quarta-feira, 9 de setembro de 2009

S. Mateus 4:1-4

COMO ALIMENTAR A NOVA NATUREZA


"Logo após Seu batismo, Cristo foi levado pelo Espírito ao deserto. Na solidão do deserto Jesus pronunciou palavras que permanecerão para sempre como a chave para um vida poderosa e feliz. Ele falou do único alimento capaz de satisfazer a fome do coração humano: "Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome; E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães. Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus" (S. Mateus 4:1-4).


"Pastor", você deve estar pensando, "já sei, o senhor vai falar do estudo da Bíblia. Eu sei que devo estudá-la, mas não tenho vontade, não sinto prazer na sua leitura".


Em primeiro lugar, meu amigo, não encare a leitura da Bíblia como um dever. Olhe para a Palavra de Deus como uma carta de amor. O que faz um jovem quando recebe uma carta da namorada? Ele pensa: "Oh! que chato, não tenho vontade de ler esta carta, estou cansado, mas vou dar uma olhada nela por disciplina?" Acho que não é isso que acontece. Acontece justamente o contrário. Ele recebe a carta com expectativa, abre-a depressa e devora com ansiedade cada uma das palavras. E o que mais? Joga-a fora? Não. Guarda-a no bolso. Dois minutos depois tira a carta do bolso, torna a lê-la e guarda-a novamente. Não espera passar cinco minutos, procura-a de novo e a lê com a mesma ansiedade da primeira vez. Faz isso muitas vezes. De repente, já não precisa ler, decorou-a completamente. Mas mesmo assim, continua lendo-a.


Onde está o segredo? Por que tanta ansiedade para ler a carta? Por que não se cansa de fazê-lo? A palavra chave é "amor". O jovem ama a pessoa que escreveu a carta.


A Bíblia, meu amigo, não é um código de normas e proibições. Não é um compêndio de histórias de um povo errante. Ela não é um volume de medidas, nomes e cores. Não é um livro de animais estranhos e simbolismos proféticos. A Bíblia é a mais linda carta de amor que já foi escrita. É a história de um amor louco e incompreendido. É a história de um amor que não se cansa de esperar. É uma declaração de amor escrita com a tinta vermelha do sangue do Cordeiro. Desde o Gênesis até o Apocalipse há um fio vermelho atravessando cada uma de suas páginas. É o sangue de Jesus gritando desde o Calvário:


- Filho, Eu amo você, você é a coisa mais linda que Eu tenho.


Na Bíblia você pode achar também a história da vida de outros homens semelhantes a você. Homens que experimentaram conflitos e tentações. Homens que às vezes caíram e escorregaram. Homens e mulheres que lutaram contra seus temperamentos, complexos e paixões, mas que venceram. Através dessas histórias, Deus está dizendo a você:


- Filho, você também conseguirá, não desanime, olhe para a frente e continue.


Ler a Bíblia é uma maneira de alimentar a nova natureza e manter comunhão com Jesus. Mas também, como em muitas outras coisas, o grande inimigo da vida cristã é o formalismo.


A leitura mecânica da Bíblia não tem muito valor como alimento da nova natureza. A leitura da Bíblia tem que ser um momento de companheirismo e diálogo com o seu Autor. Você lê um versículo e medita nele. Trata de aplicar a mensagem desse verso em sua vida. Pergunta a você mesmo: "O que este verso está querendo falar a mim?" Depois disso fale para Deus o que você acha de tudo isso. Conte-lhe como está indo sua vida comparada a mensagem que você acaba de ler. Não tenha pressa. Trate de "saborear" cada minuto de seu diálogo com Jesus. Não veja isso como um dever ou como uma carga pesada para carregar, e sim como o encontro com as maravilhosas promessas de Deus para você.


Outra idéia interessante para aprender a gostar do estudo da Bíblia é ler a Sagrada Escritura na primeira pessoa do singular. Cada vez que você achar a palavra nós, substitua-a pela palavra eu. Coloque sua vida nas páginas da Bíblia. Faça de conta que Deus está falando a você particularmente, não para a humanidade em geral.


Por exemplo, no verso de Romanos 8:31, que diz: "Que diremos pois a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?" Você pode ler: Que direi pois, se Tu, ó querido Pai, és comigo, quem será contra mim? Aí você pode contar a Deus que coisa ou quem você acha que está contra você, pode falar de seus temores, de suas dúvidas, de suas incertezas e terminar dizendo que apesar disso tudo, você acredita que se Deus está com você nada poderá amedrontá-lo.


