade o problema é que tivemos uma educação em que se aprendeu a pagar por tudo. Se alguma coisa custa barato a gente se pergunta muitas vezes: Por que está barato? Qual é o problema?
Vamos dizer que você vai numa loja e encontra um sapato, vamos dizer, da marca "Carmelo", por 3 reais. Você fica olhando o sapato; olha de um lado, olha do outro. Alguma coisa tem que estar errada. Um sapato dessa marca não pode custar 3 reais, impossível! O que esse sapato tem de errado? E você tenta descobrir o problema. Vivemos numa cultura na qual nós pagamos pelas coisas que valem, e, se algo é de graça não vale muito. Portanto, podemos concluir que o ser humano é acostumado a pagar por tudo.
Quando se trata do perdão, ele também quer pagar. Só que a Bíblia é categórica ao dizer que somos salvos unicamente pela graça de Cristo. Temos mais um verso que confirma isso. Vejamos o que diz no evangelho de I S João 1:9: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça." (I S João 1:9) Confessar, na realidade, é tudo o que o ser humano precisa fazer.
Pr Costa Jr.: - Mas pastor, por que a gente tem que confessar? Você pode dizer: - "Eu tenho minha culpa, eu cometi coisas que não deveria cometer, eu fiz coisas erradas no passado. Mas por que eu tenho que confessar? Não dá para eu apenas fazer uma oração, pedir perdão a Deus e o assunto ficar liquidado? Por que tenho que confessar?"
Pr. Bullón: - Bom, quando digo confessar, quero dizer confessar a Deus, não a um ser humano. Veja só, vou entrar num assunto muito delicado. Na Bíblia, a Palavra de Deus, não existe um verso dizendo que você precisa confessar seus pecados a um ser humano, a um pastor, a um lider espiritual, para que ele confesse por você seus pecados a Deus, e interceda por você. Não, não, não! A Bíblia é clara ao dizer que os pecados precisam ser confessados unicamente a Deus. Mas por que temos que confessar? Porque quando você confessa, você está, em outras palavras, reconhecendo que precisa de perdão.
Vou dar um exemplo: Digamos que você esteja com um câncer terrível e que pela maravilha de Deus, a ciência acaba de descobrir o remédio para qualquer tipo de câncer. Só que você está com câncer, mas não aceita que está. Os médicos lhe dizem que você está com câncer, mas você não aceita. Os exames médicos afirmam que você está com câncer, mas você não aceita. Todo mundo em sua volta sabe, mas você não aceita. Surge um remédio que a ciência descobriu para o câncer, mas, de que serve este remédio pra você, se você não aceita que está com câncer? O remédio tem algum valor pra você? Você tem que reconhecer, e, para que o perdão divino tenha valor, você precisa reconhecer que é um pecador, que precisa ser perdoado. A confissão é o meio através do qual você reconhece que está enfermo com o pior câncer desse mundo: o pecado. Você precisa confessar que precisa do remédio. Então, vai a Jesus, confessa o seu pecado e aceita o remédio maravilhoso que Ele tem para você.
Pr. Costa Jr.: - Nesse processo de restauração previsto na Palavra de Deus, há uma parte sobre arrependimento. Mas arrependimento, às vezes, é uma coisa dolorosa. A pessoa que passa pelo arrependimento, às vezes, passa por humilhação; a pessoa não tem prazer em passar por isso. Arrependimento é necessário para restauração, ou é simplesmente um adendo, se a pessoa quiser? Como é isto?