O outro meio que Deus nos deixou para alimentar a nova natureza e manter comunhão com Jesus é a oração.


Um dia desses recebi a carta de um jovem que terminava assim: "afinal de contas, parece mesmo que meu caso não tem solução. Sei que a oração me ajudaria a resolver o problema, mas não tenho vontade de orar. O pior de tudo é que quando oro, acabo tudo o que tinha para dizer em dois minutos. Dá a impressão de que minha oração não passa do teto".


Já sentiu algo parecido alguma vez? A verdade é que, em todos estes anos trabalhando com jovens, descobri que o problema do jovem não é o fato de não saber que precisa orar. Todo mundo sabe que é necessário orar e que a oração é o alimento da nova natureza. Todo mundo sabe que o poder vem através da oração. A angústia do jovem está expressa na carta da qual falei: "Pastor, não tenho vontade de orar. Sei que tenho que orar mas não consigo."


O que fazer? É preciso entender, em primeiro lugar, em que consiste a oração: "Orar é o ato de abrir o coração a Deus como a um amigo". Segundo esta declaração, orar, nada mais é do que conversar com um amigo.


Amigos gostam de conversar. É o que eles mais fazem. Se alguém não tem vontade de conversar com seu amigo não é porque ignore o fato de que amigos precisam conversar. O problema está no relacionamento com o amigo. Alguma coisa está errada. Alguma barreira foi criada. A amizade está abalada e a solução não consiste em ler livros ou ouvir sermões que mostrem o dever de conversar com um amigo. É preciso que lhe ensinem como resolver o problema com o amigo, que se ajudem para que a amizade torne a ser como era antes. Uma vez que o problema tenha sido resolvido, o diálogo com o amigo virá espontaneamente.


Em segundo lugar é necessário saber que a base de uma conversação entre amigos deve estar fundamentada na sinceridade. Num relacionamento de amigos verdadeiros não há lugar para fingimento ou hipocrisia. Descobrir que alguém é hipócrita com você, dói. Mas descobrir que alguém que você ama muito está sendo hipócrita com você, dói muito mais.


Cristo nos ama e o que Ele espera em nosso relacionamento é, acima de tudo, sinceridade. É isso que Ele disse no Sermão do Monte: "E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos" (Mateus 6:7).


A palavra grega traduzida para "usar vãs repetições" é batalogeo e é usada geralmente para expressar o que faz o papagaio ou o bêbado, ou seja, falar por falar, falar sem pensar no que se está dizendo, falar pelo mero fato de falar.


O que o Senhor Jesus está querendo nos dizer é que quando conversamos com Ele temos que fazê-lo na base da sinceridade, sentindo realmente o que estamos falando. Ele está pedindo que a nossa oração saia do coração e não simplesmente da boca.


Quando o meu filho mais novo tinha cinco anos, ele não gostava de comer verduras. Chamava de "planta" a tudo que era da cor verde. Dizia que não gostava de planta.


Um dia, na hora do almoço, a mesa estava cheia de coisas verdes. Imediatamente o sorriso desapareceu-lhe do rosto. Pedimos-lhe que fizesse a oração e ele orou assim: "Pai, estou chateado. Só tem 'planta' para comer".


Sabe como será que ele teria orado se fosse grande? Teria agradecido a "gostosa refeição que estava à mesa".


Aí está o nosso problema. Não somos sinceros. Falamos sempre a mesma coisa porque estamos acostumados a falar assim. Quando levantamos pela manhã agradecemos a Deus a "boa noite de repouso". Podemos ter virado na cama a noite toda ou podemos ter acordado com dor nas costas, mas agradecemos a "boa noite de repouso".


Temos quase de cor uma oração para as manhãs e outra para as noites. Sempre o mesmo assunto. Podemos estar sem a mínima vontade de orar, mas nos ajoelhamos por disciplina e repetimos a oração costumeira que geralmente não dura mais de dois minutos. E ao deitarmos, experimentamos a estranha sensação de que a nossa oração não passou do teto.


Por que não encarar a oração como a maravilhosa experiência de conversar com Jesus Cristo, em lugar de considerá-la o nosso dever de cada dia?