Pr. Bullón: - Vou explicar um pouco a diferença que existe entre arrependimento e remorso, pois são duas coisas diferentes. Por exemplo: Você está com uma mulher que não é sua esposa, sentado num restaurante, namorando. Você está tranqüilo e de repente passa por sua frente, a irmã de sua esposa e vê você com a mulher traindo a irmã dela. Você vê sua cunhada e fica apavorado. Imediatamente se esconde, abaixa a cabeça, desaparece. Então você começa a torcer: tomara que ela não tenha me visto. Você começa a sofrer em seu coração, porque se a sua cunhada abrir a boca, sua esposa vai lhe pedir o divórcio e você não quer isso. Então você se ajoelha diante de Deus e diz: "Senhor, estou arrependido, por favor me perdoe, eu nunca mais vou trair minha esposa; mas por favor, faça um milagre, pois acredito que minha cunhada me viu, mas por favor cale a sua boca; produza nela uma amnésia para que ela esqueça o que viu, ou então, deixe ela muda, faça qualquer coisa, mas que ela não fale!" Então você faz mil promessas a Deus. Você pensa que está arrependido, mas isso não é arrependimento, é remorso. Sabe qual é o engano deste sentimento? É que você pensa que está arrependido, porque alguém lhe viu. Remorso, na realidade, é medo de ser exposto porque alguém lhe viu, medo de ser descoberto. Então, a maior evidência do remorso é que, quando passa o perigo, você esquece. Como em nossa história, vamos dizer que a cunhada dele não falou. Então, passando o perigo, ele esquece. Esquece as promessas e volta a ser o que era antes.
Agora, arrependimento não, arrependimento é sentir dor pelo que você fez, confessar o pecado e afastar-se da situação errada. Arrependimento, na realidade, não nasce no coração. Ele é um fruto do Espírito Santo. Você vai a Deus levando sua vida como está e Ele inspira em você o arrependimento, o nojo pelo pecado. Você percebe a coisa errada que está fazendo e pede a Deus que te de forças para mudar o rumo de sua vida.
Pr. Costa Jr.: - Vamos supor: no caso do rapaz que estava traindo sua esposa, ele, em um momento, descobre na Palavra de Deus que tem que confessar o pecado. Ele se ajoelha e sinceramente confessa o pecado, mas será que isso é suficiente? Ou essa confissão também envolve pessoas? Se envolve pessoas, quando isso deve acontecer?
Pr. Bullón: - Eu vou contar uma experiência para esclarecer melhor isso: Um dia eu estava fazendo um trabalho numa igreja, pregando todas as noites e, de repente, no final de semana, fui convidado para almoçar com uma linda família. Eles tinham um único filho que era maravilhoso. A esperança dos pais estava depositada nesse filho. O filho devia ter dezoito anos, estava na faculdade. O pai fazendo planos para o filho quando ele se formasse. Fazendo isso e aquilo... Todo amor era concentrado para esse filho. Quando terminou a semana, a esposa me chamou à parte e disse: "Pastor, eu não posso mais, não agüento mais, tenho um peso em meu coração que carrego a dezoito anos, não sei mais o que fazer, por favor me ajude. Esta semana eu vi o senhor pregando e acho que devo confessar ao meu esposo o erro que cometi. Aquele garoto que o senhor viu, não é filho do meu esposo, é filho de outro homem. Foi um erro em minha vida. Nunca mais vi o pai dele, não sei onde está, nem quero saber. Me arrependi, deixei aquela vida. Só que meu marido não sabe, ele ama esse filho e acredita que esse filho é dele. Pastor o que devo fazer? Devo confessar agora o meu pecado? Já confessei a Deus, mas preciso confessar ao meu marido?" Então, você vê, essa é uma situação difícil.
Acredito que há circunstâncias que além de confessar a Deus, precisamos confessar aos homens. Vamos dizer que eu lhe roubei mil dólares sem você saber. E ninguém vai descobrir, ninguém vai saber nada. Eu lhe enganei em algum documento, peguei mil dólares e você não percebeu. Ninguém percebeu. Não existe possibilidade de alguém descobrir. Só que eu vou a Jesus e o Espírito de Deus toca meu coração e eu sinto arrependimento, sinto dor pelo que fiz. Eu confesso meu pecado a Deus e agora vou a você e digo: "Williams, você tem confiança em mim, eu sei, mas sabe, há dois anos atrás, eu fui desonesto com você. Você nunca percebeu, mas eu lhe roubei mil dólares e já confessei a Deus meu pecado, estou arrependido e quero lhe devolver, pois não posso continuar com essa culpa.
Pr. Costa Jr.: - Então confissão é sinônimo de restauração?
Pr. Bullón: - Lógico! Veja que nesse caso cabe a restauração, mas no caso anterior, o caso do filho daquela mulher, de que vai ajudar ela avisar ao marido, avisar ao filho? Você já imaginou a tragédia!? Então, há circunstâncias que o próprio sentido comum, ou melhor, o próprio Espírito de Deus nos dá o sentido comum para saber quando a confissão em lugar de consertar alguma coisa, somente traria dor, desespero e prejudicaria todo mundo. O Espírito de Deus vai dizer na hora. Agora, todo o pecado que nós podemos confessar, acertar, restaurar e corrigir, temos que fazer.
Pr. Costa Jr.: - Eu perdôo mas não esqueço. Você já ouviu isso? Talvez você mesmo tenha falado isso. Por incrível que pareça, isso é uma norma pra muita gente, é um padrão, é um estilo de vida. Será que quando Deus perdoa Ele esquece mesmo? Ou sempre fica aquela imagem meio cinza, meio turva da pessoa que errou? Será que Deus pensa: "olha, você está em período de regeneração, mas cuidado comigo"?! Como funciona com Deus?
Pr. Bullón: - Isaías 1:18, como já foi mencionado antes, e eu repito, diz o seguinte: "...ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve..." (Isaías 1:18). Isso é uma promessa de perdão completo. Na realidade, eu não diria que Ele risca, diria que Ele apaga completamente. O Velho Testamento está cheio de lindas promessas: "... lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar" (Miquéias 7:19); "Quanto dista o Oriente do Ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões" (Salmos 103:12). Esses versos falam de perdão, de uma restauração completa. Perceba que o problema não está com Deus, o problema do pecado está com o ser humano. Sabe por quê? Porque Deus pode perdoar tudo, tudo mesmo!
Um dia uma senhora me procurou e disse: "Pastor, eu provoquei um aborto quando era garota de dezoito anos, solteira. Depois tive a alegria de conhecer meu marido. Casei. Ele não sabe que eu provoquei aquele aborto. Agora tenho três filhos, sou feliz com meu marido, já se passaram trinta anos daquilo, mas não consigo dormir em paz porque a consciência me atormenta; eu não somente cometi o pecado de fornicação mas também matei, eu cometi um assassinato, tirei a vida de uma criança. Há perdão para mim?" Eu quero dizer em nome de Deus: há perdão. Não há pecado que Deus não possa perdoar. O problema não é com Deus. O problema é conosco. Às vezes nós, seres humanos, chegamos a um ponto em que não queremos mais ser perdoados. Chegamos a um ponto em que não aceitamos mais o perdão. A Bíblia chama isso de pecado contra o Espírito Santo. Inclusive Mateus 12:31 diz: "...todo o pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens, mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada." (Mateus 12:31) Mas qual é o pecado contra o Espírito Santo? É aquele que você brinca, brinca, brinca com o pecado; e chega um ponto em que o coração se endurece, você já não sente mais dor, e você não sente mais dor pelo que faz, muito menos irá sentir necessidade de perdão. E ai do seres humanos! Eu não gostaria nem de pensar no caso de um ser humano que por brincar, por tratar com leviandade as coisas divinas, chega ao ponto de se endurecer com as coisas de Deus, porque para eles não há perdão!
Pr. Costa Jr.: - Pecadinho, pecadão. Isso é outra coisa que a sociedade acredita. Por exemplo: você contou uma mentira leve, era fruto da situação, e não tinha jeito de falar a verdade mesmo, você iria correr um risco muito grande, foi um pecadinho. Agora, se você vem com uma faca e mata uma pessoa, é crime de primeiro grau, aí é um pecadão, aí você realmente está mal. Para Deus existe pecado maior ou pecado menor? Como é que funciona isso? Dependendo do tamanho do pecado, pode também mudar o tamanho da culpa?