Você tem amigos? O que fala com eles? Fala sempre a mesma coisa ou muda o assunto do diálogo cada dia? Já pensou na possibilidade de bater um "papo à toa" com Cristo? Conversar com Ele simplesmente pelo prazer de conversar? Orar sem pedir nada, apenas para contar coisas, contar segredos, abrir o coração e relatar para Ele tudo o que fez durante o dia, mesmo que pareçam coisas sem importância?


O dia em que descobrirmos a alegria de falar assim com Deus, teremos descoberto o segredo de uma vida poderosa. E andar com Deus é isso.


"Mas pastor", você dirá, "eu não sinto vontade de conversar com Deus". Então, conte isso para Ele. Fale que não tem vontade de orar, pergunte-lhe porque está acontecendo isso, porque é que, mesmo sabendo que deve orar, você não tem vontade de fazê-lo. Vai acontecer um milagre, tenha certeza. De repente, sem querer você vai se descobrir conversando com Deus, não um minuto nem cinco, mas vinte ou trinta. E o mais importante, aquela sensação de que sua oração não passava do teto vai desaparecer, e em seu lugar você vai experimentar a maravilhosa experiência que é conversar com Jesus Cristo como se conversasse com um amigo.


Outra coisa que seria bom lembrar é que não devemos procurar a Deus unicamente para assuntos espirituais. Temos que permitir que Ele participe de nossa vida diária, de nosso namoro, de nosso trabalho, dos deveres para casa que recebemos na escola, daquilo que vai dentro do coração e não teríamos coragem de contar para ninguém.


Às vezes cometemos algo errado durante o dia e ao chegar a noite repetimos o de sempre: "Deus perdoa meus pecados". Quanto tempo é necessário para repetir essa frase? Mas, como seria se em lugar de dizer simplesmente "perdoa meus pecados", contássemos para Ele o que foi que aconteceu? Detalhes, entende? Por que não contar a luta que travamos antes de ceder à tentação, como nos sentimos depois, que lições podemos ter tirado de tudo, que aspecto de nossa vida precisamos que Ele restaure, enfim, tanta coisa...


Utilizemos o tempo que seja necessário. Não precisamos ter pressa porque não estamos cumprindo um "penoso dever", estamos apenas conversando com o mais compassivo e maravilhoso amigo que um ser humano pode ter.


Contam que na guerra do Vietnã acharam nas mãos de um soldado morto um papel escrito nos momentos da agonia. Dizia mais ou menos assim: "Ó Deus, eu nunca falei contigo. Hoje, pela primeira vez, ao ouvir o barulho das armas, ao ver os cadáveres dos meus companheiros, ao sentir que daqui a pouco eu também morrerei, tenho vontade de falar. Pena, que seja tarde demais".


Não será que, como aquele soldado, talvez tenhamos que dizer: "Ó Deus, eu nunca falei contigo, porque o que eu fazia não era orar, era simplesmente repetir uma oração sem sentido, costumeira e monótona". Só que ainda há tempo para que o final da sua história seja diferente. Basta que você diga agora mesmo: "mas hoje eu quero falar de verdade, abrir-Te o coração e sentir que és meu amigo."


Faça de Jesus não apenas seu Salvador, mas também seu amigo de todas as horas. Converse com Ele; sinta sempre o calor que emana dos braços de Jesus.


ORAÇÃO

Pai, como é bom abrir o coração a Ti e sentir que minha oração não vai se perder no espaço, porque Tu estás aqui bem pertinho, me ouvindo sempre, com os braços abertos. Obrigado Pai, porque em Ti posso descansar seguro. Obrigado porque nunca me deixas só. Em nome de Jesus. Amém.

Que DEUS abençoe a todos.

2 Coríntios 6:2; Tiago 4:14

Quarta-feira 9 Setembro

Eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação.

Que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco e depois se desvanece

(2 Coríntios 6:2; Tiago 4:14).

É ESSA A HISTÓRIA DE SUA VIDA?
Nossa vida pode ser comparada com um filme. É impossível deter a inexorável fuga dos dias. Contudo, nesse tempo tão curto que separa nosso berço da tumba decidimos nosso futuro eterno. Observe uma criança que só pensa em brincar, correr e se divertir. É muito jovem para pensar nisso! Observe o jovem que confia em suas capacidades e sucessos, cheio de projetos. Não fale com ele sobre a eternidade. Está muito seguro de si para pensar nisso!

Pergunte a quem acaba de se casar: E o porvir? Para esta pessoa o que importa é só o momento atual. Está muito feliz para pensar nisso!

Observe um indivíduo de meia-idade, absorvido pelo trabalho e por preocupações. É momento de agir e não de ficar sonhando com um futuro problemático. Está muito ocupado para pensar nisso!

Observe os idosos cansados e doentes. Estão quase às portas da eternidade. Mas dirão que estão muito velhos para pensar nisso!

Querido leitor, onde você passará a eternidade? Isso depende exclusivamente de você. O momento para se preparar é agora. Não descanse até que esta questão esteja resolvida. Não espere até que seja muito tarde para pensar nisso!

Que DEUS abençoe a todos.

2 Coríntios 11.14

9 de Setembro

"E não é de admirar; porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz." 2 Coríntios 11.14
O Cordeiro venceu Satanás na cruz do Calvário. Não por força ou poder, mas pelo Seu Espírito, pela Sua natureza. Esta é a estratégia de Jesus Cristo.

A tática mais freqüente do inimigo é o disfarce refinado. Ele se transforma em anjo de luz, e bem dessa maneira ele hoje se assenta na igreja de Jesus. Isso significa a eliminação da cruz. Quando os crentes são filhos do mundo, e os filhos do mundo são ‘crentes’, não existe mais separação. Que tática vamos usar contra o inimigo? Exatamente o contrário da sua: em vez de disfarce e mentira, a verdade! Examinemos a armadura de Deus: "Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade, e vestindo-vos da couraça da justiça." A verdade sempre desmascara a mentira! Se nos disfarçamos para encontrar nosso próximo, quer dizer, se usamos de falta de sinceridade, a confissão dos nossos lábios em relação ao nosso Senhor não tem força porque nossos corações mentem. Este é o terrível espírito do piedoso disfarce na igreja de Jesus: os pecados são cobertos, camuflados, e a inimizade da cruz é embrulhada piedosamente. Mas assim mesmo Jesus é vencedor, e a verdade prevalecerá! Por isso, cingi vossos lombos com a verdade!

Que DEUS abençoe a todos.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

1 Timóteo 6:6-8

Terça-feira 8 Setembro

Mas é grande ganho a piedade com contentamento. Porque nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele. Tendo, porém, sustento e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes (1 Timóteo 6:6-8).

SABER SE CONTENTAR
Durante uma viagem ao interior de Portugal, minha esposa e eu encontramos um homem que conhecíamos bem. Que surpresa! Ele nos explicou que o lugar onde estávamos era sua aldeia natal e que todos os anos ia a França passar as férias. Aproveitamos a oportunidade para perguntar sobre antiguidades que havia nos arredores. Depois de enumerar várias, acrescentou que, segundo a opinião dele, existia algo mais interessante a ser feito. Fomos com ele visitar uma pessoa da aldeia. Paralisada há muitos anos, uma mulher vivia só em uma pequena casa onde havia apenas o necessário. A porta sempre permanecia entreaberta, de forma que tanto de dia quanto à noite os moradores da aldeia podiam entrar para falar com ela e ajudá-la. Nosso amigo perguntou:

– Maria, você não está aborrecida? A mulher respondeu com um doce e amável sorriso: – Estou muito feliz, Deus está comigo e confio nEle. Por isso não me aborreço. Além disso, todos são tão amáveis comigo.

Ficamos bastante comovidos; nunca pensamos que alguém pudesse viver em condições tão precárias e estar contente com tudo e com todos.

Como o apóstolo Paulo, Maria tinha aprendido a se contentar em qualquer circunstância. Em sua prisão, o servo de Deus, já velho, ainda acrescentou: “Posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Filipenses 4:11-13). É possível que tal verdade seja real na minha e na sua vida. Basta nos rendermos e estarmos dispostos a aprender com o Senhor Jesus!

Que DEUS abençoe a todos.

Hebreus 12.12-13

8 de Setembro

"Por isso restabelecei as mãos descaídas e os joelhos trôpegos; e fazei caminhos retos para os vossos pés, para que não se extravie o que é manco, antes seja curado." Hebreus 12.12-13

A tática do combate da fé requer a execução das ordens do Comandante nos mínimos detalhes: marcha, instrução, segurança e abrigo. Como filhos de Deus, nunca devemos retroceder, mas sempre seguir em frente. Também não devemos nos dar ao luxo de um cessar-fogo; devemos ter sempre a bandeira desfraldada. Instrução significa conhecer os intentos do inimigo. Para quê? "...Para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios." Só pode ser um soldado de Jesus Cristo aquele que entregou sua vontade própria incondicionalmente a Ele: "...e eu não fui rebelde, não me retraí." Aquele que, como Paulo, anda em absoluta obediência a Jesus Cristo, este também reconhece a realidade e a tática do inimigo. Isso Paulo tem em mente quando diz: "...pois não lhe ignoramos os desígnios (de Satanás)." Paulo conhecia a astúcia do inimigo, mas ele também conhecia a vitória de Jesus. Por isso, ele foi vitorioso no combate da fé e, no fim da sua vida, olhando para trás, podia testificar: "Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé."