Pr. Bullón: - Não existe diferença de pecado, existe diferença de culpa. Para Deus, pecado é pecado. Eu explico: se alguém assaltar um banco a mão armada e matar o caixa, isso para Deus é pecado. Eu sentar-me de gravata e colarinho branco e manejar as contas, engordando o bolso, isso também é pecado. Pecado por pecado, para Deus, ambos são pecados. Para Deus não existe graduação de pecados, mas existe graduação de culpa. Um jovem que nasceu pobre, sem instrução, que não conhece a Palavra de Deus e estupra uma menina, ou usa drogas, ou ainda trafega drogas, ele pode ter, de certa maneira, menos culpa do que eu, que tive toda a luz, toda a instrução necessária, fiz escola primária e secundária, fui à faculdade, fiz mestrado, conheço a Palavra de Deus e engano uma menina menor de idade, oferecendo algum dinheiro, e levando-a para a cama. Qual é o pecado maior? Pecado por pecado, os pecados são iguais, mas minha culpa é maior porque eu tenho mais luz; o outro tem menos luz. Existe graduação de culpa, mas não existe graduação de pecado.
Pr. Costa Jr.: - Então, o que o senhor disse, pela Palavra de Deus, é que se a pessoa confessa, se a pessoa se arrepende; existe esperança e ela pode ser liberta da culpa. Eu volto a perguntar mais ou menos aquilo que o senhor já respondeu: O perdão é para todo mundo mesmo?
Pr. Bullón: - Para todo mundo mesmo! Não há um ser humano que possa dizer que para ele não há perdão, desde que ele sinta que precisa de perdão. Somente não sente que precisa de perdão, quem cometeu o pecado contra o Espírito Santo, pois se endureceu. Para esse não há perdão, não porque Deus se cansou de perdoar, mas porque ele não quer ser perdoado.
O problema com o pecado, volto a enfatizar isso, está às vezes com as conseqüências do pecado. Deus pode nos livrar da culpa e do tormento da consciência, entretanto, às vezes, as conseqüências de nosso pecado podem levar-nos até a destruição final, até a morte para sempre.
Um homem que brincou de liberalismo, promiscuidade sexual, drogas, adquire AIDS, um dia se arrepende e pede perdão a Deus. Há perdão? Claro! Deus perdoa! "Mas fui homossexual?", não importa! "Mas eu fiz aquilo", Deus perdoa.
Agora e a AIDS? Deus não vai necessariamente tirar do corpo dele a AIDS. Então esse é o assunto, as conseqüências do pecado são terríveis. Eu sempre digo: Deus lhe perdoa, mas a vida pode não lhe perdoar!
Pensemos novamente no texto bíblico de I João 1:9: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça." (I S João 1:9) Deus não apenas promete nos perdoar mas, também nos purificar, nos transformar. Portanto, quando o Espírito de Deus lhe der certeza do perdão e convidar para uma nova vida, o melhor é abandonar imediatamente todo o pecado, e correr para os braços de Jesus.
ORAÇÃO
Pai querido, existem pessoas que vivem anos e anos atormentadas pelo complexo de culpa. A culpa é como um martelo que bate de dia e de noite e não nos deixa em paz. Mas Te agradecemos pela Tua Palavra neste momento; e Te agradecemos pelo perdão. Como é bom sentir-se aliviado, sabermos que não importa o que tenhamos feito no passado, se nos arrependermos e confessarmos, Tu estás pronto a nos perdoar. Por favor, coloque paz em nosso coração. Em nome e pelos méritos de Jesus. Amém.
Que DEUS abençoe a todos.
"Pr. Williams Costa Jr.: - É incrível o número de cartas, telefonemas, e-mails e faxes, que recebemos aqui no Está Escrito de pessoas com sentimento de culpa. Pessoas que não comem direito; pessoas que sofrem; que dormem mal. Vivem atormentadas. O passado é como um fantasma. Pr. Bullón, há esperança para aqueles que fizeram coisas que não deviam? Há esperança para pessoas que já erraram muito na vida?