Que DEUS abençoe a todos.

Atos 13.32-52

Atos 13.32-52


32 Nós vos anunciamos o evangelho da promessa feita a nossos pais,
33 como Deus a cumpriu plenamente a nós, seus filhos, ressuscitando a Jesus, como também está escrito no Salmo segundo: Tu és meu Filho, eu, hoje, te gerei.
34 E, que Deus o ressuscitou dentre os mortos para que jamais voltasse à corrupção, desta maneira o disse: E cumprirei a vosso favor as santas e fiéis promessas feitas a Davi.
35 Por isso, também diz em outro Salmo: Não permitirás que o teu Santo veja corrupção.
36 Porque, na verdade, tendo Davi servido à sua própria geração, conforme o desígnio de Deus, adormeceu, foi para junto de seus pais e viu corrupção.
37 Porém aquele a quem Deus ressuscitou não viu corrupção.
38 Tomai, pois, irmãos, conhecimento de que se vos anuncia remissão de pecados por intermédio deste;
39 e, por meio dele, todo o que crê é justificado de todas as coisas das quais vós não pudestes ser justificados pela lei de Moisés.
40 Notai, pois, que não vos sobrevenha o que está dito nos profetas:
41 Vede, ó desprezadores, maravilhai-vos e desvanecei, porque eu realizo, em vossos dias, obra tal que não crereis se alguém vo-la contar.
42 Ao saírem eles, rogaram-lhes que, no sábado seguinte, lhes falassem estas mesmas palavras.
43 Despedida a sinagoga, muitos dos judeus e dos prosélitos piedosos seguiram Paulo e Barnabé, e estes, falando-lhes, os persuadiam a perseverar na graça de Deus.
44 No sábado seguinte, afluiu quase toda a cidade para ouvir a palavra de Deus.
45 Mas os judeus, vendo as multidões, tomaram-se de inveja e, blasfemando, contradiziam o que Paulo falava.
46 Então, Paulo e Barnabé, falando ousadamente, disseram: Cumpria que a vós outros, em primeiro lugar, fosse pregada a palavra de Deus; mas, posto que a rejeitais e a vós mesmos vos julgais indignos da vida eterna, eis aí que nos volvemos para os gentios.
47 Porque o Senhor assim no-lo determinou: Eu te constituí para luz dos gentios, a fim de que sejas para salvação até aos confins da terra.
48 Os gentios, ouvindo isto, regozijavam-se e glorificavam a palavra do Senhor, e creram todos os que haviam sido destinados para a vida eterna.
49 E divulgava-se a palavra do Senhor por toda aquela região.
50 Mas os judeus instigaram as mulheres piedosas de alta posição e os principais da cidade e levantaram perseguição contra Paulo e Barnabé, expulsando-os do seu território.
51 E estes, sacudindo contra aqueles o pó dos pés, partiram para Icônio.
52 Os discípulos, porém, transbordavam de alegria e do Espírito Santo.

Atos 13:32-52

"E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação", escreve o apóstolo aos coríntios (1 Coríntios 15:14). Surpreende-nos, então, notar que ele tanto enfatiza a ressurreição do Senhor Jesus? Aos judeus a ressurreição demonstrava que Ele de fato era o Messias prometido, do qual falavam o Salmo 16 e outras escrituras (vv. 34-35). Aos pagãos, era a demonstração do poder de Deus e a prova do juízo que está determinado (17:31). Para nós, os crentes, a presença na glória de nosso Redentor vivo é a garantia de que Deus reconheceu a obra que fez em prol de nossa justificação (Romanos 4:25), de que nossa porção é celestial (Colossenses 3:1-2) e de que nossa esperança está "segura e firme" (Hebreus 6:18-20).

As "boas novas da promessa" (v. 32) encontram somente blasfêmia e contradição por parte dos miseráveis judeus (v. 45). Então os apóstolos, por ordem do Senhor, solenemente voltam-se para os gentios (v. 46) ao confirmar que a remissão dos pecados é concedida a todo aquele que crê (vv. 38-39).

Aqueles judeus não se julgavam dignos da vida eterna (v. 46). Isto é incredulidade, e de maneira nenhuma humildade! Na parábola do filho pródigo, o Senhor faz referência a esse tipo de gente na pessoa do filho mais velho (Lucas 15:25-30). Por seu egoísmo e sua própria justiça, ele se privou voluntariamente da alegria da casa paterna.

Que DEUS abençoe a todos

Atos 13.13-31

Atos 13.13-31


13 E, navegando de Pafos, Paulo e seus companheiros dirigiram-se a Perge da Panfília. João, porém, apartando-se deles, voltou para Jerusalém.
14 Mas eles, atravessando de Perge para a Antioquia da Pisídia, indo num sábado à sinagoga, assentaram-se.
15 Depois da leitura da lei e dos profetas, os chefes da sinagoga mandaram dizer-lhes: Irmãos, se tendes alguma palavra de exortação para o povo, dizei -a.
16 Paulo, levantando-se e fazendo com a mão sinal de silêncio, disse: Varões israelitas e vós outros que também temeis a Deus, ouvi.
17 O Deus deste povo de Israel escolheu nossos pais e exaltou o povo durante sua peregrinação na terra do Egito, donde os tirou com braço poderoso;
18 e suportou-lhes os maus costumes por cerca de quarenta anos no deserto;
19 e, havendo destruído sete nações na terra de Canaã, deu-lhes essa terra por herança,
20 vencidos cerca de quatrocentos e cinqüenta anos. Depois disto, lhes deu juízes, até o profeta Samuel.
21 Então, eles pediram um rei, e Deus lhes deparou Saul, filho de Quis, da tribo de Benjamim, e isto pelo espaço de quarenta anos.
22 E, tendo tirado a este, levantou-lhes o rei Davi, do qual também, dando testemunho, disse: Achei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará toda a minha vontade.
23 Da descendência deste, conforme a promessa, trouxe Deus a Israel o Salvador, que é Jesus,
24 havendo João, primeiro, pregado a todo o povo de Israel, antes da manifestação dele, batismo de arrependimento.
25 Mas, ao completar João a sua carreira, dizia: Não sou quem supondes; mas após mim vem aquele de cujos pés não sou digno de desatar as sandálias.
26 Irmãos, descendência de Abraão e vós outros os que temeis a Deus, a nós nos foi enviada a palavra desta salvação.
27 Pois os que habitavam em Jerusalém e as suas autoridades, não conhecendo Jesus nem os ensinos dos profetas que se lêem todos os sábados, quando o condenaram, cumpriram as profecias;
28 e, embora não achassem nenhuma causa de morte, pediram a Pilatos que ele fosse morto.
29 Depois de cumprirem tudo o que a respeito dele estava escrito, tirando -o do madeiro, puseram-no em um túmulo.
30 Mas Deus o ressuscitou dentre os mortos;
31 e foi visto muitos dias pelos que, com ele, subiram da Galiléia para Jerusalém, os quais são agora as suas testemunhas perante o povo.

Atos 13:13-31

Os apóstolos prosseguem viagem e chegam à Panfília. Ali, porém, João - também chamado Marcos (12:12) - abandona-os e volta a Jerusalém. Sua fé não estava à altura do serviço para o qual se havia comprometido, nem das dificuldades que notou que enfrentaria. Não basta apenas acompanhar um servo de Deus ou imitá-lo. Até mesmo num trabalho em cooperação, cada um é responsável por si perante o Senhor e tem de ser impulsionado por sua própria fé pessoal.

Na sinagoga de Antioquia da Pisídia, Paulo dirige-se aos judeus fazendo-os recordar, como o fez Estêvão, da história de Israel. Mostra-lhes como Deus havia cumprido em Jesus as promessas feitas a Davi (Salmo 132:11). Não era o próprio Davi uma figura do Salvador que surgiria de sua descendência? (v. 23). Pois, em contraste com Saul, rei segundo a carne, o próprio Deus havia escolhido em Davi um homem segundo o Seu coração, que faria toda a Sua vontade (v. 22).

Tudo se conjugava perfeitamente comprovando que Jesus era o Messias: o testemunho de João após o de todos os profetas; o cumprimento das Escrituras na morte de Jesus, até mesmo pelo fato de não terem podido acusá-LO de crime algum (v. 28; Isaías 53:9), e, sobretudo, a Sua ressurreição (v. 30).