Pr. Bullón: - Eu vou responder a sua pergunta lendo um texto bíblico. O texto encontra-se no livro de Isaías 1:18 e é um convite ao ser humano: "Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã." (Isaías 1:18) Esta é uma promessa de perdão. Não importa o que você tenha feito no passado, no momento em que você vai a Deus tudo é perdoado, completamente perdoado! Para confirmar isto, temos uma declaração do próprio Jesus Cristo. Mateus 12:31: "Por isso, vos declaro: todo o pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens..." (Mateus 12:31) Todo é todo! Não há outra palavra para explicar mais do que todo. Eu não preciso dizer que dentro do todo está incluído adultério, fornicação, assassinato, assalto a mão armada, tráfeco de drogas, prostituição, homossexualismo, feitiçarias, todos os tipos de pecado podem ser perdoados. Então você não precisa viver atormentado pelo sentimento de culpa, basta apenas ir a Jesus e aceitar a oferta de Seu perdão.
Pr. Costa Jr.: - Parece incrível que somente ir a Jesus e aceitar a oferta maravilhosa do perdão seja o que Deus requer. É só isso mesmo? Ou tem mais alguma coisa que nós como seres humanos precisamos fazer?
Pr. Bullón: - Na realidade o problema é que tivemos uma educação em que se aprendeu a pagar por tudo. Se alguma coisa custa barato a gente se pergunta muitas vezes: Por que está barato? Qual é o problema?
Vamos dizer que você vai numa loja e encontra um sapato, vamos dizer, da marca "Carmelo", por 3 reais. Você fica olhando o sapato; olha de um lado, olha do outro. Alguma coisa tem que estar errada. Um sapato dessa marca não pode custar 3 reais, impossível! O que esse sapato tem de errado? E você tenta descobrir o problema. Vivemos numa cultura na qual nós pagamos pelas coisas que valem, e, se algo é de graça não vale muito. Portanto, podemos concluir que o ser humano é acostumado a pagar por tudo.
Quando se trata do perdão, ele também quer pagar. Só que a Bíblia é categórica ao dizer que somos salvos unicamente pela graça de Cristo. Temos mais um verso que confirma isso. Vejamos o que diz no evangelho de I S João 1:9: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça." (I S João 1:9) Confessar, na realidade, é tudo o que o ser humano precisa fazer.
Pr Costa Jr.: - Mas pastor, por que a gente tem que confessar? Você pode dizer: - "Eu tenho minha culpa, eu cometi coisas que não deveria cometer, eu fiz coisas erradas no passado. Mas por que eu tenho que confessar? Não dá para eu apenas fazer uma oração, pedir perdão a Deus e o assunto ficar liquidado? Por que tenho que confessar?"
Pr. Bullón: - Bom, quando digo confessar, quero dizer confessar a Deus, não a um ser humano. Veja só, vou entrar num assunto muito delicado. Na Bíblia, a Palavra de Deus, não existe um verso dizendo que você precisa confessar seus pecados a um ser humano, a um pastor, a um lider espiritual, para que ele confesse por você seus pecados a Deus, e interceda por você. Não, não, não! A Bíblia é clara ao dizer que os pecados precisam ser confessados unicamente a Deus. Mas por que temos que confessar? Porque quando você confessa, você está, em outras palavras, reconhecendo que precisa de perdão.
Vou dar um exemplo: Digamos que você esteja com um câncer terrível e que pela maravilha de Deus, a ciência acaba de descobrir o remédio para qualquer tipo de câncer. Só que você está com câncer, mas não aceita que está. Os médicos lhe dizem que você está com câncer, mas você não aceita. Os exames médicos afirmam que você está com câncer, mas você não aceita. Todo mundo em sua volta sabe, mas você não aceita. Surge um remédio que a ciência descobriu para o câncer, mas, de que serve este remédio pra você, se você não aceita que está com câncer? O remédio tem algum valor pra você? Você tem que reconhecer, e, para que o perdão divino tenha valor, você precisa reconhecer que é um pecador, que precisa ser perdoado. A confissão é o meio através do qual você reconhece que está enfermo com o pior câncer desse mundo: o pecado. Você precisa confessar que precisa do remédio. Então, vai a Jesus, confessa o seu pecado e aceita o remédio maravilhoso que Ele tem para você.
Pr. Costa Jr.: - Nesse processo de restauração previsto na Palavra de Deus, há uma parte sobre arrependimento. Mas arrependimento, às vezes, é uma coisa dolorosa. A pessoa que passa pelo arrependimento, às vezes, passa por humilhação; a pessoa não tem prazer em passar por isso. Arrependimento é necessário para restauração, ou é simplesmente um adendo, se a pessoa quiser? Como é isto?