Que DEUS abençoe a todos.

1 Reis 12:16-33

1 Reis 12:16-33
16 Vendo, pois, todo o Israel que o rei não lhe dava ouvidos, tornou-lhe o povo a responder, dizendo: Que parte temos nós com Davi? Não há para nós herança no filho de Jessé. Às tuas tendas, ó Israel! Provê agora a tua casa, ó Davi. Então Israel se foi às suas tendas.
17 No tocante, porém, aos filhos de Israel que habitavam nas cidades de Judá, também sobre eles reinou Roboão.
18 Então o rei Roboão enviou a Adorão, que estava sobre os tributos; e todo o Israel o apedrejou, e ele morreu; mas o rei Roboão se animou a subir ao carro para fugir para Jerusalém.
19 Assim se rebelaram os israelitas contra a casa de Davi, até ao dia de hoje.
20 E sucedeu que, ouvindo todo o Israel que Jeroboão tinha voltado, enviaram, e o chamaram para a congregação, e o fizeram rei sobre todo o Israel; e ninguém seguiu a casa de Davi senão somente a tribo de Judá.
21 Vindo, pois, Roboão a Jerusalém, reuniu toda a casa de Judá e a tribo de Benjamim, cento e oitenta mil escolhidos, destros para a guerra, para pelejar contra a casa de Israel, para restituir o reino a Roboão, filho de Salomão.
22 Porém veio a palavra de Deus a Semaías, homem de Deus, dizendo:
23 Fala a Roboão, filho de Salomão, rei de Judá, e a toda a casa de Judá, e a Benjamim, e ao restante do povo, dizendo:
24 Assim diz o Senhor: Não subireis nem pelejareis contra vossos irmãos, os filhos de Israel; volte cada um para a sua casa, porque eu é que fiz esta obra. E ouviram a palavra do Senhor, e voltaram segundo a palavra do Senhor.
25 E Jeroboão edificou a Siquém, no monte de Efraim, e habitou ali; e saiu dali, e edificou a Penuel.
26 E disse Jeroboão no seu coração: Agora tornará o reino à casa de Davi.
27 Se este povo subir para fazer sacrifícios na casa do Senhor, em Jerusalém, o coração deste povo se tornará a seu senhor, a Roboão, rei de Judá; e me matarão, e tornarão a Roboão, rei de Judá.
28 Assim o rei tomou conselho, e fez dois bezerros de ouro; e lhes disse: Muito trabalho vos será o subir a Jerusalém; vês aqui teus deuses, ó Israel, que te fizeram subir da terra do Egito.
29 E pôs um em Betel, e colocou o outro em Dã.
30 E este feito se tornou em pecado; pois que o povo ia até Dã para adorar o bezerro.
31 Também fez casa nos altos; e constituiu sacerdotes dos mais baixos do povo, que não eram dos filhos de Levi.
32 E fez Jeroboão uma festa no oitavo mês, no dia décimo quinto do mês, como a festa que se fazia em Judá, e sacrificou no altar; semelhantemente fez em Betel, sacrificando aos bezerros que fizera; também em Betel estabeleceu sacerdotes dos altos que fizera.
33 E sacrificou no altar que fizera em Betel, no dia décimo quinto do oitavo mês, que ele tinha imaginado no seu coração; assim fez a festa aos filhos de Israel, e sacrificou no altar, queimando incenso.

1 Reis 12:16-33
Como resultado da intransigência de Roboão, dez tribos se separaram. Jeroboão se tornou o rei delas. Para os descendentes de Salomão, restaram apenas as tribos de Judá e Benjamim. Daqui por diante, acompanharemos a história de dois reis paralelamente. Até o fim do segundo livro de Reis, o reino de Israel (as dez tribos) terá a proeminência, ao passo que o segundo livro de Crônicas se ocupa do reino de Judá.

Com uma frase curta, Deus coloca um ponto final na guerra civil que estava prestes a explodir: “Eu é que fiz isto” (v. 24). Palavras breves e importantes para nós também! Existe uma dificuldade ou um obstáculo atrapalhando nossos planos? Escute cuidadosamente! Talvez ouçamos a mesma voz nos dizendo: “Eu é que fiz isto”!