Pr. Bullón: - Vou explicar um pouco a diferença que existe entre arrependimento e remorso, pois são duas coisas diferentes. Por exemplo: Você está com uma mulher que não é sua esposa, sentado num restaurante, namorando. Você está tranqüilo e de repente passa por sua frente, a irmã de sua esposa e vê você com a mulher traindo a irmã dela. Você vê sua cunhada e fica apavorado. Imediatamente se esconde, abaixa a cabeça, desaparece. Então você começa a torcer: tomara que ela não tenha me visto. Você começa a sofrer em seu coração, porque se a sua cunhada abrir a boca, sua esposa vai lhe pedir o divórcio e você não quer isso. Então você se ajoelha diante de Deus e diz: "Senhor, estou arrependido, por favor me perdoe, eu nunca mais vou trair minha esposa; mas por favor, faça um milagre, pois acredito que minha cunhada me viu, mas por favor cale a sua boca; produza nela uma amnésia para que ela esqueça o que viu, ou então, deixe ela muda, faça qualquer coisa, mas que ela não fale!" Então você faz mil promessas a Deus. Você pensa que está arrependido, mas isso não é arrependimento, é remorso. Sabe qual é o engano deste sentimento? É que você pensa que está arrependido, porque alguém lhe viu. Remorso, na realidade, é medo de ser exposto porque alguém lhe viu, medo de ser descoberto. Então, a maior evidência do remorso é que, quando passa o perigo, você esquece. Como em nossa história, vamos dizer que a cunhada dele não falou. Então, passando o perigo, ele esquece. Esquece as promessas e volta a ser o que era antes.
Agora, arrependimento não, arrependimento é sentir dor pelo que você fez, confessar o pecado e afastar-se da situação errada. Arrependimento, na realidade, não nasce no coração. Ele é um fruto do Espírito Santo. Você vai a Deus levando sua vida como está e Ele inspira em você o arrependimento, o nojo pelo pecado. Você percebe a coisa errada que está fazendo e pede a Deus que te de forças para mudar o rumo de sua vida.
Pr. Costa Jr.: - Vamos supor: no caso do rapaz que estava traindo sua esposa, ele, em um momento, descobre na Palavra de Deus que tem que confessar o pecado. Ele se ajoelha e sinceramente confessa o pecado, mas será que isso é suficiente? Ou essa confissão também envolve pessoas? Se envolve pessoas, quando isso deve acontecer?
Pr. Bullón: - Eu vou contar uma experiência para esclarecer melhor isso: Um dia eu estava fazendo um trabalho numa igreja, pregando todas as noites e, de repente, no final de semana, fui convidado para almoçar com uma linda família. Eles tinham um único filho que era maravilhoso. A esperança dos pais estava depositada nesse filho. O filho devia ter dezoito anos, estava na faculdade. O pai fazendo planos para o filho quando ele se formasse. Fazendo isso e aquilo... Todo amor era concentrado para esse filho. Quando terminou a semana, a esposa me chamou à parte e disse: "Pastor, eu não posso mais, não agüento mais, tenho um peso em meu coração que carrego a dezoito anos, não sei mais o que fazer, por favor me ajude. Esta semana eu vi o senhor pregando e acho que devo confessar ao meu esposo o erro que cometi. Aquele garoto que o senhor viu, não é filho do meu esposo, é filho de outro homem. Foi um erro em minha vida. Nunca mais vi o pai dele, não sei onde está, nem quero saber. Me arrependi, deixei aquela vida. Só que meu marido não sabe, ele ama esse filho e acredita que esse filho é dele. Pastor o que devo fazer? Devo confessar agora o meu pecado? Já confessei a Deus, mas preciso confessar ao meu marido?" Então, você vê, essa é uma situação difícil.