Depois disso, os primeiros atos de Jeroboão são recontados. Ele fez dois bezerros de ouro (compare as palavras dele com as de Arão em Êxodo 32:4). Esses são elementos de um tipo de adoração totalmente inventada pelo homem. No entanto, a vontade própria nunca é tão repreensível quanto o é em questões relacionadas à religião. E reinado após reinado se faz referência ao pecado de Jeroboão.

Que DEUS abençoe a todos.

1 Reis 12:1-15

1 Reis 12:1-15
1 E FOI Roboão para Siquém; porque todo o Israel se reuniu em Siquém, para o fazerem rei.
2 Sucedeu que, Jeroboão, filho de Nebate, achando-se ainda no Egito, para onde fugira de diante do rei Salomão, voltou do Egito,
3 Porque mandaram chamá-lo; veio, pois, Jeroboão e toda a congregação de Israel, e falaram a Roboão, dizendo:
4 Teu pai agravou o nosso jugo; agora, pois, alivia tu a dura servidão de teu pai, e o pesado jugo que nos impôs, e nós te serviremos.
5 E ele lhes disse: Ide-vos até ao terceiro dia, e então voltai a mim. E o povo se foi.
6 E teve o rei Roboão conselho com os anciãos que estiveram na presença de Salomão, seu pai, quando este ainda vivia, dizendo: Como aconselhais vós que se responda a este povo?
7 E eles lhe falaram, dizendo: Se hoje fores servo deste povo, e o servires, e respondendo-lhe, lhe falares boas palavras, todos os dias serão teus servos.
8 Porém ele deixou o conselho que os anciãos lhe tinham dado, e teve conselho com os jovens que haviam crescido com ele, que estavam diante dele.
9 E disse-lhes: Que aconselhais vós que respondamos a este povo, que me falou, dizendo: Alivia o jugo que teu pai nos impôs?
10 E os jovens que haviam crescido com ele lhe falaram: Assim dirás a este povo que te falou: Teu pai fez pesadíssimo o nosso jugo, mas tu o alivia de sobre nós; assim lhe falarás: Meu dedo mínimo é mais grosso do que os lombos de meu pai.
11 Assim que, se meu pai vos carregou de um jugo pesado, ainda eu aumentarei o vosso jugo; meu pai vos castigou com açoites, porém eu vos castigarei com escorpiões.
12 Veio, pois, Jeroboão e todo o povo, ao terceiro dia, a Roboão, como o rei havia ordenado, dizendo: Voltai a mim ao terceiro dia.
13 E o rei respondeu ao povo duramente; porque deixara o conselho que os anciãos lhe haviam dado.
14 E lhe falou conforme ao conselho dos jovens, dizendo: Meu pai agravou o vosso jugo, porém eu ainda aumentarei o vosso jugo; meu pai vos castigou com açoites, porém eu vos castigarei com escorpiões.
15 O rei, pois, não deu ouvidos ao povo; porque esta revolta vinha do Senhor, para confirmar a palavra que o Senhor tinha falado pelo ministério de Aías, o silonita, a Jeroboão, filho de Nebate.


1 Reis 12:1-15
Roboão sucedeu o pai. Salomão certa vez perguntou: “Também aborreci todo o meu trabalho… visto que o seu ganho eu havia de deixar a quem viesse depois de mim. E quem pode dizer se será sábio ou estulto?” (Eclesiastes 2:18-19). Três dias foram suficientes para o pobre Roboão dar a resposta. O filho do homem mais sábio do mundo não tinha sabedoria. Não o vemos pedir ao Senhor um coração entendido, como fez o pai. Em sua juventude, na idade em que normalmente as pessoas estão aprendendo, ele não tirou nenhum proveito da sabedoria contida no livro de Provérbios, escrito por Salomão. É assim que esse livro começa: “Filho meu, ouve o ensino de teu pai” (Provérbios 1:8). O resultado foi que, aos quarenta anos de idade, no tempo de assumir responsabilidades, lhe faltava experiência, bom senso e, acima de tudo, humildade. Ele desprezou o conselho dos mais velhos, preferindo seguir o conselho imprudente dos jovens. Muitos jovens estão mais dispostos a ouvir as pessoas da mesma idade do que seus pais ou os mais velhos. Uma tendência muito perigosa! Vemos as conseqüências aqui. Mas Deus fez uso da falta de sabedoria de Roboão, e também do fracasso do povo, para cumprir o que Ele tinha determinado contra a casa de Davi.

Que DEUS abençoe a todos.