Acredito que há circunstâncias que além de confessar a Deus, precisamos confessar aos homens. Vamos dizer que eu lhe roubei mil dólares sem você saber. E ninguém vai descobrir, ninguém vai saber nada. Eu lhe enganei em algum documento, peguei mil dólares e você não percebeu. Ninguém percebeu. Não existe possibilidade de alguém descobrir. Só que eu vou a Jesus e o Espírito de Deus toca meu coração e eu sinto arrependimento, sinto dor pelo que fiz. Eu confesso meu pecado a Deus e agora vou a você e digo: "Williams, você tem confiança em mim, eu sei, mas sabe, há dois anos atrás, eu fui desonesto com você. Você nunca percebeu, mas eu lhe roubei mil dólares e já confessei a Deus meu pecado, estou arrependido e quero lhe devolver, pois não posso continuar com essa culpa.
Pr. Costa Jr.: - Então confissão é sinônimo de restauração?
Pr. Bullón: - Lógico! Veja que nesse caso cabe a restauração, mas no caso anterior, o caso do filho daquela mulher, de que vai ajudar ela avisar ao marido, avisar ao filho? Você já imaginou a tragédia!? Então, há circunstâncias que o próprio sentido comum, ou melhor, o próprio Espírito de Deus nos dá o sentido comum para saber quando a confissão em lugar de consertar alguma coisa, somente traria dor, desespero e prejudicaria todo mundo. O Espírito de Deus vai dizer na hora. Agora, todo o pecado que nós podemos confessar, acertar, restaurar e corrigir, temos que fazer.
Pr. Costa Jr.: - Eu perdôo mas não esqueço. Você já ouviu isso? Talvez você mesmo tenha falado isso. Por incrível que pareça, isso é uma norma pra muita gente, é um padrão, é um estilo de vida. Será que quando Deus perdoa Ele esquece mesmo? Ou sempre fica aquela imagem meio cinza, meio turva da pessoa que errou? Será que Deus pensa: "olha, você está em período de regeneração, mas cuidado comigo"?! Como funciona com Deus?
Pr. Bullón: - Isaías 1:18, como já foi mencionado antes, e eu repito, diz o seguinte: "...ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve..." (Isaías 1:18). Isso é uma promessa de perdão completo. Na realidade, eu não diria que Ele risca, diria que Ele apaga completamente. O Velho Testamento está cheio de lindas promessas: "... lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar" (Miquéias 7:19); "Quanto dista o Oriente do Ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões" (Salmos 103:12). Esses versos falam de perdão, de uma restauração completa. Perceba que o problema não está com Deus, o problema do pecado está com o ser humano. Sabe por quê? Porque Deus pode perdoar tudo, tudo mesmo!
Um dia uma senhora me procurou e disse: "Pastor, eu provoquei um aborto quando era garota de dezoito anos, solteira. Depois tive a alegria de conhecer meu marido. Casei. Ele não sabe que eu provoquei aquele aborto. Agora tenho três filhos, sou feliz com meu marido, já se passaram trinta anos daquilo, mas não consigo dormir em paz porque a consciência me atormenta; eu não somente cometi o pecado de fornicação mas também matei, eu cometi um assassinato, tirei a vida de uma criança. Há perdão para mim?" Eu quero dizer em nome de Deus: há perdão. Não há pecado que Deus não possa perdoar. O problema não é com Deus. O problema é conosco. Às vezes nós, seres humanos, chegamos a um ponto em que não queremos mais ser perdoados. Chegamos a um ponto em que não aceitamos mais o perdão. A Bíblia chama isso de pecado contra o Espírito Santo. Inclusive Mateus 12:31 diz: "...todo o pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens, mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada." (Mateus 12:31) Mas qual é o pecado contra o Espírito Santo? É aquele que você brinca, brinca, brinca com o pecado; e chega um ponto em que o coração se endurece, você já não sente mais dor, e você não sente mais dor pelo que faz, muito menos irá sentir necessidade de perdão. E ai do seres humanos! Eu não gostaria nem de pensar no caso de um ser humano que por brincar, por tratar com leviandade as coisas divinas, chega ao ponto de se endurecer com as coisas de Deus, porque para eles não há perdão!
Pr. Costa Jr.: - Pecadinho, pecadão. Isso é outra coisa que a sociedade acredita. Por exemplo: você contou uma mentira leve, era fruto da situação, e não tinha jeito de falar a verdade mesmo, você iria correr um risco muito grande, foi um pecadinho. Agora, se você vem com uma faca e mata uma pessoa, é crime de primeiro grau, aí é um pecadão, aí você realmente está mal. Para Deus existe pecado maior ou pecado menor? Como é que funciona isso? Dependendo do tamanho do pecado, pode também mudar o tamanho da culpa?
Pr. Bullón: - Não existe diferença de pecado, existe diferença de culpa. Para Deus, pecado é pecado. Eu explico: se alguém assaltar um banco a mão armada e matar o caixa, isso para Deus é pecado. Eu sentar-me de gravata e colarinho branco e manejar as contas, engordando o bolso, isso também é pecado. Pecado por pecado, para Deus, ambos são pecados. Para Deus não existe graduação de pecados, mas existe graduação de culpa. Um jovem que nasceu pobre, sem instrução, que não conhece a Palavra de Deus e estupra uma menina, ou usa drogas, ou ainda trafega drogas, ele pode ter, de certa maneira, menos culpa do que eu, que tive toda a luz, toda a instrução necessária, fiz escola primária e secundária, fui à faculdade, fiz mestrado, conheço a Palavra de Deus e engano uma menina menor de idade, oferecendo algum dinheiro, e levando-a para a cama. Qual é o pecado maior? Pecado por pecado, os pecados são iguais, mas minha culpa é maior porque eu tenho mais luz; o outro tem menos luz. Existe graduação de culpa, mas não existe graduação de pecado.
Pr. Costa Jr.: - Então, o que o senhor disse, pela Palavra de Deus, é que se a pessoa confessa, se a pessoa se arrepende; existe esperança e ela pode ser liberta da culpa. Eu volto a perguntar mais ou menos aquilo que o senhor já respondeu: O perdão é para todo mundo mesmo?
Pr. Bullón: - Para todo mundo mesmo! Não há um ser humano que possa dizer que para ele não há perdão, desde que ele sinta que precisa de perdão. Somente não sente que precisa de perdão, quem cometeu o pecado contra o Espírito Santo, pois se endureceu. Para esse não há perdão, não porque Deus se cansou de perdoar, mas porque ele não quer ser perdoado.
O problema com o pecado, volto a enfatizar isso, está às vezes com as conseqüências do pecado. Deus pode nos livrar da culpa e do tormento da consciência, entretanto, às vezes, as conseqüências de nosso pecado podem levar-nos até a destruição final, até a morte para sempre.
Um homem que brincou de liberalismo, promiscuidade sexual, drogas, adquire AIDS, um dia se arrepende e pede perdão a Deus. Há perdão? Claro! Deus perdoa! "Mas fui homossexual?", não importa! "Mas eu fiz aquilo", Deus perdoa.
Agora e a AIDS? Deus não vai necessariamente tirar do corpo dele a AIDS. Então esse é o assunto, as conseqüências do pecado são terríveis. Eu sempre digo: Deus lhe perdoa, mas a vida pode não lhe perdoar!
Pensemos novamente no texto bíblico de I João 1:9: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça." (I S João 1:9) Deus não apenas promete nos perdoar mas, também nos purificar, nos transformar. Portanto, quando o Espírito de Deus lhe der certeza do perdão e convidar para uma nova vida, o melhor é abandonar imediatamente todo o pecado, e correr para os braços de Jesus.
ORAÇÃO
Pai querido, existem pessoas que vivem anos e anos atormentadas pelo complexo de culpa. A culpa é como um martelo que bate de dia e de noite e não nos deixa em paz. Mas Te agradecemos pela Tua Palavra neste momento; e Te agradecemos pelo perdão. Como é bom sentir-se aliviado, sabermos que não importa o que tenhamos feito no passado, se nos arrependermos e confessarmos, Tu estás pronto a nos perdoar. Por favor, coloque paz em nosso coração. Em nome e pelos méritos de Jesus. Amém.
Que DEUS abençoe a todos.
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Isaías 1:18
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